Evento realizado no Recife reúne mais de mil especialistas para debater desafios e caminhos da genética médica na busca da descentralização do acesso
Cinthya Leite
Publicado em 25/09/2025 às 22:16
| Atualizado em 25/09/2025 às 22:39
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O aconselhamento genético ajuda famílias a entenderem a probabilidade de uma doença rara ou condição genética ocorrer em seus filhos ou parentes. Numa consulta, por exemplo, é possível identificar riscos, avaliar opções e orientar casais sobre uma decisão reprodutiva, o que fornece clareza em momentos de dúvida e ansiedade.
Esse é um dos destaques da programação do 36º Congresso Brasileiro de Genética Médica (CBGM), que acontece no Recife até o sábado (27), com a presença de mais de mil especialistas para discutir o presente e futuro da especialidade no País.
Para o presidente do congresso, o médico geneticista Diogo Soares, o Brasil vive um momento de virada. “Estamos construindo um movimento muito importante em torno do aconselhamento genético. É um movimento que vem se construindo aqui e em outros países também”, afirmou.
O assunto ganha força na grade do sábado, quando será realizada uma mesa-redonda com a discussão de quatro especialistas. Entre eles, o médico Eduardo Jorge da Fonseca Lima, que é conselheiro efetivo por Pernambuco no Conselho Federal de Medicina (CFM), e o médico geneticista Hector Wanderley, que vai compartilhar a experiência no Reino Unido.
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“O aconselhamento genético é um ato realizado pelo médico geneticista. Mas, em alguns lugares, como nos Estados Unidos, existe uma outra especialidade: o genetic counselor, que é um profissional com formação específica para isso. Ele não é médico, mas faz a graduação em uma área básica e depois se especializa em aconselhamento genético”, destaca Diogo.
Ele acrescenta que esse profissional atua sempre em coordenação com um médico e é responsável por
etapas como a orientação pré-teste e pós-teste. “O médico, por sua vez, faz a avaliação clínica, define a estratégia e o aconselhador genético realiza a comunicação com o paciente, ao explicar riscos e resultados.”
No Brasil, a proposta em discussão envolve a criação de residências multiprofissionais, com abertura de espaço para enfermeiros, psicólogos e outros profissionais de saúde. “A ideia é que, em ambiente acadêmico, o médico geneticista coordene o processo, mas que exista também o profissional que efetivamente realize o aconselhamento genético”, explica.
“Estamos construindo uma rede em que o profissional da atenção básica identifica o caso e aciona o geneticista remotamente para uma teleinterconsulta”, diz Diogo Soares, presidente do CBGM – DIVULGAÇÃO
Durante o congresso, especialistas debaterão experiências internacionais, como o modelo inglês, considerado referência. “Na Inglaterra, há toda uma cadeia regulatória bem estabelecida, desde a atenção básica até o papel do geneticista e as diretrizes para solicitação de exames. Esse ordenamento garante fluxo e acesso estruturado ao paciente”, comenta o presidente do CBGM.
Para Diogo, a mesa-redonda será um momento de reflexão sobre princípios, sobre a participação da sociedade médica nesse processo junto ao Ministério da Saúde, sobre as limitações e barreiras que a comunidade médica precisa superar para implementar o aconselhamento genético de forma estruturada e madura. “Será também um espaço de troca entre os associados, porque sabemos que o número de médicos geneticistas no Brasil é insuficiente: são cerca de 450 no País, sendo 80% no Sudeste.”
O número é insuficiente para a demanda nacional e, por isso, é necessário investir em capacitação de equipes de atenção básica. “Só na quarta-feira (24), reunimos 360 profissionais entre agentes comunitários de saúde, médicos e enfermeiros em atividades de formação”, relata.
Ainda durante o congresso, foi lançada oficialmente uma publicação de boas práticas para telegenética no Brasil. “Esse material está amparado pela resolução do CFM e pela LGPD (Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais), com orientações detalhadas sobre teleconsulta: fichas de pré-consulta, formulários de atendimento.”
Com isso, Diogo sublinha que o médico geneticista no Sudeste, por exemplo, pode realizar uma teleconsulta com um paciente do Norte do País. “Estamos construindo uma rede em que o profissional da atenção básica identifica o caso e aciona o geneticista remotamente para uma teleinterconsulta. Isso amplia a capilaridade da genética no Brasil. É um movimento organizado, regulado e que possibilita orientação remota com segurança.”
O evento marca recorde de público, com mais de mil participantes, e reforça o avanço da especialidade. “A genética médica não é feita apenas de exames, laudos, protocolos. Ela é feita de histórias humanas. Cada paciente, cada família que nos procura, carrega consigo uma narrativa única. De desafios, de dor, mas também de esperança”, diz Diogo.
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