Em Davos, Trump diz que não usará força para obter a Groenlândia, mas reforça interesse dos EUA pela ilha

Facebook
Twitter
LinkedIn
Pinterest
Pocket
WhatsApp
Em Davos, Trump diz que não usará força para obter a Groenlândia, mas reforça interesse dos EUA pela ilha


Presidente afirma que apenas os EUA têm capacidade de proteger o território ártico, critica a Otan e defende negociações imediatas com a Dinamarca



Clique aqui e escute a matéria

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a manifestar publicamente o interesse americano pela Groenlândia durante discurso no Fórum Econômico Mundial de Davos, na Suíça, nesta quarta-feira (21).

Apesar de reiterar que considera estratégica a posse da ilha para a segurança internacional, o republicano afirmou que não pretende recorrer ao uso da força para alcançar esse objetivo.

Ao falar para líderes políticos e econômicos, Trump disse que os Estados Unidos “se importam com a Europa” e justificou a afirmação destacando sua ascendência europeia.

No entanto, voltou a criticar países do continente e chegou a mencionar a possibilidade de impor tarifas progressivas a oito nações europeias em meio às tensões envolvendo a Groenlândia. Ainda assim, afirmou desejar aliados fortes. “Queremos aliados fortes, não fracos”, declarou.

‘;
window.pushAds.push({ id: “banner-300×350-area” });
}

‘;
window.pushAds.push({ id: “banner-300×250-4” });
}

Groenlândia e segurança internacional

Ao se dirigir diretamente ao secretário-geral da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), Mark Rutte, Trump afirmou que não pretende usar força militar na questão da Groenlândia.

“Tudo o que eu peço é um pedaço de gelo. Tudo o que pedimos é a Groenlândia, para a proteção do mundo”, disse. Em seguida, reforçou: “Não conseguiremos nada a menos que eu use força excessiva, mas eu não farei isso”.

Em outro momento do discurso, o presidente afirmou ter “um enorme respeito” pelo povo da Groenlândia e da Dinamarca, mas voltou a defender que a ilha é fundamental para a segurança nacional dos Estados Unidos e também para a segurança global.

Trump mencionou a Segunda Guerra Mundial ao justificar sua posição. “Lutamos para salvar a Groenlândia para a Dinamarca, mas fomos muito estúpidos e agora eles são ingratos”, afirmou, referindo-se ao território como um “pedaço de gelo”.

Segundo ele, nenhuma nação da Otan, além dos Estados Unidos, teria capacidade real de defender a Groenlândia. Ainda assim, destacou que todos os aliados da aliança têm obrigação formal de proteger seus próprios territórios.

“Só os EUA podem proteger, melhorar e desenvolver a Groenlândia”, disse, ao afirmar que pretende iniciar “imediatamente” conversas para negociar a aquisição da ilha.

Críticas à Otan e à Europa

Durante o discurso, Trump voltou a criticar a Otan, afirmando que a Europa e a aliança militar não valorizam o papel desempenhado por Washington na segurança internacional. Segundo o presidente, os Estados Unidos têm sido “tratados de maneira muito injusta”.

“Nunca recebemos nada da Otan. Pagamos por quase toda a aliança”, afirmou. Apesar das críticas, Trump disse desejar boas relações com o continente europeu. “Quero que a Europa e o Reino Unido se deem muito bem”, declarou.

As falas reforçam a estratégia de Trump de pressionar aliados europeus a ampliar seus investimentos em defesa e, ao mesmo tempo, recolocam a Groenlândia no centro do debate geopolítico, ainda que sem um compromisso formal ou definitivo por parte dos Estados Unidos.

Saiba como assistir aos Videocasts do JC


 





Source link

Facebook
Twitter
LinkedIn
Pinterest
Pocket
WhatsApp

Nunca perca uma notícia importante

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *