Perda de quase R$ 20 bilhões e mais de 100 mil empregos: eis os efeitos da sobretaxa de importação dos EUA para o Brasil, segundo primeiros estudos
JC
Publicado em 12/07/2025 às 0:00
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Após o impacto político de uma decisão que mistura estratégia eleitoral com o ataque ao interesse coletivo de outro país, começam a ser esboçados os efeitos econômicos e sociais em decorrência da alta generalizada na taxa de importação em 50% nos Estados Unidos, sobre produtos brasileiros. Numa primeira projeção sistematizada, em estudo realizado pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), estima-se que, ao final do primeiro ano, as perdas acumuladas no Brasil alcancem 0,16% do Produto Interno Bruto (PIB), somando R$ 19,2 bilhões, junto com a redução de 110 mil postos de trabalho. Para uma nação que patina para ganhar escala no crescimento econômico sustentado, de maneira a superar a histórica desigualdade e melhorar a qualidade de vida da população, a chantagem política explícita de Donald Trump é um golpe na economia do Brasil, com repercussões sociais marcantes.
Os números do cenário projetado pelo Centro de Desenvolvimento e Planejamento Regional (Cedeplar) da UFMG representam o primeiro exercício relativo ao horizonte de problemas que podem ser desencadeados a partir das novas tarifas de comércio entre os dois países. O exercício é importante para se dimensionar os prejuízos causados pela visão estreita e deturpada de um presidente da República que afronta a tradição liberal, política e economicamente, da nação que representa. Ocupante da Casa Branca pela segunda vez, Donald Trump escolheu as tarifas de importação para enviar mensagens políticas para o mundo, sem fazer a menor questão de ponderar as consequências da desestabilização do mercado global, para os norte-americanos e outros povos. Pois se os prejuízos diretos recaem sobre as nações “punidas” com a nova política tarifária, mais supremacista do que de reciprocidade, é difícil imaginar que a economia dos EUA fique livre dos efeitos colaterais da insensatez e do desequilíbrio de Trump.
De acordo com a Cedesplar, a maior parte dos empregos perdidos no Brasil seria do setor agropecuário, com 40 mil postos de trabalho a menos. Em seguida viriam o comércio, com menos 31 mil, e a indústria, com menos 26 mil pessoas empregadas. Do ponto de vista geográfico, os estados mais afetados com prejuízos econômicos seriam os do Sudeste e do Sul, principalmente São Paulo, Rio Grande do Sul, Paraná, Santa Catarina e Minas Gerais. Na simulação geral para o que pode acontecer depois de 1º de agosto, quando as novas tarifas entram em vigor, o tarifaço ainda traz a expectativa de perdas na economia global, da ordem de quase 100 bilhões de dólares no PIB Mundial, e quase 500 bilhões de dólares no comércio internacional. Antes de “fazer a América grande”, Donald Trump terá que encolher o mercado global, sem qualquer garantia de ganhos para os norte-americanos.
Na medida em que se eleva, dentro dos Estados Unidos, inclusive no Congresso, o tom contra o tarifaço, logo em seguida às medidas consideradas como extorsão ao Brasil, por parlamentares dos EUA, é chegado o momento de as instituições brasileiras se moverem para além do repúdio à sobretaxa chantagista imposta por Trump. A defesa da economia também faz parte da valorização da democracia, que não se submete a tentativas de extorsão.


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