Autoridades americanas anunciaram na terça-feira acusações contra Daniel Sikkema, em Nova York, acusado de contratar um assassino para matar seu ex-marido, Brent Sikkema, um proeminente negociante de arte, no Rio de Janeiro, em meio ao contencioso processo de divórcio.
A chefe interina do escritório do procurador dos EUA em Manhattan, Danielle R. Sassoon, disse em um comunicado que as ações do homem, Daniel Sikkema, foram “um plano frio e calculista de assassinato.”
Daniel Sikkema, de 54 anos, foi preso e compareceu ao tribunal na terça-feira, segundo autoridades federais. Se condenado, ele enfrenta uma pena obrigatória de prisão perpétua ou morte.
Richard Levitt, advogado que representa Daniel Sikkema, disse em um email que seu cliente “agora, como sempre, mantém sua inocência e aguarda sua completa absolvição no julgamento.”
Em janeiro de 2024, autoridades brasileiras encontraram o corpo de Brent Sikkema com 18 facadas dentro de seu apartamento no Rio de Janeiro, chocando o mundo da arte. Através de sua galeria, agora chamada Sikkema Jenkins Malloy, Brent Sikkema, de 75 anos, passou sua carreira promovendo artistas como Kara Walker, Jeffrey Gibson e Vik Muniz. (Gibson acabou representando os Estados Unidos na Bienal de Veneza.)
Após os investigadores recuperarem imagens de vigilância que, segundo eles, mostravam o ex-segurança de Brent Sikkema, um homem de 30 anos chamado Alejandro Triana Prevez, entrando e saindo da residência, uma busca resultou na prisão de Prevez.
De acordo com uma acusação substitutiva que foi revelada na terça-feira, Daniel Sikkema organizou uma série de pagamentos ao assassino, muitas vezes através de outras pessoas, antes do assassinato e organizou um pagamento de US$ 5.000 depois, prometendo um pagamento adicional posteriormente. A acusação não nomeia Prevez, mas observa que o suspeito, a quem se refere como CC-1, foi preso em 18 de janeiro de 2024, no mesmo dia em que Prevez foi.
Em março, Daniel Sikkema foi preso em Manhattan e acusado de uma contagem de fraude de passaporte, levantando preocupações de que ele estava planejando fugir do país. Na mesma época, um juiz brasileiro estava pedindo sua extradição para enfrentar a prisão no país.
A acusação substitutiva em Nova York incluiu acusações de fraude de passaporte, conspiração para cometer um assassinato por encomenda e conspiração para assassinar uma pessoa em um país estrangeiro.
Quando Brent Sikkema foi morto, ele estava no processo de se afastar das operações diárias de sua galeria e passar mais tempo com seu filho adolescente. Ele havia sido atraído pelo Rio de Janeiro por muitos anos como um refúgio, descrevendo seu apartamento lá como um verdadeiro “oásis” urbano.
Quando a polícia brasileira voltou sua atenção para Daniel Sikkema no ano passado, sua advogada brasileira, Fabiana Marques, disse que Daniel Sikkema estava “chocado” com as acusações.
Nascido com o nome Daniel García Carrera, Sikkema chegou aos Estados Unidos após uma infância difícil em Cuba e um período trabalhando como acompanhante masculino na Espanha, experiências que ele narrou em uma autobiografia de 2006 chamada “Ticket to Paradise.” Nos últimos meses, ele postou vídeos no YouTube nos quais fornecia informações de guia turístico sobre Nova York.
Pouco após o corpo do galerista ser encontrado em janeiro de 2024, Daniel Sikkema postou uma fotografia de uma rosa negra nas redes sociais com uma nota escrita em espanhol para expressar seu pesar: “Nosso filho e eu choramos por você sem lágrimas, choramos por você da maneira que mais dói.”
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