No ano, a moeda americana cai 5,84% em relação ao real, que apresenta o melhor desempenho entre moedas latino-americanas no período
Notícia
É o fato ou acontecimento de interesse jornalístico. Pode ser uma informação nova ou recente. Também
diz respeito a uma novidade de uma situação já conhecida.
Artigo
Texto predominantemente opinativo. Expressa a visão do autor, mas não necessariamente a opinião do
jornal. Pode ser escrito por jornalistas ou especialistas de áreas diversas.
Investigativa
Reportagem que traz à tona fatos ou episódios desconhecidos, com forte teor de denúncia. Exige
técnicas e recursos específicos.
Content Commerce
Conteúdo editorial que oferece ao leitor ambiente de compras.
Análise
É a interpretação da notícia, levando em consideração informações que vão além dos fatos narrados.
Faz uso de dados, traz desdobramentos e projeções de cenário, assim como contextos passados.
Editorial
Texto analítico que traduz a posição oficial do veículo em relação aos fatos abordados.
Patrocinada
É a matéria institucional, que aborda assunto de interesse da empresa que patrocina a reportagem.
Checagem de fatos
Conteúdo que faz a verificação da veracidade e da autencidade de uma informação ou fato divulgado.
Contexto
É a matéria que traz subsídios, dados históricos e informações relevantes para ajudar a entender um
fato ou notícia.
Especial
Reportagem de fôlego, que aborda, de forma aprofundada, vários aspectos e desdobramentos de um
determinado assunto. Traz dados, estatísticas, contexto histórico, além de histórias de personagens
que são afetados ou têm relação direta com o tema abordado.
Entrevista
Abordagem sobre determinado assunto, em que o tema é apresentado em formato de perguntas e
respostas. Outra forma de publicar a entrevista é por meio de tópicos, com a resposta do
entrevistado reproduzida entre aspas.
Crítica
Texto com análise detalhada e de caráter opinativo a respeito de produtos, serviços e produções
artísticas, nas mais diversas áreas, como literatura, música, cinema e artes visuais.
Clique aqui e escute a matéria
O dólar abriu a semana em leve queda no mercado doméstico, em linha com a desvalorização da moeda americana no exterior. Apesar de Donald Trump anunciar, no fim de semana, elevação de tarifas globais de 10% para 15%, a leitura é que a nova configuração da política comercial americana, após a Suprema Corte dos EUA decidir pela ilegalidade das chamadas tarifas recíprocas, é favorável ao Brasil.
Fora uma alta pontual no começo dos negócios, quando tocou máxima a R$ 5,1908, o dólar operou em baixa no restante do dia. Pela manhã, a taxa de câmbio rompeu o piso de R$ 5,15 e desceu até a mínima de R$ 5,1398. Com a virada do petróleo para o campo negativo e a diminuição das perdas da moeda americana lá fora, a divisa reduziu o ritmo de baixa e passou a tarde rondando os R$ 5,16.
No fim dos negócios, o dólar à vista recuava 0,14%, a R$ 5,1686, mais uma vez no menor valor de fechamento desde 28 de maio de 2024 (R$ 5,1540). Foi o terceiro pregão consecutivo de desvalorização da divisa, que já acumula baixa de 1,51% em fevereiro, após recuo de 4,40% em janeiro. No ano, a moeda americana cai 5,84% em relação ao real, que apresenta o melhor desempenho entre moedas latino-americanas no período.
Para o economista-chefe para a América Latina da Pantheon Macroeconomics, Andres Abadia, o mercado de câmbio global é marcado pelo enfraquecimento da moeda americana, o que beneficia sobretudo, divisas emergentes de países com juros altos, como as da América Latina.
“Com taxas de juros reais elevadas e um mercado profundo e líquido, o real se beneficiou mais que seus pares”, afirma Abadia, para quem a derrubada do tarifaço pela Suprema Corte dos EUA é favorável na margem à moeda brasileira. “Setores que enfrentavam tarifa de 50% ganham competitividade com taxa global de 15%. Isso reduz a pressão sobre os exportadores brasileiros e fortalece ligeiramente a posição externa do Brasil”.
Referência do desempenho do dólar em relação a uma cesta de seis moedas fortes, com destaque para o euro e o iene, o índice DXY operou em queda ao longo do dia e recuava cerca de 0,10% no fim da tarde, ao redor dos 97,700 pontos, após mínima aos 97,355 pontos.
No ano, o Dollar Index acumula queda superior a 0,60%. As taxas dos Treasuries recuaram em bloco, com queda de mais de 1,5% do yield dos papéis de 10 anos, enquanto as bolsas em NY recuaram mais de 1% – sintomas de redução de posições em ativos de risco.
O economista-chefe da WHG, Fernando Fenolio, afirma que há um debate intenso nos EUA sobre a possibilidade de impactos deflacionários mais acelerados com o avanço da inteligência artificial, o que leva a uma queda das taxas de juros americanas.
“Há a perspectiva de que a inteligência artificial afete vários mercados, o que pode levar a aumento do desemprego e desaceleração do PIB”, afirma Fenolio. “Com essa discussão, os juros americanos fecham e o dólar perde valor, o que beneficia o real”.
Fenolio observa que a queda do tarifaço e a imposição de tarifas de no máximo 15% também é favorável ao Brasil, que sofria com alíquotas mais elevadas. Ele argumenta que os EUA já não tem como pressionar o país com aumento de taxas, já que o teto agora é de 15%.
“O Brasil ganhou um pouco nas negociações, o que é positivo também para o real”, afirma o economista-chefe da WHG, que calcula o valor justo da taxa de câmbio em R$ 4,90. “O real ainda está um pouco depreciado em relação ao valor justo. Mas o dólar pode cair até R$ 4,70 ou R$ 4,50. Vamos, então dizer, que o real ficou ‘caro'”.
A 4intelligence chama a atenção para o anúncio do Banco Central, na sexta-feira, de que vai iniciar a rolagem dos contratos de swap cambial que vencem no próximo em 1 de abril. A consultoria observa que a comunicação indica que o estoque que vence em 2 de março pode não ser rolado de forma integral.
Até sexta-feira, o BC ofereceu 725 mil contratos de swap tradicional, abaixo do resgate previsto, de 750 mil contratos. Isso levou a uma redução de US$ 1,25 bilhão no estoque de swap cambial, para US$ 98,75 bilhões.
“Neste ano, o BC já resgatou liquidamente US$ 1,4 bilhão. Provavelmente, o fluxo cambial positivo observado neste ano, a melhora na percepção de risco soberano e a continuidade do enfraquecimento do dólar frente ao real resultaram numa menor demanda por hedge junto ao BC”, afirma a 4intelligence, em nota.

/catracalivre.com.br/wp-content/uploads/2026/03/creation-2582298724.png?w=300&resize=300,300&ssl=1)




/catracalivre.com.br/wp-content/uploads/2026/03/creation-2582376787.png?w=300&resize=300,300&ssl=1)



/catracalivre.com.br/wp-content/uploads/2026/03/creation-2582571641.png?w=300&resize=300,300&ssl=1)


/catracalivre.com.br/wp-content/uploads/2026/03/creation-2582298724.png?w=150&resize=150,150&ssl=1)



