Senador defendeu direito de Raquel Lyra buscar reeleição, apontou desgaste interno no MDB e apoiou proposta de mandato único de cinco anos
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Em entrevista ao videocast Cena Política, do JC Play, nesta sexta-feira (3), o senador Fernando Dueire (MDB-PE) falou sobre sucessão em Pernambuco, a crise interna no MDB e o debate nacional sobre o fim da reeleição (assista completa abaixo).
O parlamentar defendeu o direito da governadora Raquel Lyra (PSD) buscar um segundo mandato, comentou o impasse do partido em torno das alianças de 2026 e fez críticas à lógica da reeleição no Brasil, apoiando o modelo de mandato único de cinco anos.
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Segundo Dueire, os dois principais nomes colocados hoje para o governo do Estado — a governadora Raquel Lyra (PSD) e o prefeito do Recife, João Campos (PSB) — estão “legitimados” a disputar o cargo.
“Nós temos dois bons candidatos. João Campos nunca assumiu publicamente, mas ele é uma pessoa extremamente qualificada, bem formada, capaz de liderar esse projeto. E Raquel está legitimada para a reeleição. Ela está no governo, no meio do curso de um conjunto de empreendimentos que precisa de um segundo mandato para conduzir. Então eu vejo os dois legitimados a trabalhar”, afirmou.
Apesar de colocar João e Raquel em pé de igualdade, o senador considera que a governadora tem o direito a tentar a recondução.
“Acho que Raquel tem direito à reeleição dela, como os governadores que passaram tiveram o sentido de concluir o mandato. A política tem um giro geracional, e é natural que ela busque esse segundo ciclo para consolidar as entregas”, declarou.
Dueire lembrou que todos os últimos governadores de Pernambuco tentaram — e em alguns casos, conseguiram — renovar seus mandatos.
O senador também ponderou que o ritmo das articulações em Pernambuco está adiantado demais diante de um cenário nacional ainda indefinido.
“Estamos vivendo um tempo diferente. Essa é uma eleição nacional, não é algo que vai ser decidido apenas pelos estados. É leviano e ansioso colocar desde já quem estará em qual conjunto. A definição vai ser de Brasília”, disse.
“Se o MDB se sujeitar a ser barriga de aluguel, eu estou fora dele”
Além da indefinição sobre a eleição majoritária de 2026, Fernando Dueire comentou a situação interna do MDB em Pernambuco, partido que vive um período de turbulência.
A sigla passou recentemente por disputas pela liderança estadual e enfrenta perda de quadros, como prefeitos e vereadores, em meio a acusações de que decisões têm sido tomadas sem consulta à base.
Desde que o ex-deputado Raul Henry assumiu a presidência do MDB no Estado, a legenda passou a ser associada automaticamente à base do prefeito João Campos (PSB), por decisão do próprio Henry.
O movimento, no entanto, gerou forte reação. Muitos prefeitos reclamaram de não terem sido consultados e se mobilizaram para tentar uma eleição interna. Apesar da disputa, Raul terminou permanecendo no comando.
Segundo Dueire, a falta de diálogo resultou na saída em massa de lideranças municipais. “Nós tínhamos 13 prefeitos, hoje temos cerca de seis. E desses seis, estamos tentando segurar quatro que também estão querendo sair. Não houve conquista, só houve perda”, afirmou.
O senador criticou ainda a forma como a direção estadual conduziu as últimas disputas internas.
“Muitos prefeitos e vereadores eleitos pelo MDB não puderam votar, não tiveram o direito de participar da escolha dos diretórios. Isso fez com que houvesse um sentimento de exclusão, e naturalmente eles começaram a sair. Eu levei esse quadro para a direção nacional, que está examinando os fatos com equilíbrio. Não é possível que um partido como o MDB, com a história que tem, termine reduzido a esse ponto por causa de interesses locais”, disse.
Dueire também mencionou os episódios ocorridos na Assembleia Legislativa, quando a oposição tentou emplacar uma CPI para investigar contratos publicitários do governo estadual.
Na ocasião, segundo ele, houve manobras envolvendo tanto o PSB quanto o MDB, o que incluiu a filiação do ex-socialista Waldemar Borges ao partido. A filiação acabou sendo anulada pela Justiça, e a própria CPI não prosperou.
Foi nesse contexto que o senador lançou sua crítica mais dura. “Aqui para nós, nós tivemos uma barriga de aluguel agora. E não foi só o MDB. O PSB também terminou colocando deputados em outros partidos para tirar do bloco do governo. Mas se o MDB se sujeitar a ser barriga de aluguel, eu estou fora dele. Meus valores, minha história e minha escola são outras”, disparou.
Apesar das críticas, Dueire garantiu que pretende permanecer no partido.
“Eu me identifico com as pautas do MDB, com esse grande esforço que foi de Jarbas Vasconcelos e dos companheiros que fundaram a legenda para conquistar a democracia. Não tenho nenhum sentido de sair. Mas o MDB precisa reencontrar consensos e não pode se apequenar em Pernambuco”, declarou.

Fernando Dueire, em entrevista ao VideoCast – Junior Souza / JC imagem
Debate sobre o fim da reeleição e mandato de cinco anos
Fernando Dueire também se posicionou sobre o debate nacional a respeito da reeleição no Executivo. Para ele, a possibilidade de um segundo mandato tem se tornado um dos principais problemas da administração pública no Brasil, em todas as esferas.
O senador lembrou que o colega Marcelo Castro (MDB-PI) é relator de uma proposta no Senado que prevê o fim da reeleição, substituindo-a por um mandato único de cinco anos. O relatório já foi lido e aprovado na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ).
Dueire destacou ainda a autocrítica do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, que recentemente admitiu ter se arrependido de buscar a reeleição em 1998.
“Ele mesmo disse que errou, defendendo que o mandato deveria ser de cinco anos. É bom que faça essa autocrítica, porque ele viveu tudo isso”, comentou.
O senador também explicou que a proposta em tramitação busca coincidir os mandatos, criando eleições gerais a partir de 2030, o que incluiria a unificação dos pleitos para presidente, governadores, prefeitos, senadores e deputados.
Além desse debate, Dueire avaliou o atual ambiente político em Brasília como um fator que dificulta o avanço de projetos estruturantes.
“Nós estamos vivendo uma pauta muito complicada, uma polarização absurda. O segundo semestre começou com as mesas da Câmara e do Senado ocupadas, e isso atrapalha o desenvolvimento dos trabalhos legislativos”, disse.
O senador criticou ainda a aprovação do aumento no número de deputados federais, que considera inoportuna diante da crise fiscal do país.
“Eu votei contra. Não faz sentido criar mais um bilhão em despesas quando o Senado já dá conta de revisar tudo que passa pela Câmara”, argumentou.
Ao falar sobre o Supremo Tribunal Federal, Dueire defendeu estabilidade institucional e criticou pressões políticas sobre ministros.
“Quando o Supremo julgou Lula, a esquerda jogava pedra. Hoje, a direita joga pedra. A democracia precisa de estabilidade. Por isso defendo que não haja mais decisões monocráticas — decisão tem que ser constitucional, colegiada”, afirmou.
Saiba como assistir aos Videocasts do JC



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