Data em homenagem a Zumbi dos Palmares é feriado no Brasil inteiro pela primeira vez, para valorizar a cultura negra e combater o racismo
Publicado em 20/11/2024 às 0:00
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Instituída há duas décadas, em 2003, e definida como feriado em alguns estados e municípios desde então, este ano o Dia da Consciência Negra é, pela primeira vez, feriado nacional. Sua inspiração é a homenagem ao líder quilombola Zumbi dos Palmares, ícone da resistência contra a escravidão, morto nessa data. Simboliza uma reflexão contra o racismo e pela valorização da história, da cidadania, da liberdade e da cultura da população negra no Brasil.
Muito mais que o feriado, num país com feriados de sobra, o debate é importante, quando manifestações de racismo continuam, no contexto da desigualdade social que tem, nos negros, sua maior representação. O chamado racismo estrutural vem de longe, atravessa gerações e resulta numa postura de negação que rechaça a diferença de raça, ao mesmo tempo em que não pode ignorar a desigualdade social estampada nessa diferença. De outra parte, as políticas de inclusão racial e social não podem ser, elas próprias, excludentes, na medida em que valorizem a cidadania de uns em detrimento de outros. A liberdade, a cidadania e os direitos conquistados ao longo da história humana são direitos de todos, sem exceção.
No mercado de trabalho, nas relações sociais, na educação, na segurança, na violência que mata, na falta de saúde, na representação política e em diversas facetas da realidade brasileira, a desigualdade racial impõe consequências que dizem muito a respeito da configuração do país. E também reduzem a margem de desenvolvimento pleno das potencialidades do povo brasileiro, na medida em que, apesar da cultura agregadora e múltipla, a realidade social exibe o legado da discriminação contra os negros, de maneira contundente e inequívoca.
A oportunidade da data – que não é festiva, embora celebre conquistas que são, no fundo, reconhecimento de direitos universais – suscita reflexões que não apenas identifiquem o racismo, mas sobretudo, que percebam os prejuízos coletivos gerados pela negação das potencialidades de expressiva parcela da população. Assim como as perdas trazidas pela desigualdade social de modo geral, no Brasil, caracterizadas também pela desigualdade racial, como mostram as estatísticas. Mesmo como efeito do problema social, a desigualdade expressa na cor da pele remete a uma questão histórica inconclusa, cuja solução ainda está para ser traduzida em igualdade racial e justiça social.
Os casos de racismo aparecem como vergonha nacional em variados ambientes, que não estão ligados somente à discriminação contra os mais pobres, embora isto também seja frequente na sociedade brasileira. Testemunhos de personalidades que chegaram a posições de destaque na carreira profissional, como o ator Lázaro Ramos, são exemplos de uma nação contraditória e complexa, cuja formação não se fez sem enormes dívidas sociais, em especial aos negros. No momento em que o 20 de Novembro se transforma em data nacional, o mais importante é garantir às novas gerações, sobretudo às crianças negras, a valorização do ser humano em seus direitos universais, sem qualquer tipo de discriminação ou preconceito, para prevenir a disseminação da intolerância e da exclusão, no futuro mais próximo possível.

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