À CNN, Rodrigo Pimentel afirmou que deixar territórios eternamente na mão das facções é ceder soberania e que apenas a operação militar não resolve
JC
Publicado em 30/10/2025 às 9:45
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Durante participação no programa WW, da CNN Brasil, o ex-capitão do Batalhão de Operações Especiais (Bope) Rodrigo Pimentel analisou a megaoperação policial nos complexos do Alemão e da Penha, na última terça-feira (28), e afirmou que as facções criminosas não sobrevivem mais do tráfico de drogas, mas da exploração econômica dos territórios que controlam.
“Essas facções não sobrevivem mais de maconha e cocaína; elas sobrevivem da exploração do território. Aí você inclui o cigarro paraguaio, o sinal de TV e internet, o botijão de gás hiperfaturado, a extorsão à padaria, ao açougue e ao vendedor de churrasco”, disse.
Segundo Pimentel, esse modelo de crime transformou as comunidades em zonas de controle paralelo, nas quais as facções impõem taxas e administram serviços. Ele citou, como exemplo, o assassinato de um vendedor de churrasco em Fortaleza “porque não pagou mil reais da caixinha do Comando Vermelho”.
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A operação, que envolveu 2,5 mil agentes e é considerada a mais letal da história do estado, deixou 121 mortos, sendo 117 suspeitos e quatro policiais, segundo dados oficiais. A Defensoria Pública aponta que o número pode passar de 130, e as perícias seguem em andamento.
Barricadas e perda de soberania
Pimentel destacou que as barricadas instaladas nas favelas servem não apenas para impedir a entrada da polícia, mas para delimitar os feudos das facções e controlar quem circula no território.
“Só o Bope retira por semana 90 toneladas de barricadas. No Rio de Janeiro são cerca de 5 mil, e cada uma delas estabelece o feudo do Comando Vermelho. A partir dali, o morador perde o direito a serviços básicos — como o SAMU, a limpeza urbana ou até chamar um carro por aplicativo”, afirmou.
Ele afirmou ainda que o Brasil vive uma situação próxima a um conflito armado não internacional, diante da incapacidade do Estado de exercer soberania sobre áreas dominadas.
“Deixar esses territórios eternamente na mão das facções é ceder soberania. E acreditar que apenas a operação militar resolve é ignorar a complexidade do problema”, avaliou.

Ex-capitão do Bope, Rodrigo Pimentel, explica como facções criminosas sobrevivem da exploração de território no Brasil – Reprodução Instagram: @rodrig_pimentel
Perícia e identificação
Mais da metade dos corpos levados ao Instituto Médico-Legal (IML) Afrânio Peixoto, no Centro do Rio, já passou por necropsia. Familiares seguem no local em busca de informações sobre desaparecidos.
Técnicos do Ministério Público do Rio (MPRJ) realizam perícias independentes, em meio a denúncias de execuções e irregularidades.
O procurador-geral de Justiça, Antônio José Campos Moreira, afirmou que o acesso às imagens das câmeras usadas por agentes é essencial para a investigação, após o secretário da PM, coronel Marcelo de Menezes, admitir que parte dos registros pode ter sido perdida devido à limitação das baterias.
“Crime hoje não busca só vender drogas”
Encerrando a entrevista, Pimentel reforçou que o foco das facções está em ocupar territórios e controlar populações, não apenas em traficar entorpecentes.
“O crime hoje não busca só vender maconha e cocaína — ele busca ocupar territórios. E quando o Estado se ausenta, essas áreas passam a ter seus próprios ‘governos’ armados”, assegurou.
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