Festival Satyrianas tem 80 horas de shows, filmes e peças de teatro em São Paulo

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Festival Satyrianas tem 80 horas de shows, filmes e peças de teatro em São Paulo


A cena em que Eunice Paiva, interpretada por Fernanda Torres no filme “Ainda Estou Aqui”, rejeita a orientação de um fotógrafo e pede para os filhos sorrirem inspirou Rodolfo García Vázquez e Ivam Cabral, idealizadores do Festival Satyrianas, a pensarem no tema da edição deste ano.

Com o título “Nós Vamos Sorrir”, o evento realizado pelo grupo Os Satyros, em parceria com a SP Escola de Teatro, terá duração de uma semana, de 17 a 23 deste mês, com mais de 400 espetáculos de teatro, circo, dança, contação de histórias, performances, shows, cinema, literatura e workshops.

Serão 80 horas de programação com artistas de 21 estados brasileiros se apresentando no centro de São Paulo.

Neste ano, o festival faz homenagem aos Parlapatões, grupo vizinho e parceiro dos Satyros na praça Roosevelt e na SP Escola de Teatro.

“A gente sempre se abraçou muito, desde o primeiro instante”, diz Cabral sobre a companhia de comediantes que completa 30 anos.

Entre os destaques do festival, que tem orçamento de R$ 300 mil e é realizado com o apoio da Secretaria Municipal de Cultura, estão a exibição do documentário “Vou Tirar Você Desse Lugar”, sobre Odair José, no dia 17, às, 19h, com a presença do cantor e da diretora, Dandara Ferreira. A exibição acontece no Cine Satyros Bijou (praça Franklin Roosevelt, 172, Consolação).

Outro destaque é o diretor alemão Robert Schuster, que apresentará espetáculo na SP Escola de Teatro ( praça Franklin Roosevelt, 210, Bela Vista), na quinta (20), às 15h.

Após dois dias de “esquenta”, a abertura oficial será em 19 de novembro, no Espaço dos Parlapatões, com o espetáculo “A Cabeça de Yorick”, do grupo homenageado. Também serão apresentados espetáculos como “A Casa de Bernarda Alba”, dos Satyros.

O festival mantém a tradição de não cobrar ingresso em valores fixos —o público paga quanto quiser para assistir as atrações. A estimativa de público é de 25 mil ao longo da semana.

“A Satyrianas sempre foi uma celebração da cultura em que artistas e público compartilham momentos de comunhão através da arte. É por isso que este ano nós vamos sorrir”, diz Vázquez.

O Festival Satyrianas foi criado em 1990, no Teatro Bela Vista. Durou quatro dias com debates e apresentações teatrais.

“Não tinha Ministério da Cultura, não tinha Secretaria de Cultura, não tinha programa nenhum para a cultura”, recorda Cabral. “Resolvemos fazer esse evento para falar sobre o momento, as dificuldades”.

O primeiro festival, ainda chamado Folias Teatrais, teve caráter político e foi movimentado por uma questão: como se encaixar em um cenário em que não havia nenhum estímulo para a área cultural?

Os artistas decidiram manter o teatro aberto durante quatro dias, sem interrupção. “Pensamos: vamos ficar acordados para fomentar a arte, para a arte não morrer”.

O evento reuniu nomes como Zé Celso Martinez Corrêa, Zé Renato, Antonio Fagundes e Débora Bloch.

A partir de 2005, já na praça Roosevelt, a Satyrianas cresceu em número de atrações e na dimensão do público.

Em 2007, o público chegou a 40 mil pessoas, em uma edição considerada inesquecível pelos organizadores. Paulo Autran, o artista homenageado, morreu aos 85 anos durante a realização do festival.

“Teve uma tristeza, uma comoção. As pessoas começaram a ir para a praça. Foi muito bonito”, lembra o diretor do Satyros.

Nos últimos anos, o festival tem menos nomes célebres e mais apresentações de grupos alternativos, com artistas que apresentam processos de criações e, a partir da Satyrianas, podem ocupar outros palcos e conquistarem o reconhecimento.

Um exemplo dessas possibilidades é o Dramamix, mostra que faz parte do evento e apresenta textos teatrais de dramaturgos contemporâneos, muitas vezes inéditos.



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