O desespero da equipe de governo com os alimentos seria menor, caso eles estivessem ouvindo a equipe econômica e não discutindo a ideologia dos anjos.
Publicado em 24/01/2025 às 20:00
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No espaço de 48h, o ministro da Casa Civil, Rui Costa (PT), deu duas demonstrações importantes sobre o que acontece no Palácio do Planalto por esses dias. Primeiro cometeu um ato falho ao falar em intervenção nos preços dos alimentos e deixou o país de cabelo em pé.
Entendeu-se que ele pretendia controlar preços como fez Sarney nos anos 1980 tentando conter a inflação. Na época foi efetivamente desastroso. Hoje com um cenário completamente diferente e a economia mais atrelada às variações cambiais, algo naquele formato seria menos efetivo e ainda mais desastroso.
Anjos
Essa primeira demonstração, com ato falho e tudo, diz respeito ao ambiente mental do Palácio e do governo Lula. Ativou-se o modo “mão na cabeça” dentro da equipe de gestão. Isso poderia ter sido antecipado e o desespero seria menor, caso eles estivessem ouvindo a equipe econômica e não discutindo a ideologia dos anjos.
A real
Não é segredo para ninguém que a equipe de governo, fortalecida por integrantes enciumados do PT, vive criando barreiras políticas para a equipe econômica, liderada pelo ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT). Com a mudança da comunicação, parece que um agente externo jogou o núcleo palaciano à realidade. Comunicação depende de dados para criar estratégias. Quando esses dados foram chegando, a urgência da falta de renda dos brasileiros e a dificuldade para fechar as contas no fim do mês formaram um diagnóstico do que trava a popularidade do governo.
Não que seja uma grande descoberta, porque a imprensa está avisando sobre isso faz tempo. Aqui no Jornal do Commercio já tratamos do assunto exaustivamente. O problema do Brasil não é o desemprego e nem a taxa de crescimento bruto, mas o descontrole fiscal. O desemprego está em um dos seus menores índices históricos, mas a renda das pessoas está baixa. De nada adianta estar empregado e não conseguir fazer a feira no supermercado. De nada adianta ter um salário e ele não ser suficiente para o básico. Nos últimos dois anos, enquanto Haddad tentava explicar que era necessário economizar porque as contas poderiam sair do controle, a equipe do governo o rebatia dizendo que era preciso gastar para aquecer a economia e melhorar a popularidade.
Perdeu-se uma chance administrativa e política incrível. Nos últimos 24 meses, mesmo após uma vitória apertada e pouco convincente, Lula viu seu único adversário potencial ser massacrado pela Justiça e pela opinião pública. Bolsonaro ficou inelegível e corre grande risco de ser preso, perdeu apoio e se ainda não é um fantasma do que já foi é porque ainda sustenta a ideia de ser o único capaz de parar o petismo.
Nesse cenário, o governo teve a chance de, ainda longe da eleição de 2026, tomar medidas que pudessem sanear as contas públicas e chegar neste período com uma situação muito mais confortável. Aproveitava-se o enfraquecimento da oposição para as medidas amargas necessárias. Ao invés disso, ampliaram os programas sociais e os gastos, esquecendo uma lição daquelas de “avô para neto”: a primeira coisa a fazer antes de encher uma bolsa é olhar se ela tem fundo.
Mas eu falava que eram duas as demonstrações recentes do que acontece hoje no governo Lula. A primeira foi essa do ambiente de urgência que tomou conta do Planalto com a percepção de que a renda é o grande problema do brasileiro e distribuir dinheiro não adianta. A segunda tem a ver diretamente com a comunicação. Escolados pela repercussão caótica e trágica que teve a história do PIX taxado, o discurso dos integrantes do Planalto ficou mais direto e claro. Finalmente. Após dizer que faria “intervenção” no preço dos alimentos e perceber a bobagem, Rui Costa corrigiu dizendo assim: “Quero reafirmar taxativamente que nenhuma medida heterodoxa será adotada. Não haverá congelamento de preço, tabelamento nem ‘fiscal do Lula’”. Mais direto, impossível.
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