Folha indica os melhores concertos e óperas de 2025, segundo crítico e jornalista

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Folha indica os melhores concertos e óperas de 2025, segundo crítico e jornalista


Nos palcos e salas de espetáculos, 2025 foi marcado pela presença de grandes produções de ópera e por concertos que mobilizaram o público, com artistas de destaque no circuito internacional, além da consolidação do Teatro Cultura Artística como um dos principais polos da música clássica em São Paulo.

A seleção a seguir reúne as escolhas feitas por um crítico e um repórter da Folha, que apontam os espetáculos e concertos mais relevantes apresentados ao longo do ano.


Gustavo Zeitel

Jornalista da Folha

“Les Indes Galantes” – Theatro Municipal de São Paulo (Ópera)

Tudo começou em 2017, com um vídeo idealizado pelo multiartista francês Clément Cogitore para a “3ème scène”, projeto audiovisual da Ópera de Paris. Na gravação, Cogitore unia passos de hip hop com o ritmo marcado da dança do grande cachimbo da paz, cena tão célebre de “Les Indes Galantes”, obra-prima barroca de Jean-Philippe Rameau, com libreto de Louis Fuzelier.

Foi sucesso instantâneo na cena operística e nas ruas de Paris. A ideia gerou uma montagem e, tempos mais tarde, passou a viajar o mundo na versão concerto cênico, que encerrou a temporada França-Brasil, no Theatro Municipal de São Paulo.

Com direção cênica de Bintou Dembélé e direção musical de Leonardo García-Alarcón, o espetáculo mostrou-se inovador ao executar a obra a partir de uma estrutura descentrada, simbolizada pela luz sublime de um grande sol, que mais parecia um organismo dionisíaco. A proposta sublinhou a qualidade da música de Rameau, não sem a delicada pena do libretista: “Quando se ama, sempre se tem medo”, canta Phani para encerrar uma cena. Fuzelier escreveu isso em 1735.


Mahler Chamber Orchestra e Yuja Wang – Teatro Cultura Artística (Concerto)

As filas que se formaram do lado de fora do Teatro Cultura Artística indicaram a popularidade de Yuja Wang, a pianista chinesa que chegou à elite musical, incorporando certos códigos da cultura de massa. Sua qualidade como pianista é, porém, incontestável.

É preciso dizer que a interpretação em andamento mais acelerado do “Concerto Para Piano e Orquestra nº 1”, de Tchaikóvski, ainda instiga e faz pensar, seis meses depois da récita, na capital paulista. Wang teve a mesma destreza ao executar o “Concerto para piano e Orquestra nº2”, de Chopin.

Ela foi acompanha pela Mahler Chamber Orchestra, que mostrou elevado nível musical com a “Abertura Coriolano”, de Beethoven, e “Dumbarton Oaks”, de Stravinkski. O Teatro Cultura Artística tem se revelado o espaço das grandes estrelas da música clássica que se apresentam em São Paulo, em um circuito a cada ano mais efervescente.


Sidney Molina

Crítico, professor e violonista

“Les Indes Galantes” – Theatro Municipal (Ópera)

Com direção musical de Leonardo García-Alarcón e cenografia e coreografia de Bintou Dembélé, a dança de rua contemporânea juntou-se à música barroca para uma deslumbrante montagem da ópera “Les Indes Galantes” de Jean-Philippe Rameau.


Osesp com Vasily Petrenko – obras de Chostakóvitch e Lara (Concerto)

Aliando profundidade e energia, a Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo apresentou na Sala São Paulo, sob a liderança do maestro russo Vasily Petrenko, a “Sinfonia nº 4” de Chostakóvitch, e “Breathing blocks”, obra especialmente encomendada ao brasileiro Felipe Lara.



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