Confronto de gangues uniformizadas em várias cidades do Brasil evidencia problemas estruturais que demandam política de segurança permanente
Publicado em 11/02/2025 às 0:00
| Atualizado em 11/02/2025 às 6:50
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As cenas de terrorismo e guerra civil que foram vistas no Recife, no último clássico entre o Santa Cruz e o Sport, têm sido comuns em diversas partes do Brasil. Bandidos travestidos de torcedores aproveitam a condescendência dos clubes e dos gestores de segurança pública em relação às partidas de futebol, para se infiltrar na disputa esportiva com a mesma lógica beligerante dos confrontos de facções do tráfico de drogas.
Como a regra da reação dos governos e das instituições acompanha o costume nacional de mostrar respostas para o público depois que o problema acontece, sem prolongar as abordagens diante da necessidade que a questão merece, a violência não diminui, e se repete, a cada ano, como se fosse um fenômeno natural relacionado às mudanças climáticas. Mas a violência que gera insegurança nos cidadãos brasileiros não pode mais ser naturalizada.
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A impressão que dá para a população é de vulnerabilidade do poder público, da Justiça e das polícias perante a vontade de baderna e o desejo de sangue de integrantes das torcidas organizadas. Nos últimos dias, a violência voltou a se alastrar no entorno dos estádios em Belo Horizonte, com gangues uniformizadas do Atlético e do Cruzeiro, e em Fortaleza, entre meliantes do Fortaleza e do Ceará, num confronto que resultou em 82 pessoas presas. A escalada violenta se atrela aos clássicos estaduais, mas também já foi registrada em disputas regionais, e até continentais, em jogos decisivos da Libertadores, por exemplo.
Para o fundador do Juizado do Torcedor, Ailton Alfredo de Souza, em entrevista para a Rádio Jornal, as ações pontuais trazem baixa consequência diante do tamanho do problema.
Mencionando países que lidaram e resolveram a questão, o juiz aposentado do TJPE disse que há necessidade de uma política permanente de segurança para combater a violência das torcidas no Brasil. “O que defendemos há anos é que haja uma política de Estado voltada para o futebol. Não adianta buscar culpados apenas no governo, porque temos falhado todos: como Estado e como sociedade”, afirmou, ampliando o arco de responsabilidades, em visão voltada para a solução que interessa a todos.
E falando em responsabilidade, Ailton de Souza chama atenção para a importância da responsabilização individual pelos atos cometidos, que vão, nos diversos casos, de agressões e tentativas de homicídio à depredação do patrimônio público ou privado. “Quando eclode o fenômeno, é preciso identificar e punir cada envolvido de acordo com a sua participação. Quem cometeu tentativa de homicídio, por exemplo, deve responder por tentativa de homicídio. A resposta tem que ser juridicamente possível e operacionalmente viável. Cada um deve responder conforme a gravidade da sua conduta”, defende. O planejamento da segurança, antes da violência consumada, deve ser feita ao longo de todo o ano, como política preventiva para a população, e até levando em conta o futebol como atividade de negócio que envolve milhões de consumidores.
A tática da segurança permanente, se adotada, pode assegurar a paz dentro e fora dos estádios, até em dias de clássicos.
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