Folha indica as melhores exposições de 2025, segundo os seus críticos e jornalistas

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Folha indica as melhores exposições de 2025, segundo os seus críticos e jornalistas


Foi um ano de exposições coletivas de peso, como a Bienal de São Paulo e a Bienal do Mercosul. Mas as mostras individuais foram as que mais cativaram profissionais que cobrem artes visuais, de acordo com a seleção de melhores do ano da Folha.

As mostras do fotógrafo Luiz Braga no Instituto Moreira Salles de São Paulo e de Andy Warhol no Museu de Arte Brasileira da Fundação Armando Álvares Penteado, também na capital paulista, aparecem em mais de uma lista, provas de um ano forte para a fotografia e para a arte pop —esta, também tema de uma grande exposição na Pinacoteca do Estado.

Veja as escolhas dos críticos e jornalistas.

Alessandra Monterastelli

Jornalista da Folha

Fotografias de Agnès Varda

Instituto Moreira Salles de São Paulo

A exibição do vasto acervo fotográfico de Agnès Verda é um movimento recente. A mostra traz ao Brasil fotos inéditas da cineasta, que desenvolveu um olhar atento às belezas da vida comum com a fotografia antes de se tornar a voz feminina proeminente da nouvelle vague. Muitos dos cliques foram feitos durante viagens para países como Cuba e China, e retratam, sem julgamentos, um mundo que não existe mais.


Andy Warhol: Pop Art!

Museu de Arte Brasileira da Fundação Armando Álvares Penteado, em São Paulo

Era de se esperar o impacto que causaria a maior exposição do mes pop art fora dos Estados Unidos. Com 600 obras, a mostra apresentou o olhar afiado de Warhol, que conseguiu capturar o caos dos novos tempos —entre produção em massa e Guerra Fria— com seus retratos coloridos de celebridades e repetições infinitas de mercadorias. Ao mesmo tempo, Warhol fez um retrato corajoso da comunidade queer nos anos 1960, com polaroides e pinturas das drag queens de Nova York.


A Amazônia, de Patti Smith e Soundwalk Collective

Casa Iramaia, em São Paulo

A rebeldia política guiada por uma sensibilidade afiada às questões humanas fizeram de Patti Smith uma figura chave para a contracultura e o movimento punk nos anos 1970. Aos 78 anos, a artista não perdeu o fôlego. Atenta a questão mais urgente da atualidade, a clise climática, ela entoa o número de hectares devorados por incêndios em vídeos do coletivo Soundwalk Collective, de música experimental, e escreve poemas em obras radiantes feitas com pigmentos amazônicos.


Anna Bella Geiger: Limiar

Museu Judaico, em São Paulo

A mostra fez um recorte dos 75 anos de trabalho de Anna Bella Geiger, percursora da abstração informal no Brasil com suas pinceladas vigorosas. Mais do que as pinturas, saltam aos olhos seus trabalhos com mapas, em que contornos de países são embaralhados e remontados em finos papéis vegetais pigmentados ou até em gavetas de metal e madeira. É como se a artista criasse cartografias imaginárias usando como base a geografia da vida real, com todo o peso que ela carrega.


Histórias da Ecologia

Museu de Arte de São Paulo, o Masp

Parece difícil a tarefa de montar uma exposição dedicada a pensar a ecologia na arte sem transformá-la em um protesto contra as mudanças climáticas ou, no outro oposto, em uma coleção de paisagens contemplativas. Mas o encargo foi cumprido com louvor pelo Masp, na mostra que foi a maior até agora no novo edifício do museu, o Pietro Maria Bardi, ocupando cinco andares —ainda que nem todos com a mesma força, porém cada um guardando pelo menos um punhado de obras potentes.


Beta Germano

Jornalista e editora da revista Bazaar Interiors

Minha Vida Bantu

Museu de Arte do Rio

“Ser quilombo todo dia”, anunciou Tiganá Santana na abertura de “Minha Vida Bantu”, no Rio de Janeiro. A mostra, curada por Tiganá ao lado de Marcelo Campos e Amanda Bonan, foi uma potente afirmação da presença contínua e cotidiana da cosmologia bantu na construção da identidade brasileira. Entre as 50 obras reunidas, destacam-se as pinturas da carioca Márcia Falcão, que questionam a origem e as simbologias da capoeira, e as telas do cubano José Bedia. A expografia realçou a potência dos trabalhos: Stella Tennenbaum e Pedro Varella revestiram as salas com fibra de coco e criaram planos horizontais, oblíquos e verticais, que desviam e desconstroem o olhar.


Luiz Braga: Arquipélago Imaginário

Instituto Moreira Salles de São Paulo

A individual que celebrou os 50 anos de produção de Luiz Braga apresentou uma visão sensível da cultura amazônica a partir do olhar íntimo e apurado do artista paraense. Curada por Bitu Cassundé, a mostra reuniu cerca de 250 obras e convidou o público a espiar e vivenciar o olhar perspicaz e afetivo de Braga por meio de janelas e fendas entre paredes coloridas —criando, assim, um diálogo com as cenas capturadas nas casas e rios de Belém e Marajó. Além das já lendárias imagens ultracoloridas, vale destacar a série “Night Vision” —registros noturnos da região que ganham tons esverdeados e uma dramaticidade lírica extra. O projeto expográfico é do Vão Arquitetura em diálogo com Bitu e o artista.


Beatriz González: a Imagem em Trânsito

Pinacoteca do Estado de São Paulo

Uma das artistas mais célebres e irreverentes da América Latina, Beatriz González ganhou sua primeira individual no Brasil, 54 anos após sua participação na 11ª Bienal de São Paulo. González questiona a reprodução e a circulação de imagens e narrativas, usando tons vibrantes e traços que dialogam com a pop art. E chegou a transformar mobiliários em suporte para cenas apropriadas do imaginário popular e religioso colombiano. Ao longo dos anos, desenvolveu críticas ousadas à história de violência em seu país e ressaltou as dificuldades enfrentadas por comunidades indígenas. Com curadoria de Pollyana Quintela, a mostra reuniu cem obras, incluindo obras-primas como “Decoración de Interiores”, “Los Suicidas del Sisga” e “Señor Presidente, qué Honor Estar con Usted en Este Momento Histórico”.


Carlos Zilio – a Querela do Brasil

Itaú Cultural

Primeira retrospectiva institucional deste importante artista carioca, a exposição reuniu mais de cem obras que expressam com precisão as diferentes fases, técnicas, linguagens e suportes da produção de Carlos Zilio —sempre permeada por questões formais, traumas, pontuações políticas e problemáticas existenciais. Foi especialmente impactante a pequena sala dedicada a 30 desenhos realizados durante o período em que Zilio foi um preso político, durante a ditadura militar, de 1970 a 1972. Embora Zilio seja mais conhecido pelos trabalhos históricos que abordam a situação política do Brasil nas décadas de 1960 e 1970 —como “Autorretrato e Atensão”—, a mostra evidenciou também seu interesse por temas como a matemática e a história das vanguardas brasileiras. Completa e didática.


A Terra, o Fogo, a Água e os Ventos – por um Museu da Errância com Édouard Glissant

Instituto Tomie Ohtake

Concebida a partir do pensamento e da coleção de arte de Édouard Glissant, a coletiva propôs uma reflexão sobre paisagens como testemunhos de fluxos migratórios e como territórios de imaginação. O pensador e poeta martinicano viveu em errância, tentando compreender a identidade caribenha, e acabou desenvolvendo reflexões críticas a partir de experiências, ideias e narrativas do território. Para dialogar com o acervo de Glissant, portanto, os curadores Ana Roman e Paulo Miyada selecionaram obras de artistas igualmente marcados por trajetórias de deslocamento, promovendo conversas que reforçam e sugerem afinidades. Entre as preciosidades da mostra, destacam-se trabalhos de José Gamarra, Victor Brauner, Irving Petlin, Enrique Zañartu e Agustín Cárdenas. Vale ressaltar, ainda, o exercício de linguagem de Chang Yuchen e o diagrama de Nolan Oswald Dennis.


João Perassolo

Jornalista da Folha

Ana Amorim: Mapas Mentais

Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo, em São Paulo

Um dos momentos altos do ano nas artes visuais, a exposição de Ana Amorim trouxe suas obras impactantes nascidas de regras autoimpostas, não de uma preocupação estética prévia. Desenhando sobre o papel seus deslocamentos diários, a artista cria labirintos visuais de forte apelo imagético. Muito disciplinada, Amorim, que enxerga a arte como método, produziu por décadas um grande corpo de obra. Depois de anos guardados em caixas em sua casa, seus trabalhos finalmente foram expostos.


Giselle Beiguelman: Naturezas Desviantes

Museu de Arte do Rio Grande do Sul, em Porto Alegre

O trabalho de Giselle Beiguelman nos faz pensar em assuntos que de outra forma não nos passariam pela cabeça, a exemplo dos temas abordados nas três exposições que foram reunidas nesta grande mostra da artista. Em uma, Beiguelman reuniu plantas com nomes problemáticos, como a xenófoba judeu-errante e misógina maria-sem-vergonha. Em outra, mostrou os preconceitos intrínsecos às ferramentas de inteligência artificial, que mal conseguem gerar imagens de mulheres idosas e negras. E, na terceira, empilhou computadores e aparelhos eletrônicos velhos para nos lembrar a quantidade infinita de lixo que o acelerado ritmo tecnológico produz, numa obra poderosa que remete aos lixões de roupa descartada no deserto do Atacama, no Chile.


Adriano Costa: Não Vamos nos Decepcionar

Espaço Pivô, em São Paulo

Como organizar o caos? Adriano Costa vem há 30 anos se pondo essa questão, com a qual se propôs a lidar em sua exposição no Pivô, em São Paulo, um grande acumulado de objetos, fotografias, desenhos e pinturas de todas as fases de sua extensa carreira. Cada uma das coisas no espaço expositivo —e eram muitas, centenas— dava a impressão de estar em seu devido lugar, formando um grande cenário das memórias e trabalhos do artista que só existiu neste formato uma única vez.


Rembrandt, O Mestre da Luz e da Sombra

Centro Cultural dos Correios, no Rio de Janeiro

A mostra que reuniu quase 70 das cerca de 300 gravuras produzidas pelo holandês Rembrandt van Rijn poderia estar em qualquer grande museu do mundo, pela quantidade de obras expostas e, claro, por permitir ao espectador ver de perto a genialidade de um dos mestres da luz e da sombra. A bela montagem deixou a sala expositiva num lusco-fusco propício à apreciação das obras —a iluminação se dava exclusivamente pelos feixes de luz sobre as gravuras.


Três Casas, de Nuno Ramos

Museu de Arte Contemporânea do Rio Grande do Sul, em Porto Alegre

Seja nas ruas ou no museu, ver casas enterradas na lama é muito impactante, e foi com três delas soterradas que Nuno Ramos inaugurou o novo Museu de Arte Contemporânea do Rio Grande do Sul. A remontagem desta obra do artista, feita originalmente em 2012, estabeleceu uma ligação direta com as enchentes que abalaram o estado do Rio Grande do Sul no ano passado, as piores da sua história. Neste caso, a arte não imitou a vida —ela a antecipou.


Matheus Rocha

Jornalista da Folha

Pop Brasil: Vanguarda e Nova figuração, 1960-70

Pina Contemporânea, em São Paulo

Com curadoria de Pollyana Quintella e Yuri Quevedo, a mostra levou ao público alguns dos principais trabalhos da chamada nova figuração, uma espécie de pop art brasileira. Se a versão americana desse movimento tematizou o glamour das celebridades e a voracidade da sociedade de consumo, por aqui ganhou evidência a violência dos anos de chumbo e a precariedade de uma industrialização tardia. Com artistas como Nelson Leirner, Claudio Tozzi e Wanda Pimentel, a mostra revelou como a nova figuração fez uma das radiografias mais mordazes e contundentes das contradições características do país.


Andy Warhol: Pop Art!

Museu de Arte Brasileira da Fundação Armando Álvares Penteado, em São Paulo

Sob a fachada sedutora do sonho americano, escondem-se traumas que Andy Warhol parecia comprometido em revelar. Mesmo em seus trabalhos mais reluzentes e glamurosos, a morte e a decadência estão sempre à espreita, como no famoso retrato de Marilyn Monroe, feito logo depois que a atriz foi encontrada morta. As fraturas da sociedade de consumo foram justamente um dos fios condutores da maior exposição de Warhol já feita fora dos Estados Unidos. Com produções concebidas em diferentes suportes, como vídeos, pinturas, esculturas e fotografias, a mostra evidenciou a versatilidade e a potência criativa do maior expoente da pop art.


Sonia Gomes: Barroco, Mesmo

Instituto Tomie Ohtake

Sonia Gomes é uma das artistas mais respeitadas do Brasil. Ao andar por sua exposição no Instituto Tomie Ohtake, fica fácil de entender o motivo. Com esculturas têxteis erguidas com o auxílio de arames, a mineira constrói alegorias para a colcha de retalhos que caracteriza a cultura brasileira. As esculturas surpreendem pela gestualidade dramática e expansiva, como se fossem personagens de pinturas barrocas. A exemplo das telas de Caravaggio e Rembrandt, as obras de Gomes são um deleite aos olhos.


Gordon Parks: A América Sou Eu

Instituto Moreira Salles de São Paulo

Nos anos 1950, as populações negras dos Estados Unidos viviam cercadas pela violência da segregação racial. Gordon Parks usou sua câmera fotográfica para jogar luz sobre essa opressão. O fotógrafo, porém, foi além da denúncia. Em sete décadas de carreira, conseguiu mostrar a resistência e as redes de afeto forjadas sob o jugo da segregação racial, evitando retratar pessoas negras apenas como vítimas do racismo. A partir de um extenso panorama com a produção do artista, a mostra leva ao público trabalhos que evidenciam a brutalidade do racismo e a beleza da negritude.


Luiz Braga: Arquipélago Imaginário

Instituto Moreira Salles de São Paulo

Com 250 obras divididas em nove núcleos expositivos, a mostra tinha uma expografia instigante. Os espaços eram separados por paredes com aberturas que lembravam janelas, de modo que as pessoas conseguiam espiar o que se passava em diferentes espaços da mostra. É uma proposta expográfica em sintonia com a produção de Luiz Braga. Em 50 anos de carreira, o fotógrafo paraense se notabilizou por convidar o Brasil a enxergar a região amazônica com outros olhos. Em imagens cheias de cor, ele transformou a cultura cabocla de sua terra natal em matéria-prima para obras de arte.


Raphael Fonseca

Curador do Denver Art Museum

Gabriela Mureb: Cavalo-vapor

Central Galeria, São Paulo

Acompanho o trabalho da artista há algum tempo e sempre me impressiona a sua capacidade de fazer tanto, mas com uma constante contenção de elementos. Entre objetos ligados à eletricidade e outros estáticos, me chamaram a atenção a importância do som nesta nova série de trabalhos e o seu incansável desejo de experimentação.


Exposição da coleção do Museu de Arte Islâmica

Doha, Qatar

Criado em 2008, o museu tem uma incrível coleção de “arte islâmica” que demonstra como o próprio termo extravasa facilmente o próprio nome escrito no singular. Com objetos de uma ampla extensão temporal e geográfica, trata-se de uma verdadeira aula muito bem pensada quanto à exposição e quanto ao conteúdo informativo que nos deixa com sede de ver e aprender muito mais.


CHEN Ching-Yuan: Drawing Fold

Galeria TKG +, Taipei, Taiwan

A exposição do artista taiwanês apresentou suas maiores pinturas até o momento. Com um olhar muito atento a diferentes tradições pictóricas, suas imagens trafegam entre o jogo e sua obsessão pelo tênis de mesa e o sutil encontro entre corpos que expressam tanto desejo quanto distância. Nosso olhar passeia pela superfície de suas telas e se perde diante de seus detalhes e dúvidas narrativas.


Steina: Playback

Galeria Nacional da Islândia e Museu de Arte de Reykjavík, Islândia

Uma das precursoras dos trabalhos com vídeos não apenas na Islândia, mas também nos Estados Unidos, onde vive há seis décadas, essa retrospectiva de Steina foi notável por reunir trabalhos que demonstram a complexidade de seu pensamento. O esgarçamento da imagem digital, a repetição, a noção de falha e a transmissão ao vivo são algumas das linhas de força de uma artista que problematizou tópicos hoje diários nas discussões sobre os limites das câmeras digitais e celulares.


Howard Finster

High Museum of Art, Atlanta

Um ministro batista do estado da Geórgia, Howard Finster teve uma visão mística e decidiu propagar a palavra de Deus por meio de colagens e pinturas, e transformar sua casa no Jardim do Paraíso, em Summerville. O High Museum of Art abriga parte de sua incrível coleção de obras, na qual a liberdade de reunir materiais e de jogar com palavras me fez lembrar, muito rapidamente, de nomes como Arthur Bispo do Rosário e o Profeta Gentileza.


Silas Martí

Editor da Ilustrada

Bienal de Istambul

Vários endereços, em Istambul

Obras atualíssimas de artistas da diáspora árabe pelo mundo dissecaram o estado de apocalipse político que vivemos. O libanês Akram Zaatari mostrou delicadas pinturas que falam tanto de amor quanto de ódio, tanto de violência quanto de sexo. Ana Vaz, Karimah Ashadu, Marwan Rechmaoui, Stéphanie Saadé e Valentin Noujaïm brilharam. A exposição revira a brutalidade pelo prisma do amor mais selvagem.


Bienal do Mercosul

Vários endereços, em Porto Alegre

Visão de um mundo em ebulição, da violência à busca por uma identidade nos escombros, catacumbas subterrâneas, a mostra demonstrou um frescor raro em tempos de esterilidade panfletária. São todos sonhos que são também pesadelos, de monstros sagrados, como Iberê Camargo, a jovens artistas que forjam uma visão tão bela quanto infernal do presente, como Maya Weishof e Randolpho Lamonier.


Deyson Gilbert

Martins&Montero, em São Paulo

Uma galinha, imagens de cirurgias nos olhos e pornografia da mais suja e explícita. Deyson Gilbert é um encenador da catástrofe contemporânea, e sua mostra foi uma avassaladora reflexão sobre a crise da imagem a violência implícita em cada fotograma, cada fiapo de visão que nos abala e nos atormenta. Seu espetáculo às avessas foi um verdadeiro “tour de force” de vidas afundadas no pântano das ilusões.


Ivens Machado

Carré d’Art, em Nîmes, na França

Artista visceral, mestre de visões tão íntimas quanto macroscópicas, da alcova à ampla sociedade, Ivens Machado teve um momento de glória póstuma nesta exposição no sul da França, com suas instalações que retratam a carnificina corrente no Brasil, esculturas de uma delicadeza ao mesmo tempo áspera e brutal, e um vídeo que destrona qualquer ilusão de uma democracia racial que teria sido vigente no caos brasileiro.


Lucas Arruda

Musée d’Orsay, em Paris

Um dos artistas mais fortes de sua geração, de uma técnica assombrosa, teve a companhia dos grandes mestres do impressionismo no lar por excelência dessa vanguarda, no coração de Paris. As tempestades, os mares revoltos e as nuvens carregadas de Arruda foram mostrados junto de Claude Monet, Gustave Courbet, Paul Cézanne e outros gigantes. A escala delicada de suas telas comporta todo o caos do mundo.



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