A recuperação da Argentina pode ampliar exportações e turismo em Pernambuco, caso Milei consiga estabilizar a economia com sua agenda liberal.
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A vitória de Javier Milei nas eleições legislativas da Argentina representa mais do que um respiro político para o presidente. Ela pode ser o ponto de inflexão de um processo econômico que, se bem-sucedido, atravessa as fronteiras e alcança, acredite, até Pernambuco.
A economia argentina tem uma ligação profunda com o Nordeste brasileiro, e o estado pernambucano é hoje um dos principais exportadores da região para os hermanos. Uma melhora sustentada do mercado argentino interessa aos pernambucanos. Para isso, é importante que as reformas de Milei avancem.
A despeito das posições ideológicas e intelectualmente limitadas de muitos, o fato é que Milei dar certo pode ser muito bom para o Brasil e para os pernambucanos.
Reformas e resistências
Desde que assumiu o governo há cerca de dois anos, Javier Milei, do partido La Libertad Avanza (LLA), tenta conduzir um programa econômico radical para resgatar a Argentina do colapso. A inflação altíssima, o empobrecimento da população e o desequilíbrio fiscal crônico criaram um país travado, incapaz de gerar confiança em investidores e de estabilizar o poder de compra dos cidadãos. Sua estratégia tem sido um ajuste fiscal severo, com corte profundo de gastos e contenção de salários e aposentadorias. Analistas econômicos veem nesse modelo uma tentativa semelhante ao Plano Real brasileiro, que estabilizou o Brasil na década de 1990.
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O desafio de Milei não é apenas técnico, mas político. Congelar salários e limitar gastos em um país com histórico de sucesso no populismo econômico é uma tarefa impopular e, por isso, quase suicida. Mesmo com alguns avanços na inflação, o povo sente o peso do empobrecimento e reage com descontentamento.
O próprio Milei reconheceu que o caminho seria doloroso e longo, ao dizer que as condições piorariam antes de melhorar. Até aqui, o que o manteve de pé foi a promessa de uma mudança estrutural que ainda não se completou, exatamente por não ter apoio no Congresso.
Virada política
As eleições legislativas de meio de mandato eram vitais para garantir sobrevida política ao governo. Antes do pleito, o partido La Libertad Avanza tinha uma presença quase simbólica no Legislativo, incapaz de aprovar reformas e constantemente derrotado pela maioria peronista, ligada a Alberto Fernández e Cristina Kirchner.
Com a nova votação, Milei conquistou cerca de 40% das cadeiras em disputa, superando todas as projeções negativas. Isso não lhe garante maioria, mas assegura o poder de bloquear projetos que inviabilizem sua agenda econômica. Foi uma virada estratégica e simbólica, pois muda a relação de forças e o coloca em condições de governar com mais estabilidade.
A conquista de um terço das cadeiras em jogo garante ao presidente um escudo contra as tentativas da oposição de desidratar suas medidas. A partir de agora, Milei passa a ter condições de implantar, ao menos parcialmente, o programa que prometeu. Isso não significa que a Argentina esteja fora do risco, mas que o governo pode iniciar uma nova fase, menos defensiva e mais propositiva.
A batalha contra a inflação e o desequilíbrio fiscal não será vencida rapidamente, mas a vitória eleitoral devolve ao governo o capital político que faltava para insistir nas reformas.
Impacto em Pernambuco
A melhora da economia argentina interessa diretamente a Pernambuco. O estado tem na Argentina o principal destino de suas exportações, com destaque para produtos industrializados e derivados do setor automotivo e energético. Uma Argentina com mais consumo e estabilidade representa novos contratos, fôlego para indústrias locais e aumento na arrecadação. Além disso, o turismo também pode se beneficiar. Os argentinos estão entre os visitantes estrangeiros mais frequentes em Pernambuco e costumam impulsionar o setor hoteleiro nas temporadas de verão. Com o peso mais valorizado e o retorno do poder de compra, esse fluxo tende a crescer.
O resultado político de Milei abre uma janela de esperança. Se conseguir traduzir estabilidade em crescimento, o impacto se refletirá não apenas nas contas da Argentina, mas também nas relações comerciais com o Nordeste brasileiro. Pernambuco incluso.
JCPM
A entrevista com o empresário João Carlos Paes Mendonça no Passando a Limpo, da Rádio Jornal, estava programada para durar uma hora, mas acabou avançando para uma hora e meia. Não fosse a limitação do horário, poderia se estender pelo resto do dia. O presidente do grupo JCPM, aos 87 anos, parece estar tão disposto a trabalhar e a falar sobre o trabalho, sobre o Nordeste e sobre o país do jeito que sempre esteve ao longo das últimas décadas.
Política I
Na conversa, ele falou muito de política e mandou recados muito diretos sem precisar citar o nome de ninguém. Reclamou do patrimonialismo de gestores públicos atuais, da incapacidade que eles têm de trabalhar pelo povo, enquanto constroem projetos pessoais de poder. Apontou para políticos que vendem melhorias sociais, estiveram no poder por muitos anos e nunca se viu os indicadores sociais melhorarem.
Política II
João Carlos Paes Mendonça ainda aproveitou para explicar porque nunca entrou para a política, tendo até recusado um convite para ser candidato a governador, anos atrás. “Eu sei tratar com pessoas, sei tratar com clientes, mas não sei tratar com eleitor”, afirmou.



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