Um estudo recente revelou que um medicamento para diabetes tipo 2 está associado a uma redução de 35% no risco de demência.
Os resultados da descoberta foram publicados em 28 de agosto no BMJ online.
O estudo analisou os inibidores do cotransportador de sódio-glicose-2 (SGLT-2), usados no tratamento do diabetes tipo 2.
Pesquisas anteriores sugeriram que esses inibidores poderiam proteger contra a demência em idosos, mas seus efeitos em pessoas mais jovens e em diferentes tipos de demência, como Alzheimer e demência vascular, não estavam claros.
Então, os pesquisadores resolveram envolver um grande número de pessoas no estudo para avaliar melhor os efeitos da droga.
Créditos: coldsnowstorm/istock
Como o estudo foi feito?
O estudo analisou dados de mais de 220.000 pacientes com diabetes tipo 2 cadastrados no sistema de saúde da Coreia. Eles tinham idades entre 40 e 69 anos e não apresentavam demência.
Metade dos pacientes usava inibidores de SGLT-2, enquanto a outra metade tomava inibidores de DPP-4, que aumentam os níveis de insulina após as refeições.
Durante o estudo, 1.172 participantes foram diagnosticados com demência.
Os resultados mostraram que os inibidores de SGLT-2 estavam associados a um risco 35% menor de demência em comparação aos inibidores de DPP-4.
Apesar de os resultados serem promissores, os autores alertam que o estudo é observacional e não prova uma relação direta de causa e efeito. Assim, destacam a necessidade de mais pesquisas para confirmar as descobertas.
Diabetes é fator de risco para demência
Entre os fatores de risco para demência, o diabetes tipo 2 é um dos mais preocupantes, junto com colesterol alto, perda de visão, deficiência auditiva, hipertensão, tabagismo, obesidade e sedentarismo.
Pessoas com diabetes têm um risco aumentado de desenvolver vários tipos de demência, incluindo a doença de Alzheimer e a demência vascular.
Isso ocorre porque o diabetes pode levar a danos nos vasos sanguíneos, afetar o fluxo sanguíneo cerebral e causar inflamação crônica, todos fatores que contribuem para o comprometimento cognitivo.
Além disso, a resistência à insulina e os altos níveis de glicose no sangue podem afetar negativamente o cérebro, aumentando o risco de declínio cognitivo ao longo do tempo.


/catracalivre.com.br/wp-content/uploads/2026/03/creation-2591734215.png?w=300&resize=300,300&ssl=1)



/catracalivre.com.br/wp-content/uploads/2026/03/creation-2592769766.png?w=300&resize=300,300&ssl=1)







/catracalivre.com.br/wp-content/uploads/2026/03/creation-2591734215.png?w=150&resize=150,150&ssl=1)


