‘Emily em Paris’, alvo de críticas por clichês franceses, chega à quinta temporada

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‘Emily em Paris’, alvo de críticas por clichês franceses, chega à quinta temporada


“Emily em Paris” retorna para o quinto ano na esteira dos desdobramentos da temporada anterior e amplia seus cenários para além da vida parisiense. Desta vez, a protagonista vive, ainda que temporariamente, em outra capital europeia, Roma. A mudança até gerou uma adaptação provisória do título para “Emily em Roma”.

A quinta temporada estreia nesta quinta-feira (18) e aposta na mesma fórmula que conquistou o público com cenários turísticos, uma protagonista carismática em meio a dramas românticos e tramas previsíveis.

Agora à frente da agência Grateau em Roma, Emily enfrenta novos desafios profissionais e, como de costume, também amorosos, enquanto tenta se adaptar à rotina e aos códigos da vida italiana.

A troca de cenário, no entanto, gerou repercussão além da ficção. O próprio presidente da França, Emmanuel Macron, se pronunciou em defesa da permanência da série em Paris. “Acho que é bom para a imagem da França. ‘Emily em Paris’ é superpositivo em termos de atratividade para o país”, afirmou.

O apreço do presidente pela produção vai além do discurso. Na temporada anterior, a primeira-dama Brigitte Macron fez uma participação especial.

Entre os franceses, porém, a recepção é mais ambígua. Em fevereiro do ano passado, a fachada de um café usado como locação foi pichada com a frase “Emily não é bem-vinda”. Essa resistência aparece também na narrativa, em determinado momento, a própria protagonista desabafa que Paris parece estar sempre a julgá-la.

Nos bastidores, a experiência relatada pelo elenco é bem diferente. “Estávamos na segunda temporada quando Ashley e eu voltamos a Paris para filmar. Fomos recebidas de forma tão calorosa, todos estavam entusiasmados com a série e agradecidos pelo projeto. Parecia que estávamos a voltar para casa”, contou Lily Collins, intérprete de Emily, em entrevista à Folha.

Grande parte das críticas à produção se concentra no uso de clichês sobre os franceses, como a ideia de que seriam rudes e arrogantes, fumariam o tempo todo e em qualquer lugar ou só começariam a trabalhar depois do meio-dia, além da romantização da vida na capital.

Para o elenco, no entanto, esses estereótipos funcionam menos como caricatura e mais como ferramenta de entretenimento. “Muitas pessoas já se aproximaram de nós e disseram: ‘Meu Deus, isso já aconteceu comigo’, ou ‘não acredito que vocês colocaram isso na série, é tão engraçado’, ‘é exatamente assim que eu sou’, ‘é assim que eu falo’”, afirma Collins.

Outro elemento central da série é a moda, aspecto já característico da obra de seu criador, Darren Star, conhecido por “Sex and the City“. Os figurinos transitam entre o minimalismo e produções mais extravagantes, com cores vibrantes e mix de estampas.

Na nova temporada, a alta-costura ganha ainda mais destaque, com desfiles em Veneza e referências a itens de luxo, como uma bolsa da Fendi. “Adoro o guarda-roupa da Emily nesta temporada. Sinto que é o mais próximo de mim”, diz Collins.

Mesmo diante das críticas, inclusive da imprensa —o jornal francês Libération já definiu a produção como uma “Disneyland de Paris”—, desde a estreia, em 2020, a série figura entre as mais assistidas da Netflix a cada lançamento. Ainda assim, alcançar uma quinta temporada é um feito em uma plataforma que não costuma prolongar suas produções.

A Netflix é conhecida por encerrar séries após uma ou duas temporadas, mesmo quando agradam ao público, como “Boots“, mantêm uma base fiel de fãs, caso de “Mindhunter“, ou recebem boa acolhida da crítica, como “The OA“.



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