Evangélicos e católicos se unem no Congresso contra a escola que homenageou Lula e recorrem ao Judiciário e à Procuradoria-Geral da República
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CRISTÃOS ENTALADOS COM ESCOLA DE SAMBA
Poucas vezes, nas legislaturas recentes, evangélicos e católicos estiveram no mesmo “ato ecumênico” como nestes dias, depois que a escola de samba Acadêmicos de Niterói levou para a Marquês de Sapucaí uma ala retratando os “neoconservadores em conserva”. Com o enredo “Do alto do mulungu surge a esperança: Lula, o operário do Brasil”, a escola de Niterói apresentou passistas fantasiados de latas estampadas com a imagem de uma família.
‘MANIFESTAÇÃO CULTURAL DISTORCIDA’
A Frente Parlamentar Evangélica acusa a escola de samba de ter promovido “o escárnio contra a fé cristã e o deboche aberto aos valores conservadores que sustentam a nossa sociedade”. Composta por 219 deputados e 26 senadores — mais de um terço em cada Casa Legislativa — a frente antecipou que acionará a Procuradoria-Geral da República e o Poder Judiciário “pelo ataque financiado com recursos públicos, obrigando o cidadão cristão a custear a própria humilhação”.
LATAS DE CONSERVA
Também por nota assinada pelo deputado Luiz Gastão (PSD-CE), a Frente Parlamentar Católica considera que a escola de samba, que teceu loas bajulatórias ao presidente Lula da Silva (PT), “ultrapassou os limites estabelecidos pela legislação ao tratar de convicções religiosas”. Os católicos, que contam com mais de 200 parlamentares nas duas Casas, avaliam que representações culturais que desqualifiquem ou ridicularizem as convicções cristãs “não contribuem para o ambiente de respeito que a democracia exige”.
IGREJA CATÓLICA SE CALA…
…por enquanto, para que a decepção do episcopado brasileiro, representado pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, não embace o lançamento da Campanha da Fraternidade, iniciada nesta Quarta-Feira de Cinzas. “Mas os senhores bispos estão livres para se manifestar contra esse ultraje”, disse à coluna uma autoridade eclesiástica.
“INTOLERÂNCIA RELIGIOSA”
A Ordem dos Advogados do Brasil, seccional Rio de Janeiro, entoou protestos contra o ataque à “liberdade religiosa, consagrada como direito fundamental”.
A ENCRENCA DA VEZ…
… é o veto do presidente Lula da Silva (PT) ao projeto de iniciativa do Poder Legislativo que, a pretexto de aumentar vencimentos dos servidores, tratou também da “reestruturação da carreira dos servidores” da Câmara, do Senado e do Tribunal de Contas da União (TCU).
O NÓ GÓRDIO DO VETO
O veto põe fim – ainda que temporariamente – a uma promessa do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), de “melhorar a qualidade dos vencimentos” dos servidores do Congresso Nacional. O item que mais chama a atenção concede um dia de abono para cada três trabalhados. Esse benefício pode ser convertido em dinheiro, isento de tributos e sem restrição para “furar o teto” salarial, que atualmente é de R$ 46.366,19.
VOZ DISSONANTE
Relator da CPI do Crime Organizado, o senador Alessandro Vieira (MDB-SE) partiu para cima do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, que, a pretexto de “combater vazamentos e a venda de dados sigilosos”, pode vir a ocultar “patrimônios injustificados ou crimes praticados por figuras importantes da República”.
COMPRANDO BRIGA
Na próxima semana, a CPI vota requerimento de autoria do relator convocando a advogada Viviane Barci, casada com o ministro Alexandre de Moraes, e os irmãos do ministro Dias Toffoli, também do STF: José Eugênio e José Carlos Toffoli, conhecido como Padre Carlão.
PENSE NISSO!
Enquanto “rolava” o desfile da escola de samba Acadêmicos de Niterói, recorri ao Livro do Êxodo, que narra o confronto entre Moisés e o faraó, no duro embate para libertar os hebreus da escravidão.
O episódio conhecido como as sete pragas do Egito — que, na verdade, são dez — começou a se manifestar nas redes sociais: de palavras que não devo escrever aqui até pragas virtuais como “tomara que seja rebaixada”.
Como tudo no Brasil vira um verdadeiro “eles contra nós”, ficou claro que os internautas não gostaram do tom bajulatório. Boa parte não se sentiu representada pela campanha eleitoral disfarçada de homenagem, muito menos pela justificativa da compositora Teresa Cristina, que disse não ter se dado conta de que estamos em ano eleitoral.
A escola e seus adereços discriminatórios, o samba-enredo — que mais parecia um jingle de campanha (e era) — e o deslumbramento do homenageado murcharam como o mulungu depois de cortado.
A grande campeã do Carnaval fluminense foi a Unidos da Viradouro.
Pense nisso!


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