Aniversário das duas cidades põe a identidade pernambucana em alta e suscita reflexões acerca do desenvolvimento urbano e metropolitano
Publicado em 12/03/2025 às 0:00
| Atualizado em 12/03/2025 às 6:38
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Do Alto da Sé ao Marco Zero, a paisagem que evoca o turismo no Carnaval que passou é a mesma que atiça o sentimento de identificação dos pernambucanos de Olinda e do Recife com as duas cidades. A celebração conjunta do aniversário, com marcos distintos da passagem do tempo em quase cinco séculos, recorda a história compartilhada dos municípios no desenvolvimento não apenas do estado, como da região e do país.
A festa dupla é tradicional, reunindo passagens dessa trajetória, elevando a pernambucanidade – mas também abrindo a oportunidade para reflexões sobre o crescimento urbano e metropolitano, sobretudo desde o século passado.
Nessa perspectiva, cabe ressaltar a importância da cultura e suas manifestações artísticas diversas, aproveitadas nos momentos de festa, como o desta quarta-feira. No Recife, o frevo convida à dança, a gastronomia é distribuída em fatias de bolo, a literatura e a fotografia se aliam para chamar os cidadãos à biblioteca, e a Orquestra Sinfônica municipal se apresenta gratuitamente no charmoso e cultuado Teatro de Santa Isabel.
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Em Olinda, o dia tem início voltado para a religiosidade, numa das igrejas que compõem o cenário do patrimônio da humanidade, a Catedral da Sé. Na sequência, blocos carnavalescos famosos reaparecem nas ruas poucos dias após o encerramento dos festejos de Momo, além de um cortejo cultural com palhaços e brincantes, e do lançamento de um filme documentário no Largo do Mosteiro de São Bento. Variados ritmos musicais estarão presentes em shows no Largo da Prefeitura.
A ênfase nos traços culturais no dia do aniversário duplo é sintomática do valor que fazeres e saberes artísticos possuem para a população das duas cidades. A percepção correta dos gestores públicos, ao colocarem a arte em evidência no 12 de março, poderia servir de guia para um melhor aproveitamento dos potenciais criativos, e da indústria criativa, de olindenses e recifenses.
Pois por melhores que sejam as boas intenções dos governantes municipais, faltam incentivos para que o desenvolvimento econômico e social dos cidadãos espelhe mais a tradição cultural e as capacidades inovadoras que estão na vocação dos pernambucanos, em especial, presentes na formação de Olinda e do Recife.
A herança colonial se confunde com uma atualidade de desafios persistentes, sobretudo na questão social: é infame a quantidade de gente que não vive com dignidade, nos dois municípios. O que o futuro reserva às chamadas cidades-irmãs depende, em larga medida, da articulação do poder público em prol da coletividade que se espalha na Região Metropolitana em que Olinda e Recife se integram.
Quanto maior for o compromisso com o bem público, melhor será a compreensão da necessidade da abordagem conjunta de problemas que não se separam por limites municipais. E assim como no aniversário, a junção de cidades para uma gestão eficiente deve prosperar em Pernambuco, na perspectiva de um horizonte tão belo quanto as visões descortinadas no Alto da Sé, ou no Marco Zero.
Confira a charge do JC desta quarta-feira (12)

12 de Março: Aniversário de Olinda e Recife – Thiago Lucas

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