O vice-presidente e ministro do Desenvolvimento Econômico, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, esteve nesta segunda-feira (2) em Pernambuco. Em sua agenda, Alckmin esteve reunido com a governadora Raquel Lyra, durante evento do setor sucroalcooleiro, além do prefeito João Campos, na sede da Prefeitura do Recife. No início da noite, o ministro esteve na Casa da Indústria, no bairro de Santo Amaro, num encontro promovido pela Fiepe, unindo o Senai-PE e o Sebrae/PE, para apresentar aos empresários locais as quatro modalidades do Brasil + Produtivo, programa federal que irá destinar mais de R$ 2 bilhões para o engajamento digital de 200 mil indústrias do País até 2027.
Em sua fala, Alckmin adiantou aos empresários o planejamento do governo federal em relação a um “Reintegra da Transição para micro, pequenas e médias empresas”. A ideia, segundo o ministro, é incentivar que essas empresas exportem a partir da implementação da reforma tributária, em sua plenitude, em 2032.
“Estamos trabalhando para fazer um reintegra de transição. queremos que empresas exportem, a Itália é um bom modelo de pequena empresa que exporta. A reforma tributária vai corrigir a questão do crédito tributário. Imagine: se eu exporto um automóvel, não pago imposto para exportar, mas já paguei quando comprei o pneu, aço, estofado… Aí eu fico com crédito acumulado. Mas quando o governo vai me devolver? Isso desaparece na reforma, porque acaba com a cumulatividade, desonerando investimento e exportação. Estamos bolando devolver esse crédito, com responsabilidade fiscal, propondo para pequenas empresas”, disse Alckmin.
Além da linha de desoneração, o ministro vê o programa Brasil Mais Produtivo como também outro fator para incentivar a produtividade e a transformação digital de micro, pequenas e médias empresas industriais brasileiras.
O programa destina R$ 2,037 bilhões para o engajamento digital de 200 mil indústrias, com atendimento presencial a 93 mil empresas até 2027. A Plataforma de Produtividade, em operação desde 31 de janeiro, serve como porta de entrada para as empresas participarem do programa. Além disso, elas terão acesso a conteúdos complementares relacionados à produtividade e digitalização.
Presidente da Federação das Indústrias do Estado de Pernambuco, Bruno Veloso destacou que a presença do ministro em um evento voltado aos empresários do setor produtivo do Estado é uma demonstração da força necessária para o progresso da indústria brasileira. “Sinto-me feliz que a Fiepe esteja alinhada ao plano da Nova Indústria Brasil. Não existe crescimento econômico em qualquer país sem que a indústria seja próspera e tenha acesso a todos os recursos necessários à sua evolução. Precisamos abraçar com coragem o Brasil + Produtivo”, afirmou Veloso.
Já o superintendente do Sebrae/PE, Murilo Guerra, destacou o papel essencial que o Sebrae e o Senai, executores do programa, desempenham nesse processo de retomada da indústria brasileira. “Esse é um dos mais importantes programas da pequena indústria no Brasil. A junção do Sebrae e do Senai nesse programa anuncia uma vitoriosa implementação da modernização do setor industrial e acredito que, a partir desse programa, nossa indústria terá maior desenvolvimento”, reforçou.
A iniciativa é coordenada pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), em parceria com o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI), o Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (SEBRAE), a Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI), o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), a Financiadora de Estudos e Projetos (FINEP) e a Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial (EMBRAPII).
DESCARBONIZAÇÃO NA MOBILIDADE
Ainda na visita oficial, o vice-presidente marcou o início do abastecimento com etanol dos carros com motorização flex produzidos pela Stellantis no Polo Automotivo de Goiana, na Mata Norte pernambucana. Com isso, a Stellantis deu mais um passo rumo ao objetivo estratégico de desenvolver tecnologias e iniciativas para a descarbonização da mobilidade. Os veículos com as motorizações T270 Flex e Turbo 270 Flex produzidos em Pernambuco passam a sair da fábrica abastecidos com etanol. Em 2025, a iniciativa será expandida para os polos automotivos de Minas Gerais e Rio de Janeiro.
Inicialmente, a ação será realizada com os modelos Jeep Renegade Flex T270 e Flex T270 4×4, Compass Flex T270 e Commander Flex T270, além da Fiat Toro Turbo T270 Flex. No próximo ano, a alteração de combustível acontecerá também com todos os veículos flex produzidos pela companhia.
“A Stellantis foi estabelecida com uma visão de mobilidade sustentável e está na vanguarda das discussões e ações em prol da sustentabilidade. Não à toa que o plano estratégico global da empresa prevê a completa descarbonização de todo o ciclo de produção até 2038, com uma redução de 50% já em 2030. Para atingir esse objetivo, a Stellantis está sempre buscando desenvolver estratégias para promover a mobilidade de baixo carbono e identificou que essa era mais uma mudança a ser feita para avançar com a descarbonização”, explicou Emanuele Cappellano,?presidente?da Stellantis para a América do Sul.
MENOS EMISSÕES DE CO2
A iniciativa, implementada nos veículos produzidos no Polo Automotivo de Goiana, reduzirá mais de 2,1 mil toneladas de CO2 emitidas na queima de combustível do primeiro abastecimento, o que representa uma diminuição de cerca de 87% em emissões.
“Ao abastecer o veículo na fábrica com etanol, a Stellantis está contribuindo para neutralizar as emissões de gases de efeito estufa nas unidades industriais e na cadeia de valor. Isso porque a nossa meta vai além da fabricação dos veículos, envolve todo o ciclo de vida, desde as matérias-primas até o final de vida do veículo”, pontuou Cappellano.


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