Completando 25 anos de história, Fenearte acontece de 9 a 20 de julho no Centro de Convenções, com expectativa de superar R$ 108 milhões em negócios
Adriana Guarda
Publicado em 20/06/2025 às 17:00
| Atualizado em 20/06/2025 às 22:25
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A Fenearte chega à 25ª edição legitimando a força da cultura popular pernambucana. No mapa do Estado, o artesanato está presente em todos os cantos, do Sertão ao Litoral: na área rural e nos polos urbanos; nas aldeias indígenas e nas comunidades quilombolas.
A feira é a reafirmação de quem somos e daqueles que nos antecederam. Entre os dias 9 e 20 de julho, o Centro de Convenções, em Olinda, volta a ser ocupado por arte em barro, madeira, palha, linha, cores e histórias — milhares delas. O evento é o espaço onde a produção artesanal se transforma em economia, resistência e identidade.
O lançamento da Fenearte 2025 aconteceu nesta sexta-feira (20), durante coletiva de imprensa que lotou o auditório do Centro de Artesanato de Pernambuco, no Bairro do Recife.
Celebrar os 25 anos da feira foi como fazer uma viagem no tempo. Relembrar provocou emoção entre autoridades, homenageados e pessoas que fizeram parte da feira. A governadora Raquel Lyra e a vice-governadora Priscila Krause participaram da apresentação.
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FEIRAS LIVRES
Este ano, o tema escolhido foi “A Feira das Feiras”, trazendo dois significados. O primeiro é uma homenagem às feiras livres do Estado — lugares onde muitos mestres e mestras deram os primeiros passos vendendo suas peças, seu saber, sua herança. Uma feira que homenageia outras, como quem reverencia as mães que vieram antes. O outro sentido é valorizar a própria história, relembrando os 25 anos de trajetória da Fenearte.
Ao longo de mais de duas décadas o evento cresceu. A primeira edição, em 2020, teve 600 expositores e movimentou R$ 5,7 milhões em negócios. Para este ano a expectativa é reunir 5 mil expositores e ultrapassar os R$ 108 milhões de negócios em 2024.
Criada como política pública estadual em 1999, a Feira Nacional de Negócios do Artesanato se consolidou como a maior da América Latina e se tornou referência no setor. No ano passado atraiu 320 mil visitantes.
“Se eu disser que cheguei até aqui com meu barro, muita gente não acredita. Mas foi com ele que criei meus filhos, fui pro Sul, fui pra fora do país. Tudo começou numa feira pequena”, conta Luiz Antônio, de 90 anos, que é mestre-ceramista e o mais antigo artesão em atividade no Alto do Moura, em Caruaru.
Ele participa da Fenearte desde a primeira edição. “A Fenearte é o coração do artesão, é onde nós botamos o trabalho criativo. Tenho 90 anos de vida e 80 de arte. Me sinto muito feliz em participar mais um ano. Pernambuco é o coração do artesão”, diz.

Criador da Fenearte, em 2000, o ex-governador Jarbas Vasconcelos foi homenageado – Divulgação
“O artesanato e os artistas de Pernambuco merecem respeito. A Fenearte é a maior expressão desse respeito por parte do Governo de Pernambuco aos seus artistas e artesãos. Quando falamos de cultura popular, precisamos falar também de política pública. Neste marco de 25 anos da feira, será lançado um livro que contará a história de vida de cada um desses artesãos. Um registro de suas trajetórias, suas lutas, suas conquistas e uma homenagem ao ex-governador Jarbas Vasconcelos, que teve a inspiração e a sensibilidade, junto a uma equipe comprometida, para fazer a diferença na história da cultura popular pernambucana”, destacou a governadora Raquel Lyra.
Personalidades que atuaram no evento inaugural no ano 2000, Geralda Farias e Célia Novaes, também foram homenageadas pelo Governo de Pernambuco.
GUARDIÕES DE MEMÓRIAS
A Fenearte não é só vitrine. É espelho. É onde o mestre se vê reconhecido, onde o jovem artesão encontra estímulo, onde o visitante volta pra casa levando mais do que uma lembrança: leva história, leva cultura viva. Este ano, a Alameda dos Mestres trará 63 nomes de referência do artesanato pernambucano.
E é isso o que a Fenearte oferece há 25 anos: um espaço de encontros entre o que foi e o que ainda está por vir. Uma feira que se renova com novos salões, concursos de moda autoral, iniciativas de design sustentável e acessibilidade para públicos diversos, mas que não perde o que há de mais essencial — o afeto que ela desperta em quem pisa naquele pavilhão.

Raquel Lyra com os artesãos Francisca Xucuru e Luiz Antônio, que participam da Fenearte desde o primeiro ano – Divulgação
Pernambuco espera por julho como quem espera por uma festa. E todo ano, a Fenearte chega como se fosse a primeira. Porque, no fundo, ela não é só uma feira. É uma casa grande, feita de mãos e memórias, onde cabe o Brasil inteiro (e um pedaço do mundo) — em barro, couro, madeira, pedra e fibra.

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