O estudo busca identificar desigualdades na oferta de EPT no Brasil, para contribuir coma expansão de matrículas mais equitativa e inclusiva
Publicado em 31/12/2024 às 11:37
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As escolas estaduais de Pernambuco têm um dos melhores desempenhos do país em termos de equidade na oferta de Educação Profissional e Tecnológica (EPT). A conclusão é do estudo “Democratização da EPT no Brasil: Análise sobre a oferta considerando raça, gênero, condição socioeconômica e local de residência”, do Itaú Educação e Trabalho.
Elaborado pelos pesquisadores Alysson Portella e Thiago Patto, a análise tem por objetivo examinar os possíveis desequilíbrios da oferta de EPT no Brasil e, assim, contribuir para que a expansão das matrículas na modalidade aconteça com mais equidade.
“É essencial que a expansão dessa oferta considere a diversidade de cenários e contextos, tanto das localidades quanto da realidade das juventudes, para que essa educação alcance de fato quem precisa e com qualidade”, explicou Raquel Nonato, coordenadora de gestão do conhecimento do Itaú Educação e Trabalho, em entrevista à coluna Enem e Educação.
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“Para isso, é preciso considerar fatores relacionados às características populacionais do território, considerando indicadores relacionados ao perfil e ocupação das juventudes em relação às oportunidades de educação e trabalho. Além disso, há fatores como o potencial e perfil socioeconômico da localidade, que é uma importante diretriz de quais formações terão oportunidades dignas no mundo do trabalho”, destacou.
Equidade no acesso
O indicador utilizado para medir a equidade no acesso à EPT é o Índice de Representação Descritiva (IRD). Neste índice, o valor 0 representa o equilíbrio total, sendo essa a meta a ser alcançada. Os valores entre -10 e 10 indicam um equilíbrio relativo, enquanto valores entre 10 e 30 (ou -10 e -30) indicam desequilíbrios pequenos. Já valores entre 30 e 50 (ou -30 e -50) sinalizam desequilíbrios médios, e valores acima de 50 (ou abaixo de -50) indicam desequilíbrios altos.
Quando o índice apresenta valores positivos, há sobrerrepresentação, enquanto valores negativos refletem sub-representação.
No que diz respeito ao gênero, as escolas de Pernambuco apresentam uma leve distorção de -1,9 na oferta de EPT, sendo que, somente nas escolas estaduais, a distorção é ainda menor, de -0,2. Esse valor coloca as escolas estaduais pernambucanas entre os melhores desempenhos do país, com quase total equilíbrio na oferta de EPT.
Quanto à raça, Pernambuco também se destaca, com a oferta de EPT mantendo-se equilibrada, apresentando uma leve distorção de -3,6.
No aspecto socioeconômico, o estudo avalia a oferta de EPT com base no nível de escolaridade das mães dos estudantes, considerando as famílias de baixo nível socioeconômico aquelas cujas mães possuem, no máximo, o ensino fundamental ou o ensino médio completo. As famílias com mães com nível superior são classificadas como de alto nível socioeconômico.
Para esse indicador, as distorções na oferta de EPT em Pernambuco são mais pronunciadas: -21,3 quando se considera todas as escolas e -29 nas escolas estaduais, caracterizando um desequilíbrio pequeno.
Expansão do Ensino Técnico
Outra pesquisa do Itaú Educação e Trabalho, lançada em 2023, estimou que o Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil poderia crescer 2,32% se fosse triplicado o acesso ao ensino médio técnico.
Segundo a instituição, a partir desses dados, a atual pesquisa, além de medir as disparidades nas matrículas nos estados e nos eixos tecnológicos da EPT, projeta quais devem ser as metas de expansão do sistema de ensino nos próximos dez anos garantindo equidade da oferta, principalmente para grupos em vulnerabilidade, como recomenda a superintendente do Itaú Educação e Trabalho, Ana Inoue.
“O Brasil caminha para ter um salto significativo na oferta de EPT para as juventudes, modalidade de ensino que proporciona formação para o mundo do trabalho atrelada à formação geral. No entanto, para que essa ampliação da oferta se realize com qualidade e se efetive à altura de sua potência, será fundamental que os gestores estaduais considerem as especificidades da realidade de suas juventudes para planejar essa expansão de modo a garantir diminuição das desigualdades e promoção de desenvolvimento social e econômico no longo prazo com equidade de oportunidades”, avaliou.
As empresas também desempenham um papel estratégico nesse processo. Elas podem contribuir de diversas maneiras, como participando da revisão dos cursos técnicos para que estejam atualizados, alinhados às demandas locais e atrativos para todos os jovens.
Outras ações incluem o apoio ao ingresso e permanência dos estudantes, a oferta de empregos dignos aos formados, e a criação de oportunidades de desenvolvimento profissional. Assim, empresas e redes de ensino podem trabalhar juntas para fortalecer a EPT como um caminho inclusivo e transformador para a juventude.
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