Trajetória de um dos maiores grupos empresariais do Nordeste é exemplo de como a iniciativa privada pode apoiar a economia e a coletividade
JC
Publicado em 28/10/2025 às 0:00
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Ao chegar aos 90 anos, o Grupo JCPM, do qual este jornal e todo o Sistema Jornal do Commercio de Comunicação fazem parte, ilustra a relação benéfica entre a capacidade empreendedora e a possibilidade da repercussão do empreendedorismo, não apenas em dado segmento econômico. Empreender é, a um só tempo, lançar projetos que ampliam os potenciais individuais, e apoiar o desenvolvimento coletivo, a partir dos elos formados na expansão da economia. Sobretudo no Nordeste, região brasileira onde a população sente a falta histórica de investimentos estruturadores, e o papel da iniciativa privada cresce de importância, diante das limitações dos governos, especialmente no âmbito municipal, nas pequenas cidades.
Em entrevista ao programa Passando a Limpo, da Rádio Jornal, nesta segunda, o presidente do Grupo JCPM, o empresário João Carlos Paes Mendonça, falou, dentre outros assuntos, sobre as demandas nordestinas por investimentos. “A gente precisa repensar o Nordeste. Aqui ficamos felizes da vida quando recebemos qualquer coisa do governo, mas não temos infraestrutura. Precisamos de infraestrutura e não tanto incentivo para atrair as indústrias. Precisamos de mercado de consumo para que empresas tenham condição de se instalar e que as pessoas tenham poder de compra”, disse. “O Brasil tem quem cuide. Precisamos cuidar do Nordeste”.
Repensar o Nordeste é ver a região com os olhos do empreendedorismo focado no desenvolvimento coletivo. É mostrar as carências estruturais como fatores de entrave ao crescimento econômico e à superação da desigualdade social. E cobrar a priorização dos investimentos em infraestrutura como alavancadores da competitividade, a fim de atrair empresas interessadas no consumo, mais que no incentivo, e ampliar a renda da população. Com planejamento, persistência, mobilização e decisão política acelerando a burocracia, o Nordeste pode ser diferente. O mesmo vale para Pernambuco, como o empresário ressaltou na entrevista. “Se não tiver infraestrutura, que nós não temos, outros estados têm”, apontou, mencionando a falta que faz o Arco Metropolitano para a mobilidade em Pernambuco.
Aos 87 anos de idade, João Carlos Paes Mendonça reafirmou a convicção no trabalho e na conduta ética enquanto pilares do êxito empresarial. “O objetivo não é ganhar dinheiro de qualquer maneira. Queremos ser bons, e não grandes — mas se pudermos ser grandes e bons, melhor ainda”, afirmou, a respeito dos planos para o futuro do grupo que lidera. Sem deixar de levar em conta o destaque para a ação social, como a realizada pela Fundação Pedro Paes Mendonça, que beneficia cerca de 2 mil pessoas promovendo educação, saúde, cultura, juventude, cidadania e sustentabilidade na Serra do Machado e arredores, em Sergipe, onde nasceu o fundador do Grupo.
Com a mesma disposição de um empreendedor em início de caminhada, e a experiência que se transforma em saber compartilhado, o empresário bem-sucedido não se satisfaz com a conquista pessoal – enxergando na conquista coletiva um sentido maior, e um significado mais amplo, do trabalho realizado.

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