Posse Gleisi Hoffmann (PT) no Ministério das Relações Institucionais cria uma enorme expectativa sobre rumos do governo Lula de agora em diante.
Publicado em 10/03/2025 às 0:00
| Atualizado em 10/03/2025 às 6:51
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Fosse outro representante do leque de apoio político ao governo, a chegada de um novo ministro das Relações Institucionais não causaria tanto alvoroço. Mas desde que o nome da deputada Gleisi Hoffmann foi anunciado, não se fala de outra coisa. E não é para menos.
Desde o início deste terceiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), a ex-presidente do Partido dos Trabalhadores especializou-se em criticar a política econômica do Planalto, conduzida pelo colega de partido Fernando Haddad.
Aliás, é no Palácio do Planalto, onde despacha o presidente, que também despachará a ministra Gleisi a partir de hoje, quando toma posse, em Brasília.
Gleisi é uma brava guerreira em favor das causas mais radicais à esquerda, em um governo que não vai para lugar nenhum sem o apoio da centro-direita no Congresso Nacional e no seu próprio ministério. Mas o que preocupa, mesmo, é o alvo especial destinado exatamente ao ministro da Economia, Fernando Haddad, de onde pode vir os maiores erros e acertos de qualquer governo.
Com poucos amigos, inclusive dentro do seu partido, não se sabe ao certo as razões pelas quais o presidente da República convidou a deputada do PT do Paraná para o cargo de ministra palaciana. O fato é que ela substituirá o ministro Alexandre Padilha, também do PT, que assume o Ministério da Saúde, onde a gestão da socióloga Nísia Trindade não resistiu a críticas de gregos e troianos. Uma das razões para a ascensão de Gleisi seria seus méritos na articulação política da campanha vitoriosa de Lula em 2022.
Vivendo um momento difícil, com avaliação em baixa inclusive em regiões como o Nordeste, está claro que o presidente Lula fez uma aposta alta ao escolher Gleisi Hoffmann.
Caso ela não mude – e alguns apostam nessa mudança – a chegada da ministra ao Planalto sinaliza um período de embates dentro do próprio governo, com petardos vindos do Palácio em direção à equipe econômica. Então, o que já não estava bom pode piorar muito. Evidentemente, não é isso que o país espera.
Sem o mínimo de estabilidade e de capacidade de relacionamento estável com o Congresso e com a sociedade – funções da nova ministra – o governo não ganha e o país perde. A não ser que seja fato o que se comenta em Brasília, segundo relatos de membros do Centrão, trazidos pelo jornal o Estado de São Paulo: que a escolha de Gleisi se deu porque o presidente Lula está vendo que “quem não debandou, vai debandar”. Ai, de fato, equivale dizer que a campanha pela reeleição estaria nas ruas e caminharíamos, sem dúvida, para um salve-se quem puder. É tudo o que não precisamos.

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