Em uma das mais célebres imagens feitas pelo fotojornalista baiano Evandro Teixeira, um estudante é perseguido por dois policiais na Cinelândia, no Rio de Janeiro, em 1968. Essa fotografia foi símbolo de uma campanha da Folha pela democracia, batizada “Amarelo/Democracia“, em junho de 2020.
Evandro Teixeira morreu nesta segunda-feira (4), aos 88 anos, por falência múltipla de órgãos e complicações causadas por uma pneumonia. O fotógrafo, conhecido principalmente pelos seus registros da ditadura militar no Brasil, enfrentava uma leucemia crônica havia dez anos.
A foto clássica de Teixeira pautou o filme publicitário de 30 segundos “Amarelo/Democracia”, exibido no intervalo do Jornal Nacional, na emissora Globo. A propaganda foi usada para contrastar a importância do regime democrático com os horrores do período autoritário que o Brasil viveu, de 1964 a 1985.
A foto, tirada para o Jornal do Brasil, veículo pelo qual Teixeira trabalhou por 47 anos, é de 21 de junho de 1968 e retrata o episódio que ficou conhecido como “sexta-feira sangrenta“, devido à violência usada na repressão do movimento. Dezenas de pessoas morreram, inclusive o manifestante da imagem, um estudante de medicina.
Além de algumas das fotos mais emblemáticas do regime autoritário, como a tomada do forte de Copacabana, em 1° de abril de 1964, Teixeira registrou outros momentos históricos, como as primeiras semanas da ditadura de Augusto Pinochet e a morte de Pablo Neruda, no Chile, assim como as visitas do papa João Paulo 2° e da rainha Elizabeth 2° ao Brasil.




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