Priscila Lapa chama atenção para outra questão relacionada à corrupção que é o desgaste das instituições e, consequentemente, a falta de confiança
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Em 28 de outubro do ano passado, uma operação policial contra o Comando Vermelho, no Complexo da Penha, no Rio de Janeiro, resultou, em um só dia, na morte de 64 pessoas, sendo quatro policiais. Classificada como a mais letal da história, a investida foi aprovada pela população brasileira que a viu como uma reação ao crime organizado que infelicita os grandes e médios municípios. Ao mesmo tempo alertou a classe política, sobretudo candidatos a governador e a presidente, sobre a importância que a segurança pública terá na eleição deste ano. O governador do Rio, Claudio Castro, que estava em baixa nas pesquisas, viu crescer sua popularidade num piscar de olhos.
O presidente Lula lamentou as mortes mas, de imediato, cuidou de tomar providências para dar andamento à PEC da Segurança, enviando ao Rio o então ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski, para acompanhar a situação e oferecer ajuda ao estado. Não à toa, percebendo a dimensão do problema, a população, que antes só cobrava providências dos governadores que comandam as policias nos seus estados, passou a cobrar também do Governo Federal ações e responsabilidade sobre os fatos. E tudo leva a crer que o fará ainda mais na campanha eleitoral que se aproxima.
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Violência e Corrupção
A empresa de pesquisas Quaest, a única que mede, através de uma série histórica, como ressalta a cientista política pernambucana Priscila Lapa, as grandes preocupações dos brasileiros mostrava em levantamento realizado na primeira quinzena de outubro que, antes da operação, estava em 30% a preocupação da população com a Violência. Mas já em novembro o percentual subiu para 38% Depois caiu para 36% em dezembro e na pesquisa de janeiro, divulgada esta semana, estava em 31%, o mesmo índice anterior aos acontecimentos cariocas.
Já a corrupção, a terceira maior preocupação da população na mesma série histórica da Quaest – a segunda são os problemas sociais – caminhou no sentido inverso. Estava em 14% em outubro, caiu para 13% em novembro mas subiu para 15% em dezembro e chegou aos 17% em janeiro.
Se a operação do Rio teve um impacto imediato refletido na pesquisa e alertou os políticos preocupados com o que vão dizer aos eleitores, a corrupção tende a ser um tema de maior longevidade em se tratando de ano eleitoral. Isso porque daqui para a frente só tendem a avançar as investigações sobre o Escândalo do INSS que atingiu 1,6 milhões de aposentados e pensionistas dos quais foram descontados recursos indevidos por anos a fio – a fraude está na casa dos R$ 6,3 bi, segundo Lewandowski – o caso do banco Master – “ maior fraude da história bancária do Brasil” na visão do ministro Fernando Haddad, da Fazenda, cujos desvios passam dos R$ 20 bilhões, além do caso dos desvios de recursos das emendas parlamentares.
Próximos escândalos
Priscila Lapa chama atenção para outra questão relacionada à corrupção que é o desgaste das instituições e, consequentemente, a falta de confiança nas mesmas o que, na sua opinião, vem sendo mostrado de forma cotidiana por outras pesquisas : “é como se a gente sempre estivesse esperando os próximos escândalos”. Ela entende que isso agudiza a situação. – “Tudo bem, a corrupção é o tema da vez – adianta – mas quem são os atores envolvidos, as instituições que deveriam ajudar e não ajudaram ?. Tudo isso é preciso analisar no momento em que se pensa em novas estratégias”.
Na sua visão a violência tende a continuar como tema principal de preocupação dos cidadãos mas “como as pesquisas são retrato de um momento é natural que a corrupção cresça em importância no momento em que é tema da mídia tradicional e das redes sociais.”
Trocando em miúdos
A pesquisa Quaest analisa mensalmente a percepção dos brasileiros sobre temas como violência, problemas sociais, corrupção, economia, saúde e educação. Em janeiro preocupação com a violência teve percentual de 31%; os problemas sociais atingiram 18%; a corrupção 17% ; a economia 12%; a saúde 11% e a educação 6%. Por região, o Nordeste alcançou o maior percentual de preocupação com a violência chegando aos 38% e o menor com a corrupção que foi de 10%. Já no Sul a violência atingiu 24% e a corrupção 28%.
No espectro ideológico também foram observadas diferenças significativas. A pesquisa mediu a opinião dos entrevistados que se intitularam lulistas e para estes a preocupação com a violência foi a 37% mas com a corrupção foi de apenas 5%; já a esquerda não lulista pontuou a violência com 23% e a corrupção com 12%. Os eleitores independentes mostraram a violência atingindo 28% de suas preocupações e a corrupção 18%. A direita não bolsonarista chegou aos 29% em relação à violência e 24% à corrupção, os bolsonaristas foram aos 36% de preocupação com a violência e 24% com a corrupção.
Tem opinião para todos os gostos dos que desejam falar a grupos específicos na eleição que se aproxima.

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