Mortes provocadas pela arbovirose do mosquito Aedes aegypti no Brasil, em 2024, foram em número maior do que a soma dos oito anos anteriores
Publicado em 24/12/2024 às 0:00
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Há um avanço importante no risco de se contrair a dengue, quando se compara a quantidade de vítimas fatais da doença, em território brasileiro, este ano, com os anos anteriores. Um avanço preocupante: enquanto foram quase seis mil mortos apenas em 2024, no período que vai de 2016 a 2023, a soma chega a menos de cinco mil. O levantamento é do jornal Folha de S. Paulo, com base em dados oficiais do Datasus – o departamento de informações do Sistema Único de Saúde, vinculado ao governo federal – até o início de dezembro.
Se o período em análise for um pouco mais longo, os óbitos deste ano – até dezembro – representam quase a metade do total registrado desde 2014, pouco mais de 12 mil. Há probabilidade de o Brasil contar cerca de 8 mil mortos por dengue, em um ano, até o fim de dezembro. Na incidência para cada 100 mil habitantes em 2024, as mortes chegam a 15 por 100 mil no Distrito Federal, 6 por 100 mil no Paraná, e 5 por 100 mil em Goiás e Minas Gerais. São Paulo teve quase 2 mil vítimas fatais, mas o índice é de 4 para cada 100 mil habitantes.
Em relação à quantidade de casos prováveis, os 6,4 milhões de 2024 até agora superam os 6,2 milhões anotados nos últimos seis anos, e quase 40% dos 16 milhões em uma década. Os números são alarmantes, do ponto de vista do monitoramento da arbovirose no país e nas Américas, onde a dengue tem crescido bastante. E precisam servir para dar às autoridades sanitárias, bem como à população, o sentido de urgência para a reversão da tendência, a partir da adoção de medidas preventivas conhecidas há muito tempo. Mas que não têm sido aplicadas na medida necessária para conter a disseminação através dos mosquitos.
No mês de março, para cada 100 mil brasileiros, 800 estavam infectados – taxa que passou de 9 mil no Distrito Federal, este ano. Como a subnotificação está por trás dos registros oficiais, a estimativa é que pelo menos 30 milhões de pessoas tenham desenvolvido a enfermidade no país em 2024, de acordo com Antônio Carlos Bandeira, da Sociedade Brasileira de Infectologia. Para ele, “o investimento na pesquisa de novas drogas para dengue tem sido negligenciado. E a gente precisa porque, especialmente naqueles pacientes que evoluem com a doença mais grave, ter medicamento para inibir a replicação do vírus é importante”.
O Brasil oferece ao mosquito que transmite o vírus da dengue um ambiente propício à multiplicação, com baixa cobertura de saneamento básico, e um vasto território exposto aos fenômenos intensos das mudanças climáticas, como as altas temperaturas e as chuvas torrenciais que acumulam água para a proliferação do Aedes aegypti. Para impedir um quadro em 2025 ainda pior, a estrutura de saneamento deve melhorar, as pesquisas em medicamentos, aumentar, mas sobretudo: as ações de prevenção precisam encontrar eco na população, sob a orientação dos governos em todos os níveis, do Ministério da Saúde às prefeituras. Um mosquito está derrotando uma nação inteira – de novo.
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