Documentos e gravações indicam que ex-juiz usou delatores para monitorar autoridades fora do alcance legal; informação é de colunista do UOL
JC
Publicado em 17/12/2025 às 11:39
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A Polícia Federal encontrou documentos e gravações que indicam que o ex-juiz Sergio Moro teria usado delatores para grampear autoridades com foro privilegiado no Paraná, incluindo o presidente do Tribunal de Contas do Estado (TCE-PR) e desembargadores do TRF-4. A informação é exclusiva da coluna Daniela Lima, do UOL, que teve acesso à íntegra do material.
Ordem de gravação
Em despacho de julho de 2005, Moro teria determinado que o delator Tony Garcia repetisse a tentativa de monitoramento de autoridades, alegando que as gravações anteriores eram “insatisfatórias para os fins pretendidos”. Autoridades com foro privilegiado só poderiam ser investigadas mediante autorização do Superior Tribunal de Justiça (STJ).
Tony Garcia, delator que firmou acordo de colaboração com Moro, atuou entre 2004 e 2005 realizando gravações telefônicas e ambientais, incluindo câmeras ocultas. Relatórios de inteligência produzidos durante essas atividades foram enviados à 13ª Vara, mas parte deles nunca foi juntada aos autos, segundo a PF e Garcia.
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Conteúdo das gravações
O áudio de cerca de 40 minutos do presidente do TCE-PR, Heinz Herwig, mostra críticas à atuação de Moro e relatos sobre a pressão exercida pela Justiça. “Na verdade, ele é polícia, é promotor e é juiz”, afirma Heinz. Em outro trecho, Tony Garcia questiona o método do então juiz: “Tudo o que você fala ele diz que é mentira. Quem cair na mão desse cara está ferrado“.
A gravação também revela discussões sobre riscos e consequências das ações judiciais. Tony relata prisões e buscas em sua casa, e ambos avaliam quem poderia ser prejudicado. “Agora, quem corre risco? Corro risco eu, corre risco você”, diz. Heinz concorda: “Eu, claro”.
Além disso, o diálogo inclui menções a outras autoridades com foro privilegiado, que, por lei, deveriam ter sido investigadas apenas por tribunais superiores, e referências a situações pessoais de magistrados, como o receio de vazamento de gravações privadas.
O material confirma que a investigação sobre Heinz estava prevista no acordo de delação firmado com Tony Garcia, mas grande parte da conversa foca na pressão exercida sobre autoridades e no impacto das ações judiciais, com um tom de desdém e crítica à atuação de Moro.
Investigação no STF
A busca e apreensão foi autorizada pelo ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal, que investiga o uso de delatores para monitorar autoridades fora do alcance legal de Moro. O procedimento tramita sob sigilo.
Procurado pelo UOL, Sergio Moro negou as acusações. Por meio de sua assessoria, afirmou que a investigação se baseia em “relatos fantasiosos do criminoso condenado Tony Garcia”.
Moro ressaltou ainda que a colaboração ocorreu entre 2004 e 2005 e que ele não teve acesso aos autos atuais do inquérito, razão pela qual não poderia comentar o material encontrado pela Polícia Federal.
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