A pressa dos dois lados em fechar chapas ignorou o ritmo dos aliados e acabou produzindo um efeito contrário ao esperado nas articulações.
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O problema dos cavalos selados que passam à porta velozes é o curto espaço de tempo para indagar-lhe o itinerário. Em outras palavras, a pressa, ao invés de transportar, constrange ao destino. E simplificando um pouco mais: o apressado come cru. Esta semana é possível aplicar a lição da parcimônia a João Campos (PSB) e Raquel Lyra (PSD).
E, por isso, a quarta-feira (18) que estava sendo chamada de o “Dia D” na formação das chapas terminou mais confusa do que se não tivesse começado.
Raquel foi precipitada em confiar quando tinha tempo para anunciar. João foi precipitado em anunciar quando tinha prazo para aguardar.
A palavra do ano, se o ano estivesse terminando agora, seria “precipitação”. Ainda bem que até a eleição ainda faltam sete meses.
Dia confuso
A quarta-feira foi o dia em que tudo estava certo até não estar mais. Estava certo que a governadora, com Marília Arraes (PDT) e Silvio Costa Filho (Republicanos), iria completar sua chapa.
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Bastaram algumas horas para estar certo que a chapa de João Campos é que seria anunciada, e logo, exatamente com Marília e Humberto Costa (PT), além de Carlos Costa, irmão de Silvio Costa Filho.
Ao fim do dia Raquel não tinha chapa, mas João, apressado em garantir que Raquel não tivesse chapa, ficou até sem o próprio anúncio, porque o PT de Humberto não havia decidido ainda.
Erro político
O erro de Raquel foi confiar. Dizem que não se perde nada depositando confiança em outros seres humanos, porque palavra é bem mais valioso que esperteza. E é verdade. Mas em política até caldo de galinha merece cautela. Não se pode antecipar decisão quando ainda se tem tanto tempo.
A situação dela é muito mais cômoda que a de João Campos, não precisa se desincompatibilizar, tem um governo inteiro com poder de atração para apoios e, o mais importante, não tinha compromisso com ninguém. O prefeito, por sua vez, tem prazo apertado para renunciar, vem caindo nas pesquisas e seu maior trunfo que era o apoio de Lula é algo difícil de acontecer de forma exclusiva.
A governadora, mesmo com essa vantagem, deixou-se comprometer ao criar expectativa, sem um anúncio oficial, de que estava com o palanque encaminhado e, exatamente, com dissidentes ressentidos do seu principal adversário.
Jogo político
Na quarta-feira houve quem dissesse que tudo foi um jogo ardiloso, que João Campos instruiu Marília Arraes e Silvio Costa Filho e irem se oferecer para a governadora para que ele pudesse usar isso como um tipo de chantagem e convencer o PT a aceitar a chapa como ele queria. É difícil de acreditar.
Aqui é preciso lembrar a Navalha de Ockham: entre duas explicações concorrentes para um mesmo fenômeno, a mais simples, com menos premissas ou suposições, tende a ser a correta.
O mais simples é que houve mesmo algo com o simbolismo de um leilão e quem venceu com a maior oferta política foi o prefeito. Até aí, é preciso admitir que o movimento do socialista foi bem calculado e digno de seus méritos. Merece admiração pela astúcia. Depois é que veio a precipitação.
Ansiedade PSB
Existe uma ansiedade difícil de entender no PSB de hoje. É como se ter paciência fosse vergonhoso, “coisa de velho” talvez.
Após garantir o entendimento com Marília e Silvio, João poderia informar ao PT e apenas aguardar a adesão deles ao palanque até o fim do mês. Mas ele se antecipou.
É verdade que o PT é um partido difícil. Os petistas parecem ter um certo prazer pelas não decisões. Para eles, não tem problema ficar no escuro enquanto adiam a troca de uma lâmpada por estarem decidindo se enxergar à noite é ideologicamente compatível com as diretrizes aprovadas nas últimas plenárias dos congressos de sabe-se lá quando. Mas quem os quer como companheiros, precisa respeitá-los e respeitar o tempo deles.
Ao invés disso, foi espalhado pelo PSB que uma coletiva seria feita para oficializar a chapa, incluindo Humberto Costa. Campos postou uma foto com o presidente nacional do Partido dos Trabalhadores e com o presidente do PDT, como se aquilo referendasse a iniciativa.
Aí o PT mandou avisar que “não ia comparecer”.
Sinal interno
É onde se percebeu que houve ansiedade dos socialistas outra vez. O senador Humberto Costa (PT), nem estaria no Recife no dia e horário marcados pelos socialistas, porque vai cumprir agenda previamente marcada no Sertão do estado. É como se ele nem tivesse sido consultado.
O presidente estadual do PT, Carlos Veras (PT), declarou que o partido só terá alguma decisão no dia 28/03 como já havia sido acordado.
Um integrante do PT nacional com quem a coluna teve contato, ao ser questionado sobre a foto com o presidente do PT disse que o prefeito foi informar que tinha acertado tudo com o PDT de Lupi e pediu para fazerem o “retrato”, mas que não foi conversado nada sobre anúncio de chapa esta semana.
Nesta conversa da coluna com este membro nacional do partido, aliás, a palavra “precipitação” foi repetida pelo menos uma dezena de vezes.
Conclusão
O dia, que começou com a possibilidade de haver palanques sendo bem costurados dos dois lados, chegou ao fim com um sentimento de estranheza. Teve a governadora anunciando o apoio do União Brasil que antes estava ao lado de João. E o prefeito espalhando a informação de uma chapa em que um dos integrantes nem sabia que já estava acertada.
É como se ambos, Raquel e João, tivessem disparado de repente em uma corrida de 100 metros rasos e descoberto somente agora que estão numa maratona de 42 km.



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