Reviravoltas na PEC da blindagem, surpresa na ONU e alta lulista nas pesquisas fizeram da semana um marco de mudanças inesperadas na política.
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A semana política foi marcada por mudanças rápidas e inesperadas que deixaram a classe política atônita. O que começou com a blindagem aprovada pela Câmara se transformou em manifestações nas ruas, pedidos de desculpas públicos e a reconfiguração completa do jogo em Brasília e no cenário internacional. Tudo isso em um espaço de sete dias.
O domingo foi o ponto de virada. A população foi às ruas contra a PEC da Blindagem, que havia sido aprovada na semana anterior com apoio do centrão, da direita e de parte da esquerda, incluindo integrantes de PT e PSB..
Antes mesmo dos protestos, as redes sociais já mostravam forte rejeição à medida. O resultado foi uma pressão que obrigou deputados a se retratarem publicamente, num gesto visto como ridículo e desmoralizante para o Congresso, que pareceu acreditar que decisões internas passariam sem reação popular.
Hugo Mota
Entre os atingidos pela crise, Hugo Mota (Republicanos) foi o que mais perdeu. O presidente da Câmara, fortalecido pelo cargo que desde 2021 concentra imenso poder sobre as emendas parlamentares, virou símbolo de fraqueza há bastante tempo.
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De figura ascendente, tornou-se descredibilizado e alvo de desconfiança generalizada, sendo visto como o político mais enfraquecido do momento.
Alcolumbre
No Senado, o movimento foi o oposto. A PEC da Blindagem, ao chegar à Comissão de Justiça, foi derrubada de forma unânime. Vinte e seis senadores votaram contra o texto, enterrando a proposta e, ao mesmo tempo, alçando Davi Alcolumbre (União) ao posto de herói improvável.
Lula e Trump
Enquanto isso, na Assembleia Geral da ONU, ocorreu a surpresa internacional da semana. Donald Trump, de quem se esperava hostilidade, declarou ter tido “boa química” com Lula, após um encontro nos corredores.
O gesto alterou o clima político, desarmando parte da estratégia bolsonarista que contava com a pressão americana para desgastar o governo brasileiro. A mudança reposiciona Lula em cenário internacional e fragiliza a narrativa de confronto externo.
Bolsonarismo
Dentro do campo bolsonarista, a reação foi de confusão. Eduardo Bolsonaro (PL) anunciou disposição de ser candidato, mesmo contra Tarcísio de Freitas (Republicanos), que por sua vez perdeu espaço e visibilidade.
A pauta da anistia também se enfraqueceu, transformando-se em debate sobre dosimetria, com poucas chances de avanço caso chegue ao Senado, que agora virou “porto seguro da democracia e honestidade”.
A falta de unidade e direção na direita ficou exposta.
Pesquisa
A semana terminou com números que reforçaram a virada de cenário. Pesquisa Ipespe mostrou Lula em ascensão, com aprovação superando a desaprovação pela primeira vez em muito tempo.
O resultado contrasta com a estagnação que vinha sendo registrada e amplia a sensação de que a conjuntura mudou de forma significativa.
Surpresas
Hugo Mota, na cadeira poderosa da presidência da Câmara saiu enfraquecido. O presidente do Senado conhecido por não ser a criatura mais honesta da República, virou herói da transparência democrática. Trump se aproximou de Lula, o bolsonarismo se fragmentou e a opinião pública sinalizou recuperação do governo numa pesquisa.
A semana realmente surpreendeu. Imagine como será a próxima.
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