Exposição do Messi tem erros de montagem e bajula demais o jogador

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Exposição do Messi tem erros de montagem e bajula demais o jogador


Não é preciso ser um grande fã de futebol —ou da seleção argentina— para reconhecer o rosto do jogador que estampa os estandes no subsolo do Shopping Eldorado, na zona oeste de São Paulo. Eleito oito vezes o melhor jogador do mundo, Lionel Andrés Messi Cuccittini é tema da “The Messi Experience – A Dream Come True”, uma turnê mundial digna do maior ídolo de uma geração do futebol.

A mostra desembarcou na capital paulista em abril deste ano, após passar por cidades como Los Angeles, Miami e Buenos Aires, com a promessa de ser um evento sobre a carreira de Messi. Em meio a exposições com promessas não concretizadas, de fato, a homenagem dá um show de interatividade e imersão sobre o ídolo argentino, mas excessos e erros que atrapalham.

O passeio começa por um corredor de entrada com oito painéis. No primeiro deles, o visitante é convidado a ler um QR-Code para acessar a página virtual da experiência. Contudo, é preciso fazer um cadastro e quem não cria a conta, não interage com a exposição.

Outro ponto negativo da mostra visto no primeiro espaço é a quantidade de textos e a disposição confusa deles. No ambiente também ecoa a narração de um jogo de futebol. Para visitantes hipersensíveis ao som, o volume alto e o barulho prolongado acabam atrapalhando a visitação.

Antes de adentrar à experiência imersiva, os visitantes passam por um vídeo de boas-vindas feito por um avatar hiper realista do jogador. O conteúdo é curto e tem legenda em português, mas demora mais de um minuto para recomeçar entre uma exibição e outra e, por isso, parte dos visitantes não assiste.

A primeira sala representa a torcida argentina na Praça de Maio, em Buenos Aires, com bandeiras e imagens da comemoração. O espaço exalta a conquista da Copa do Mundo de 2022, a última grande conquista de Messi, o que logo sugere que o ambiente deveria estar ao final da exposição —um erro de montagem que se repete.

Na próxima porta, o visitante se depara com uma sala inacabada, iluminada apenas por luzes ora brancas, ora azuis. Para aqueles que acabaram de passar por um corredor em comemoração ao maior título da carreira do atacante, o ambiente é um verdadeiro balde de água fria.

O cenário seguinte leva o visitante para Rosário, cidade argentina onde o jogador nasceu Messi. O espaço traz uma reprodução perfeita do quarto do craque. Nas paredes, as projeções mostram a sombra do pequeno Léo chutando uma bola ou fazendo embaixadas, enquanto vídeos da infância do jogador se alternam e a televisão exibe trechos dos primeiros gols do futuro bola de ouro.

O ambiente é completo em imersão e interatividade. Os visitantes podem observar a estante com os gostos pessoais do pequeno Léo e seus primeiros troféus e medalhas. A gaveta da cômoda guarda roupas, cuecas, meias e uma nova narração de futebol, enquanto os livros na mesa de estudo se transformam em tablets com histórias animadas.

No cômodo seguinte, o telefone toca: “Você quer jogar no Barcelona?”, pergunta a voz do outro lado da linha.

A casa de Messi, assim como outros ambientes, escondem ainda pequenos adesivos da bola de ouro com novos QR-Codes. Cada um deles representa uma pergunta sobre temas da mostra. Ocorre que algumas questões são feitas antes de os visitantes terem acesso aos conteúdos.

Adiante, o centro de treinamento é o ponto alto da exposição para as crianças. Há três opções de diversão: tiki taka, para controlar a bola; trivia, para testar seus conhecimentos sobre o Messi; e precisão, para fazer chutes a gols. Os visitantes podem jogar duas vezes cada modalidade e as partidas duram 1 minuto cada. A experiência é divertida, mas limitada e curta demais para os fãs mirins.

A exposição encerra com mais um longo vídeo. Desta vez, com montagem em 360 graus e narração enfadonha, o conteúdo une do período em que Lionel Messi desistiu da seleção, até a conquista da Copa do Mundo e a sua ida para a MLS. É a jornada do herói, o que não desistiu e conquistou seus sonhos. Para ver todo o conteúdo, no entanto, é preciso assistir pelo menos quatro vezes, haja paciência.

Um painel para fotos digitais e uma loja com camisetas e moletons da exposição, nenhuma da seleção argentina, conclui a mostra esvaziada. Um pequeno grupo de fãs do atleta foi visto ao final da exposição, em uma sala com gramado artificial, mesa de pebolim e futebol de botão, único lugar onde um menino como Messi pode jogar e chutar à vontade.



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