Diretor do Kennedy Center ameaça músico que cancelou show em protesto a Trump

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Diretor do Kennedy Center ameaça músico que cancelou show em protesto a Trump


O diretor do Kennedy Center, Richard Grenell —nomeado por Donald Trump— disse que a instituição cultural vai processar o músico Chuck Redd em US$ 1 milhão após ele cancelar de última hora o tradicional concerto gratuito de jazz da véspera de Natal. A decisão de Redd foi um protesto contra a mudança do nome do centro cultural, que passou a se chamar Donald J. Trump e John F. Kennedy Memorial Center for the Performing Arts.

Grenell chamou a atitude de Redd de “intolerância política” que causou prejuízos significativos a uma instituição artística sem fins lucrativos. No X, o diretor do instituto acusou ainda a esquerda de boicotar as artes por oposição a Trump e que “as artes são para todos”.

Chuck Redd, que comandava o concerto anual de jazz do Kennedy Center desde 2006, disse a Associated Press que cancelou o evento ao ver o novo nome da instituição no site oficial e na fachada do edifício.

A inclusão do nome de Trump ocorreu no dia 19 deste mês, um dia após a Casa Branca anunciar que o conselho do Kennedy Center, composto majoritariamente por indicados do próprio Trump, teria aprovado por unanimidade a mudança para “Trump Kennedy Center”. Especialistas em direito ouvidos pela imprensa americana afirmam que a renomeação é ilegal, já que uma lei federal de 1964 proíbe a adição de qualquer outro nome ao edifício.

A deputada democrata Joyce Beatty entrou com uma ação judicial para remover o nome de Trump do Kennedy Center, argumentando que apenas o Congresso pode alterar oficialmente o nome da instituição.

Chuck Redd, de 67 anos, é um músico de jazz reconhecido internacionalmente, com mais de 80 gravações e passagens por grupos e instituições importantes, como o Charlie Byrd Trio e o Smithsonian Jazz Masterworks Orchestra. A polêmica ocorre em meio a uma reestruturação política do Kennedy Center pelo govero Trump, que incluiu a demissão da antiga presidente, a troca de membros do conselho e críticas do republicano ao que chamou de programação “woke” da instituição.



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