Proibição do uso de aparelhos celulares faz recordar que as telas podem ser aproveitadas como recurso de ensino, e não, como janela de fuga
Publicado em 29/01/2025 às 0:00
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A disputa pela atenção, que se propaga na guerra entre aplicativos e nas redes sociais, é um dos maiores problemas do lado de fora das telas. Especialmente quando o que se deseja é educar crianças e adolescentes cada vez mais vidrados, anestesiados e viciados na constante mudança de foco do olhar tão deslizante quanto inebriado pela velocidade da troca de imagens e sons da vida virtual e digital. Em contraponto, o foco estendido, demorado, solicitado para o aprendizado, pode ser encarado pelos estudantes como perda de tempo, afundados no tédio do desinteresse, pelo hábito da atenção total empregada em nada.
O impacto da proibição federal do uso de aparelhos celulares nas salas de aula em todo o Brasil, certamente ainda está para ser percebido em sua real dimensão. Apenas o indicador do desempenho escolar das atuais gerações, nos próximos anos, poderá fornecer com melhor aproximação o que está significando a medida. Mas a providência que afeta o sistema educacional já era pedida há algum tempo pelos educadores, em sintonia com medidas similares em outras partes do mundo. Notou-se o quanto a dispersão digital contribui para a incompreensão do conhecimento transmitido, e a solução mais lógica não era outra, senão restringir o acesso às telas, enquanto instrumentos que roubam a atenção dos jovens em pleno ambiente escolar.
O uso de aparelhos eletrônicos, obviamente, não está vedado para fins pedagógicos. Seria tecnofobia imaginar que as telas irão sumir da vida dos estudantes. Desde que façam parte do processo educativo, despertando a curiosidade, colaborando no desenvolvimento cognitivo, atraindo a atenção para a aula, as telas devem ser aproveitadas – como recurso de ensino, e não, como janela de fuga. É importante que meninos e meninas cheguem à conclusão, por outro lado, que a vida fora das telas é não somente possível, como interessante: não é algo que tenham que aturar, mas sim, gostem de viver.
O Programa Internacional de Avaliação de Estudantes (Pisa) revelou, há alguns anos, o nível de desatenção e a queda no rendimento escolar devido ao foco sequestrado pelos celulares no horário das aulas. A gestão pública no Brasil demorou a constatar e resolver o que precisava ser feito. E ainda precisa, pois a nova lei carece de regulamentação, com grande papel dos governos estaduais e municipais na aplicação da medida. Além disso, o que não se inscreve na legislação é a necessidade de engajamento – para usar palavra da rotina virtual – dos pais e das escolas para a apreensão da nova realidade. Para que o benefício na saúde física e psíquica seja tão evidente quando a melhoria do aprendizado, a família e a comunidade escolar hão de estar atentos – novamente a atenção requerida, também dos adultos – à adaptação na rotina em período escolar.
Lugar de criança e adolescente é na escola – de preferência, sim, sem celular, mas com a oferta de todo o cuidado merecido numa troca cujo valor pode não ser entendido imediatamente.


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