Com a chegada do verão e das férias escolares, desejo é que as medidas efetivas minimizem os danos e promovam um ambiente digno para todos
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Lazer de moradores e visitantes e fonte de renda para milhares de famílias, o litoral de Pernambuco reúne 187 quilômetros de praias que ajudam a projetar a identidade do estado para o mundo.
Apesar do potencial turístico e econômico, grande parte da orla convive com poluição, falta de infraestrutura, erosão costeira e fiscalização precária. De Carne de Vaca, em Goiana, a São José da Coroa Grande, as demandas são acumuladas e a beleza contrasta com o abandono.
Os problemas vão de lixo, esgoto e falta de saneamento à falta de estrutura para lidar com o avanço do mar.
Na espera por um espaço que atenda às demandas do lazer e da economia locais, milhões ainda convivem com o esquecimento e o adiamento de soluções concretas do calçadão à areia.
Com a chegada do verão e das férias escolares, o desejo é que as medidas minimizem os danos e promovam um ambiente digno para todos.
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Lixo e esgoto a céu aberto

Sujeira e esgoto desaguam no mar em Pernambuco – Léo Freitas/JC Imagem
Em trechos do litoral sul, o lixo e o esgoto ainda desaguam no mar. Praias como Porto de Galinhas e São José da Coroa Grande expõem banhistas e comerciantes à falta de saneamento adequado, com riscos de doenças e perda da fonte de renda das famílias.
No caminho para o mar, muitas vezes, é necessário driblar dejetos e poças com mau odor. “É um descaso e uma irresponsabilidade. A prefeitura fecha os olhos para isso”, desabafa o ator Deyvison Diógenes, em Porto de Galinhas, cartão-postal do estado.
Em Tamandaré, a gestão municipal realiza trabalhos de conscientização com os visitantes. “Estamos com um problema sério em relação ao lixo aqui na praia, então a Secretaria de Turismo, através do governo municipal, teve essa iniciativa de começar um trabalho de conscientização ambiental”, explica Cícero José dos Santos, secretário do Turismo da cidade.
Mais adiante, em São José da Coroa Grande, o secretário de governo do município, Emerson Barbosa, explica que a demanda é uma das prioridades da gestão. “A gente luta pelo saneamento da cidade porque é uma obra de grande porte. Esses pontos são controlados pela Agência Estadual de Meio Ambiente (CPRH)”, pontua.
Por água abaixo

Avanço do mar é uma das principais demandas do litoral norte de Pernambuco – Jonas Quirino/JC Imagem
Além da poluição, outro problema avança de forma silenciosa é a erosão costeira, que já compromete imóveis, bares e o sustento de famílias inteiras.
Uma noite foi o suficiente para o mar levar o investimento de mais de R$ 90 mil de Ana Cláudia Nascimento. Nas primeiras horas da manhã, a dona do Bar do Peru, em Itamaracá, viu um sonho ir por água abaixo.
O que antes era espaço de convivência dos clientes, com mesas e cadeiras, hoje é ocupado pelo mar. O que sobrou, recebe cada vez mais ondas e a ação do avanço das águas.
“A situação está precária, está tudo destruído. Eu fiz um muro de contenção, mas ele acabou e a gente vai juntando as pedrinhas que sobram para ver se dura um pouco mais. Esse muro faz um ano que fizemos e já foi destruído”, conta Ana Cláudia.
O Bar do Peru emprega pelo menos 8 pessoas. Além dele, outros empreendimentos na orla são responsáveis pelo sustento das famílias da Ilha.

Mar levou investimento de mais de R$ 90 mil de Ana Cláudia Nascimento, no Bar do Peru – Jonas Quirino/JC Imagem
“A Prefeitura veio falar com a gente no começo do ano e disse que iria ajudar e a gente está esperando. Os bares estão destruídos e se a gente não fizer alguma coisa, vai ficar sem o nosso meio de trabalhar”, diz a empreendedora
Muros derrubados e imóveis rachados emolduram a orla do estado. Quando a maré está alta, não sobra espaço de areia para transitar e a população precisa improvisar.
A gente vai juntando as pedrinhas que sobram para ver se dura um pouco mais
Ana Cláudia Nascimento, dona do Bar do Peru, em Itamaracá
Em Ponta de Pedras, o mar também tomou espaço onde antes ficavam as mesas do Aprochego Bar, de Maria de Lourdes. Agora resta um trecho cada vez menor e a preocupação da comerciante é de que ele também seja tomado.
“Ficamos praticamente sem área de praia, o mar derruba guarda-sol e tudo. Muitas vezes, a água entra no bar”, aponta.
Neste mês de dezembro, o governo federal reconheceu situação de emergência por erosão costeira em dois municípios de Pernambuco: Jaboatão dos Guararapes e Paulista.
A demanda, que afeta toda a orla do estado, tem sido tratada pela gestão estadual em conjunto com as prefeituras da Região Metropolitana do Recife (RMR). De acordo com o secretário estadual de Meio Ambiente, Sustentabilidade e Fernando de Noronha (Semas), Daniel Coelho, um estudo está em andamento para conter o avanço do mar.
A pesquisa contempla os municípios de Jaboatão, Paulista, Itamaracá e Olinda, e visa propor soluções estruturais para os trechos mais críticos do litoral pernambucano.
Insegurança e desordenamento

Jet skis próximos da costa e pilotos não habilitados colocam em risco segurança dos banhistas – Léo Freitas/JC Imagem
O desordenamento no litoral pernambucano, resultado da falta de fiscalização efetiva, também prejudica comerciantes e turistas.
No mar, jet skis próximos da costa e pilotos não habilitados colocam em risco a segurança dos banhistas. Na areia, buggies e outros veículos motores tomam espaço de milhares de famílias.
Em Tamandaré, o secretário Cícero José aponta a intensificação de ações no mês de janeiro. “Estamos com uma ação programada para o início de janeiro de contenção de toda a via da praia de Tamandaré, com barricadas para que veículos motores não circulem na praia porque é crime ambiental”.
Outra demanda apontada por Joseilda Maria no litoral norte de Pernambuco é a falta de pontos fixos do Corpo de Bombeiros. Para ela, o apoio é necessário devido aos riscos do banho de mar na região.
“Nessa área do Rio Âmbar não tem salva-vidas e já aconteceram vários acidentes, com crianças batendo a cabeça em pedras. O mar está avançando cada vez mais e a gente fica sem segurança nenhuma”, lamenta.
Atuação do Corpo de Bombeiros
Somente este ano, o Corpo de Bombeiros de Pernambuco atuou em 385 ocorrências nas praias urbanas do estado.
De acordo com a corporação, o Grupamento de Bombeiros Marítimo, que atende a RMR, foram realizados 220 salvamentos, sendo 144 deles de afogamentos, e 115 atendimentos pré-hospitalares. Os dados são de janeiro a novembro.
O Corpo de Bombeiros informou que também foram realizadas 17 prevenções aquáticas ao longo do ano, 3 apoios em operações e uma instrução interna.
Os números reforçam a necessidade por investimento na estrutura e segurança nas praias, em um cenário marcado pela falta de ordenamento, avanço do mar e aumento do fluxo de turistas na chegada do verão.


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