Transtorno do neurodesenvolvimento afeta milhões de brasileiros e pode gerar impactos emocionais quando não identificado precocemente
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No dia 16 de novembro, o dia nacional de atenção à dislexia chama atenção para um problema que ainda passa despercebido em muitas escolas e famílias: o transtorno de aprendizagem que interfere na leitura, na escrita e na interpretação e que pode comprometer o desenvolvimento acadêmico e emocional das crianças.
Apesar de ser comum, a dislexia ainda é cercada por rótulos como “preguiça”, “desatenção” ou “imaturidade”, que dificultam o reconhecimento do transtorno e atrasam o início das intervenções adequadas.
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O que é a dislexia
A psicóloga Frínea Andrade, do Instituto Dimitri Andrade, explica que a dislexia é um transtorno do neurodesenvolvimento que se manifesta no período da alfabetização.
“A leitura e a escrita são as áreas mais afetadas, mas outras habilidades podem ser impactadas ao longo do tempo. São crianças inteligentes, criativas, intuitivas, mas que enfrentam obstáculos neurológicos específicos para lidar com símbolos escritos”, afirma.
Segundo a Associação Internacional de Dislexia (IDA), o transtorno atinge cerca de 10% da população mundial — mais de 700 milhões de pessoas. No Brasil, estimativas do Instituto ABCD indicam que aproximadamente 8 milhões de brasileiros convivem com o transtorno.
Como o cérebro processa a leitura
A dificuldade está no modo como o cérebro organiza letras, sons e palavras.
“A pessoa não consegue associar fonemas e sílabas com naturalidade. Isso não tem qualquer relação com nível de inteligência, e é importante reforçar que não existe um perfil único de comportamento para quem tem dislexia”, destaca Frínea.
Principais sinais de alerta
Os primeiros indícios costumam surgir na alfabetização, quando a criança passa a lidar diretamente com a leitura. Entre os sinais mais frequentes estão:
- atraso no desenvolvimento da fala;
- dificuldade de decodificar palavras;
- escrita lenta ou com trocas de letras e sílabas;
- inversão, omissão ou acréscimo de sons;
- dificuldade em distinguir direita e esquerda;
- problemas de organização temporal e espacial;
- dificuldade de compreensão de textos.
O diagnóstico é geralmente confirmado após as fases iniciais da alfabetização, quando as dificuldades permanecem apesar do suporte pedagógico.
Diagnóstico e tratamento
A avaliação é multidisciplinar e envolve psicólogos, fonoaudiólogos e neurologistas. O objetivo é identificar o transtorno e descartar outras causas que possam interferir na aprendizagem.
O tratamento inclui intervenções pedagógicas adaptadas, exercícios específicos de linguagem e estratégias que fortalecem a autoconfiança e a organização cognitiva.
Frínea destaca que muitos adultos só descobrem que são disléxicos ao acompanhar o diagnóstico dos filhos: “É comum que pais percebam, durante a avaliação, que tiveram os mesmos desafios na infância e nunca foram diagnosticados”.
Dislexia x TDAH
Embora possam apresentar sintomas parecidos, são condições diferentes.
“A dislexia está ligada ao processamento da linguagem e à decodificação de palavras. Já o TDAH é um transtorno de atenção e comportamento, marcado por impulsividade, hiperatividade e dificuldade de manter foco. Eles podem coexistir, o que torna a avaliação criteriosa ainda mais necessária”, explica a psicóloga.
A importância de identificar cedo
Frínea reforça que o diagnóstico precoce reduz impactos na vida escolar e emocional, prevenindo quadros de ansiedade, baixa autoestima e até depressão.
“Quando a criança compreende que a dificuldade tem origem neurológica e recebe apoio adequado, ela deixa de se ver como incapaz e passa a desenvolver todo o seu potencial”.

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