Festival Trampos do Futuro traz palestras, oficinas e espaços interativos repletos de oportunidades para impulsionar a carreira dos jovens
Publicado em 19/02/2025 às 19:30
| Atualizado em 19/02/2025 às 21:05
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No Brasil, o acesso dos jovens à educação e ao mercado de trabalho ainda enfrenta desafios significativos. Dados do Censo da Educação Superior indicam que apenas 20% da população entre 18 e 24 anos está no ensino superior, enquanto muitos interrompem os estudos devido à necessidade de trabalhar.
Para aqueles que estão fora da escola, as perspectivas profissionais frequentemente influenciam suas decisões, seja para abandonar os estudos, seja para retomá-los em busca de melhores oportunidades. Diante desse cenário, é essencial fortalecer a formação profissional como um caminho estratégico para a inclusão no mercado de trabalho de forma qualificada.
A relação dos jovens com as chamadas Economias do Futuro e o papel da Educação Profissional e Tecnológica (EPT) na qualificação da nova geração foram temas centrais do evento gratuito “Trampos do Futuro: Arte, Cultura e Educação”, promovido pelo Itaú Educação e Trabalho, uma organização da Fundação Itaú, em São Paulo.
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Entre os temas debatidos no encontro estão Meio Ambiente e Sustentabilidade, Tecnologia e Inovação, Longevidade e Gerações, Arte, Cultura e Tecnologia, além do Apoio à Saúde Mental.
Sustentabilidade e desafios climáticos
Fundadora do Instituto Perifa Sustentável, Amanda Costa defende a mobilização das juventudes em prol de uma agenda de desenvolvimento sustentável real, com base na justiça racial e ambiental. Ela propõe a democratização dessa pauta nas periferias, destacando o papel da educação pública como elemento fundamental para o fortalecimento das novas gerações, mais conscientes.
“Infelizmente, as escolas brasileiras, em sua grande maioria, ainda não estão preparadas para esse debate, pois há pouco investimento em educação ambiental, que aborda temas como o racismo ambiental, uma pauta discutida globalmente. No entanto, os impactos da crise climática já são sentidos nos territórios”, destacou.
É por essa ótica que a participação dos professores, gestores e todos os atores que formam a comunidade escolar se torna fundamental no engajamento desta luta. “Porque não será efetivo continuar esperando uma posição do governo brasileiro, das instâncias que estão nos fóruns de tomada de decisão. Já temos no papel, mas isso não é implementado”, completou Amanda Costa.
O Instituto Perifa Sustentável é focado na formação política da juventude, preparando-a para enfrentar os desafios climáticos e suas consequências ambientais. Um dos projetos desenvolvidos em parceria com as escolas é o “Clima de Quebrada“, que oferece capacitação e realiza ações comunitárias na região da Brasilândia, periferia da zona norte de São Paulo, com intuito de garantir qualidade na formação para os alunos do 7º e 8º ano do ensino fundamental.

Amanda Costa, fundadora do Instituto Perifa Sustentável – Jardiel Carvalho
Arte, tecnologia e inovação como ferramentas de inclusão
Se, por um lado, existem diversas possibilidades para que os jovens atuem no universo do desenvolvimento sustentável, por outro, há o trabalho de desmistificação da arte e da tecnologia dentro de territórios onde essas duas áreas ainda não têm inserção de forma integrada. Esse trabalho também é uma forma de estimular os jovens a se capacitarem e a mergulharem no mercado da inovação.
Para Gean Guilherme, fundador do Movimento 2050, uma coisa é falar sobre o futuro e a inovação, e outra é lidar com a realidade atual. “Isso bate de frente com várias dificuldades do dia a dia, como a violência e a falta de recursos. Por isso, precisamos desenvolver nossa criatividade, tornando a tecnologia mais acessível por meio da arte e desmistificando a arte por meio da tecnologia”, declarou.
A comunicação, por meio de uma linguagem que aproxime os jovens dessas tecnologias, tem sido um diferencial nesse processo de empoderamento social. “Como a gente traduz esse universo para os nossos também é algo muito importante, porque é uma forma de eles se sentirem parte disso”, destacou.
O Movimento 2050 é um laboratório de tecnologia e inovação que resiste dentro da comunidade de Santo Amaro, na zona sul do Rio de Janeiro, com o objetivo de desenvolver soluções criativas e tecnológicas para empresas e artistas.
Também participaram das palestras Manuela Bernardino, fundadora da Manux, organização que auxilia jovens a ingressarem no mercado de trabalho por meio da tecnologia e UX; Marcia Monteiro, jornalista e fundadora da Geração Ilimitada, especializada no estudo das tendências do mercado 50+; e Camilo Coelho, diretor do Instituto Felipe Neto, que reforçou a importância do apoio à saúde mental.
Gean Guilherme, fundador do Movimento 2050 – Jardiel Carvalho
Programação e oportunidades para os jovens
A programação gratuita está sendo realizada na Fundação Bienal, em São Paulo, nesta quarta-feira (19) e segue até quinta-feira (20), das 9h às 17h. A expectativa, segundo a organização Itaú Educação e Trabalho, é de que três mil pessoas – maior parte são estudantes de escolas públicas – circulem pelo espaço neste dois dias de evento.
Os jovens estão tendo a oportunidade de participar de oficinas, palestras, arenas de conhecimento, rodas de conversa, mentorias e oportunidades de trabalho e formação, com vagas em empresas e organizações como Auren – Mercado de Energias Renováveis, Fundação Roberto Marinho, Instituto Oportunidade Social, Amazon – AWS Re/Start, Associação Brasileira de Empresas de Software, Magalu, Instituto Coca-Cola Brasil, entre outros.
*A titular da coluna Enem e Educação viajou a convite da organização Itaú Educação e Trabalho

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