Mapa exclusivo do JC detalha como prefeitos e partidos se dividem entre Raquel Lyra e João Campos, a um ano das eleições de 2026 em Pernambuco
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As eleições de 2026 ainda não começaram oficialmente, mas o tabuleiro político de Pernambuco já se movimenta intensamente. Neste sábado (4), exatamente um ano antes do pleito, o JC apresenta um mapa exclusivo que mostra, município por município, como prefeitos e partidos se dividem, em uma prévia das forças que devem moldar a disputa pelo Governo do Estado.
É natural associar as eleições ao ano em que elas acontecem e ao período eleitoral, afinal lá estão as convenções partidárias, as campanhas de rua, rádio, televisão, debates. No entanto, o ano anterior à eleição tem igual – ou até maior – importância, onde são realizadas as costuras políticas que culminam nas chapas que vão disputar o pleito.
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Ainda não há candidaturas formalizadas neste período, mas diversos atores políticos já apontam que a disputa em Pernambuco será travada entre a atual governadora Raquel Lyra (PSD), que disputará a reeleição, e o prefeito do Recife João Campos (PSB). Pesquisas preliminares apontam o pessebista à frente da chefe do Executivo Estadual.
Os dois grupos políticos têm protagonizado embates ao longo de 2025. Um exemplo claro é a Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe), onde a oposição – de boa parte ligada ao gestor recifense – tem sido bastante combativa ao governo Raquel Lyra. Os governistas, por sua vez, apontam que os oposicionistas antecipam o pleito estadual na Casa. Seja como for, é um espelho do que se avizinha em Pernambuco.
Prefeituras como peça-chave para 2026
A disputa entre os deputados estaduais faz ainda mais sentido ao analisar a distribuição dos apoios nas prefeituras, elemento-chave nas construções das chapas.
Para o cientista político Antônio Henrique Lucena, o apoio dos prefeitos é “fundamental” na eleição para o Governo, mas ressalta que não há relação de causalidade. Ou seja, não necessariamente vence quem tem o maior número de prefeitos.
“Contar com o apoio de prefeitos é fundamental. Eles, junto com os vereadores, possuem um grau de capilaridade muito maior na população, que fazem com que você consiga extrair muito mais votos. Geralmente vereadores e prefeitos possuem uma base mais consolidada e conseguem converter esse apoio”, afirmou.
No levantamento feito pelo JC, dos 184 prefeitos pernambucanos, 130 são de partidos da base da governadora Raquel Lyra, enquanto 54 são de legendas da base de João Campos, mas alguns já declararam divergência com as siglas. Até aqui, 59 prefeitos já declararam seus apoios em 2026. Confira os números abaixo:
Prefeitos por base dos partidos
- Prefeitos de partidos da base de Raquel Lyra: 130
- Prefeitos de partidos da base de João Campos: 54
- Prefeitos de partidos que não estão nas bases de Raquel ou João: 0
Prefeitos com apoio declarado
- Prefeitos com apoio declarado a Raquel Lyra: 30
- Prefeitos com apoio declarado a João Campos: 29
- Prefeitos sem apoio declarado: 125
Confira o mapa completo abaixo
Cientista político vê Sertão “decisivo” para João Campos e Agreste como reduto forte de Raquel Lyra
Para o cientista político Antônio Lucena, a distribuição atual dos apoios em Pernambuco aponta Raquel Lyra com força no Agreste, região onde apresenta “foco bastante relevante”, por ter sido prefeita de Caruaru por dois mandatos.
João, por sua vez, não tem a predominância na vizinhança da Região Metropolitana, mas conta com a força histórica do PSB para interiorizar seu nome. Segundo Antônio Lucena, o pessebista pode ter um cenário “decisivo” no Sertão.
“Eu vejo o Agreste sendo bastante relevante e o Sertão. O Sertão pode ser mais decisivo para João Campos do que para Raquel Lyra. O Agreste, onde Raquel tem um foco bastante relevante e tem vários apoios, João precisaria utilizar o poder que o PSB tem, principalmente das suas prefeituras, para converter em voto”, analisou.
No entanto, uma eventual disputa entre Raquel Lyra e João Campos traz consigo a diferença do tamanho dos cargos ocupados por cada um e as devidas responsabilidades, em suas proporções, bem como as suas avaliações.
“João tem uma desvantagem em relação a Raquel Lyra pelo cargo, por ser prefeito do Recife e ela, governadora de Pernambuco. Então há essa dificuldade pelo uso, por parte de Raquel, da máquina pública, das entregas pelo Estado. Mas João tem viajado ao interior para conseguir uma quantidade maior de apoios”, disse Antônio Lucena.
Ainda de acordo com Antônio Lucena, apesar da diferença dos cargos, a desaprovação ao governo Raquel Lyra é um “ativo importante” para João Campos, que lidera pesquisas. O cientista político lembra, no entanto, que o eleitor é “transitivo” e pode mudar o voto a qualquer momento.
“Mas ele possui um ativo muito importante: a desaprovação da atual governadora. Como ele é um prefeito bem avaliado e carismático e que consegue converter votos, além da liderança em pesquisas, isso contribui para uma possibilidade de vitória. Mas claro, o eleitor é transitivo e pode mudar de pensamento a qualquer hora”, explicou.
Com um ano pela frente, o mapa político de Pernambuco segue em construção. A disputa entre Raquel Lyra e João Campos deve se intensificar nos próximos meses, à medida que prefeitos e partidos definirem, de forma mais clara, para onde vão pender suas forças em 2026.
Saiba como assistir aos Videocasts do JC

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