PRISÃO
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Pernambucano, ex-ministro do Turismo do governo Bolsonaro foi preso pela Polícia Federal na manhã desta sexta-feira (13), no Recife
JC
Publicado em 13/06/2025 às 11:03
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A prisão do ex-ministro Gilson Machado, nesta sexta-feira (13), foi motivada por uma suposta tentativa de expedir um passaporte de Portugal em nome do ex-ajudante de ordens do ex-presidente Jair Bolsonaro, tenente-coronel Mauro Cid, com a finalidade de ajudá-lo a sair do país, configurando obstrução de Justiça.
Mauro Cid é o delator do suposto esquema golpista que pretendia manter Jair Bolsonaro no poder após a derrota nas eleições de 2022. O militar foi alvo de mandados de busca e apreensão nesta sexta-feira.
De acordo com a Polícia Federal, Gilson Machado teria tentado expedir o documento no dia 12 de maio por meio do consulado de Portugal no Recife, onde mora.
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Gilson confirmou que iniciou contato telefônico com o consulado, mas alegou que buscava atendimento a uma demanda pessoal.
A Polícia Federal encaminhou ofício à Procuradoria-Geral da República informando que Gilson não conseguiu emitir o documento, e alertou a PGR que o ex-ministro poderia buscar alternativas junto a outros consulados para expedir o passaporte.
Tanto a PF quanto a PGR pediram ao Supremo Tribunal Federal (STF) que abrisse uma investigação contra o ex-ministro pelos possíveis crimes de obstrução de investigação envolvendo supostos delitos de organização criminosa e favorecimento pessoal.
A PGR solicitou ao ministro Alexandre de Moraes, relator da trama do golpe no STF, busca e apreensão pessoal e domiciliar contra o Gilson Machado, além de quebras de sigilo telefônico e telemático dbolsonarista no período entre 1º de janeiro de 2025 e 5 de junho de 2025.
O PGR Paulo Gonet apontou que Gilson estaria “possivelmente” viabilizando a saída de Mauro Cid do país, “com o objetivo de se furtar à aplicação da lei penal, tendo em vista a proximidade do encerramento da instrução processual”.
Gilson Machado e Mauro Cid
O ex-ministro do Turismo Gilson Machado tem 56 anos, é empresário, veterinário e foi ministro do Turismo entre os anos de 2020 e 2022, na gestão do ex-presidente Jair Bolsonaro.
Procurado pela reportagem na última terça-feira, ele negou as acusações. “Apenas mantive contato telefônico em Maio último, com Consulado Português, tão somente solicitando uma agenda para meu pai, Carlos Eduardo machado Guimarães, o qual foi feito após dita solicitação”.
A defesa de Mauro Cid negou que o militar tenha pedido um passaporte português ou que tenha tentado sair do país. Os advogados fizem que ele tem cidadania portuguesa e carteira de identidade de Portugal, e que essas informações foram passadas ao Supremo Tribunal Federal.
Mauro Cid e outras 30 pessoas, incluindo o ex-presidente Jair Bolsonaro são réus por uma tentativa de golpe de Estado para manter, segundo a PGR, o ex-presidente no poder após a derrota para Luiz Inácio Lula da Silva nas eleições de 2022.
No início desta semana, Mauro Cid prestou depoimento à Primeira Turma do STF, confirmando as versões dadas em oitivas anteriores sobre o possível golpe.
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