Diretor e mais 5 policiais penais foram afastados da Penitenciária de Petrolina, confirma Seap

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Diretor e mais 5 policiais penais foram afastados da Penitenciária de Petrolina, confirma Seap


Servidores foram alvos de operação da Polícia Civil, que investiga corrupção e lavagem de dinheiro. Eles também serão investigados pela Corregedoria

Por

Raphael Guerra


Publicado em 20/08/2025 às 10:00
| Atualizado em 20/08/2025 às 10:46



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Um dia após a operação da Polícia Civil de Pernambuco que mirou o diretor e policiais penais da Penitenciária Dr. Edvaldo Gomes, localizada em Petrolina, no Sertão, a Secretaria de Administração Penitenciária e Ressocialização (SEAP) publicou portaria, nesta quarta-feira (20), confirmando o afastamento dos investigados por ordem judicial. 

A suspensão cautelar das funções foi aplicada para o diretor da unidade prisional, Alessandro Barbosa Martins de Souza, além dos policiais penais Ronildo Barbosa dos Santos, Ricardo Borges da Silva, Vinícius Diego Souza Colares, Rivelino Rufino de Carvalho e Cledson Gonçalves de Oliveira. 

Na portaria, o secretário estadual Paulo Paes de Araújo determinou que sejam recolhidas as identidades funcionais dos investigados, além de materiais bélicos (como armas) que ainda estejam em posse deles. Por fim, o gestor pediu que seja enviada cópia da documentação à Corregedoria da Secretaria de Defesa Social (SDS), que vai instaurar processo administrativo disciplinar em desfavor dos policiais penais.  

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De acordo com a Polícia Civil, a investigação foi iniciada em maio de 2024, com o objetivo de identificar e desarticular uma organização criminosa voltada à prática de corrupção ativa e passiva, lavagem de dinheiro e introdução de aparelho telefônico de comunicação móvel em presídio.

A operação, chamada de Publicanos, foi coordenada pela Delegacia de Crimes Contra a Ordem Tributária e pelo Grupo de Operações Especiais (GOE). Ao todo, foram cumpridos 16 mandados de busca e apreensão, afastamento de funções e bloqueio judicial de ativos financeiros, expedidos pelo Juízo da Primeira Vara Criminal da Comarca de Petrolina.

Armas de fogo foram apreendidas nas casas de suspeitos e seguiram para o Recife, onde passarão por perícia – bem como outros materiais recolhidos pelos policiais na operação


SERES/ARQUIVO

Buscas e apreensões também foram realizadas na Penitenciária de Petrolina – SERES/ARQUIVO

Uma coletiva de imprensa ainda será agendada pela Polícia Civil para detalhar como funcionava o esquema criminoso na penitenciária, que também foi alvo de buscas e apreensões na terça-feira. 

Em nota à imprensa, na terça-feira, a assessoria da SEAP declarou apenas que “não compactua com quaisquer atos ilícitos dentro do sistema prisional de Pernambuco”. E disse que “segue à disposição e colaborando com todas as investigações policiais”.

A coluna tenta contato com as defesas dos investigados. O espaço está aberto.

CORRUPÇÃO NO PRESÍDIO DE IGARASSU 

A penitenciária de Petrolina não é a primeira a ser alvo de operação policial relacionada à corrupção em 2025. O Presídio de Igarassu, o mais superlotado e precário do Estado, entrou na mira da Polícia Federal em duas operações realizadas em fevereiro e abril para combater o forte esquema de corrupção.

Na primeira fase, o ex-diretor Charles Belarmino de Queiroz e sete policiais penais foram presos preventivamente. Outros dois servidores, incluindo uma dentista, também foram alvos.

Na segunda fase, o ex-secretário-executivo de Administração Penitenciária e Ressocialização (Seap) André de Araújo Albuquerque foi preso após a Polícia Federal encontrar imagens que mostram ele recebendo dinheiro e guardando em uma sacola na sala da diretoria do presídio. Para os investigadores, a quantia se tratava de propina.

A investigação da PF apontou que os ex-gestores e policiais penais recebiam dinheiro e até comida para liberar a entrada de drogas, celulares, bebidas alcoólicas e garotas de programa na unidade prisional. Festas também eram autorizadas, segundo diálogos de WhatsApp. 

O inquérito destacou que o esquema de corrupção ocorreu pelo menos entre os anos de 2018 e 2024, quando Charles estava à frente da direção do presídio. Ele e André foram exonerados dos cargos no final do ano passado, em meio ao avanço das investigações.

 





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