INEP utiliza a Teoria de Resposta ao Item (TRI) para garantir que o desempenho mais coerente do candidato seja valorizado e o “chute” penalizad
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Os estudantes estão em plena expectativa para o primeiro dia do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), que será realizado neste domingo. Neste dia, os candidatos enfrentarão as provas de redação, ciências humanas e suas tecnologias, e linguagens, códigos e suas tecnologias.
Ouça a matéria em áudio:
Listen to Enem: não é só o número de acertos que define sua nota; entenda byRádio Jornal on hearthis.at
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Embora muitos alunos optem por olhar o gabarito (o número bruto de acertos) para saber se têm chance de ingressar no curso desejado, é crucial entender que apenas a quantidade de acertos não determina a nota final. O sistema de pontuação do exame, chamado Teoria de Resposta ao Item (TRI), funciona de forma complexa e prioriza a coerência do conhecimento.
O que é a Teoria de Resposta ao Item (TRI)?
A TRI não leva em conta apenas a quantidade bruta de acertos, mas sim quais itens o aluno acertou. O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (INEP), que organiza e aplica o Enem, explica que a TRI se baseia em um conjunto de modelos matemáticos. Esses modelos buscam representar a relação entre a probabilidade de o participante responder corretamente a uma questão, seu conhecimento na área avaliada e as características específicas dos itens.
A TRI analisa o padrão de respostas do candidato em relação ao conjunto de questões, valorizando o desempenho que for mais coerente.
Um aspecto fundamental desse sistema é que ele considera a particularidade de cada item, qualificando a questão de acordo com três parâmetros:
1. Grau de Dificuldade: Define se a questão é fácil, média ou difícil. Esse parâmetro é medido a partir de pré-testes realizados com alunos do ensino médio.
2. Discriminação: É a capacidade da questão de diferenciar os candidatos que realmente dominam a habilidade requisitada daqueles que não a dominam.
3. Acerto ao Acaso ou Chute: Significa a probabilidade de o candidato acertar uma questão com facilidade por meio de um chute, sem ter o domínio da habilidade exigida.
Os exercícios são posicionados em uma “régua” que mede os valores desses parâmetros. O resultado desses testes alimenta um banco de milhares de questões, do qual são extraídas as 180 questões para cada edição do exame.
Coerência vale mais que chute
A Teoria de Resposta ao Item penaliza os acertos incoerentes.
Um exemplo notório ocorre na prova de Matemática: um candidato que tenha acertado 10 questões difíceis ao acaso, mas errou várias questões fáceis e médias (em um universo de 45 questões), terá uma pontuação menor. Por outro lado, um segundo candidato pode ter acertado menos itens no total, mas garantiu 30 acertos entre fáceis e médias, errando apenas as difíceis.
Como a TRI valoriza a coerência no padrão de respostas, o segundo candidato demonstrou proficiência nos assuntos abordados e conquistou uma nota maior. O primeiro candidato, cuja pontuação indicou a ocorrência de chutes, é penalizado pelo sistema por ter um padrão de respostas inconsistente.
*Texto gerado com auxílio de IA a partir de conteúdo autoral da Rádio Jornal com edição de jornalista profissional



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