Encontro de líderes no Fórum Econômico Mundial precisa enfrentar a desorganização institucional e política que gera ameaças à economia global
JC
Publicado em 21/01/2026 às 0:00
Notícia
É o fato ou acontecimento de interesse jornalístico. Pode ser uma informação nova ou recente. Também
diz respeito a uma novidade de uma situação já conhecida.
Artigo
Texto predominantemente opinativo. Expressa a visão do autor, mas não necessariamente a opinião do
jornal. Pode ser escrito por jornalistas ou especialistas de áreas diversas.
Investigativa
Reportagem que traz à tona fatos ou episódios desconhecidos, com forte teor de denúncia. Exige
técnicas e recursos específicos.
Content Commerce
Conteúdo editorial que oferece ao leitor ambiente de compras.
Análise
É a interpretação da notícia, levando em consideração informações que vão além dos fatos narrados.
Faz uso de dados, traz desdobramentos e projeções de cenário, assim como contextos passados.
Editorial
Texto analítico que traduz a posição oficial do veículo em relação aos fatos abordados.
Patrocinada
É a matéria institucional, que aborda assunto de interesse da empresa que patrocina a reportagem.
Checagem de fatos
Conteúdo que faz a verificação da veracidade e da autencidade de uma informação ou fato divulgado.
Contexto
É a matéria que traz subsídios, dados históricos e informações relevantes para ajudar a entender um
fato ou notícia.
Especial
Reportagem de fôlego, que aborda, de forma aprofundada, vários aspectos e desdobramentos de um
determinado assunto. Traz dados, estatísticas, contexto histórico, além de histórias de personagens
que são afetados ou têm relação direta com o tema abordado.
Entrevista
Abordagem sobre determinado assunto, em que o tema é apresentado em formato de perguntas e
respostas. Outra forma de publicar a entrevista é por meio de tópicos, com a resposta do
entrevistado reproduzida entre aspas.
Crítica
Texto com análise detalhada e de caráter opinativo a respeito de produtos, serviços e produções
artísticas, nas mais diversas áreas, como literatura, música, cinema e artes visuais.
Clique aqui e escute a matéria
Depois da Segunda Guerra, antes da metade do século passado, as potências que então se impunham em campos ideológicos definidos, entraram em acordo visando manter alguma ordem na realidade emergente, após o trauma das bombas atômicas sobre o Japão – e sobre a crença no amadurecimento humanista de uma espécie guiada pela fúria contra a natureza e indivíduos da mesma espécie. Veio a Guerra Fria e suas tensões diplomáticas, a reunificação das Alemanhas e o vertiginoso crescimento econômico da China, reconfigurando o mapa geopolítico para o século 21.
Pelo andar da carruagem da civilização – que se diz global e se encerra em fronteiras nacionais – os recentes conflitos no Oriente Médio, na Ucrânia, na África, e os ensaios de invasão à Venezuela, ao Irã e à Groenlândia pelos Estados Unidos, sob a batuta e a baioneta de Donald Trump, tanto podem ser considerados efeitos do quebra-cabeças do pós-guerra, quanto sinais da recomposição de forças que esboça caracterizar uma nova desordem mundial, até que outra arrumação se apresente nas próximas décadas. Na atualidade, o que se vê é o ápice da desimportância da Organização das Nações Unidas (ONU), descredenciada pelo principal financiador, os EUA, e o aumento cada vez maior dos gastos com armamentos, sob a cândida justificativa de que, numa condição de iminente risco para todos, o investimento em defesa é incontornável – e preparar as tropas e armazenar munições, a melhor prevenção.
Em discurso no tradicional encontro de Davos, na Suíça, a presidente da Comissão Europeia, Ursula Von der Leyen, disse com todas as letras: “a velha ordem acabou”. E na linha da consolidação da desconfiança com o caminho de potências lideradas por Trump e Vladimir Putin, acrescentou: “A Europa precisa se adaptar à nova arquitetura de segurança e às realidades que enfrentamos atualmente”. Realidades que espremem os europeus entre a Ucrânia invadida pelos russos, e a Groenlândia cobiçada pelos norte-americanos.
A “nova independência europeia” diante das “mudanças sísmicas no mundo”, nas expressões de Von der Leyen, deve se expor à maneira do Kremlin e de Washington, ou seja, dando demonstrações cabais de poder – especialmente poder de fogo? A desarrumação da ordem internacional, que vem de uma grande guerra na Europa, será que vai redundar em outra guerra no Velho Continente? A rearrumação, infelizmente, tende a depender mais do equilíbrio bélico do que de uma concertação diplomática e institucional. As instituições globais correm celeremente para o brejo, como se fossem saltar da borda de uma Terra plana.
Citando os exemplos de acordos em costura com o Mercosul, o México e nações asiáticas, a presidente da Comissão Europeia aposta num modelo que representaria a insistência no multilateralismo negado por Trump: “A Europa escolhe o mundo, e o mundo escolhe a Europa”, disse ela. Seria simples se fosse assim. Mas o papel coadjuvante dos líderes europeus no mapa geopolítico das primeiras décadas do terceiro milênio indica a permanência da instabilidade, e de incertezas que assustam a humanidade inteira.



/catracalivre.com.br/wp-content/uploads/2026/03/creation-2601002562.png?w=300&resize=300,300&ssl=1)



/catracalivre.com.br/wp-content/uploads/2026/03/creation-2600366081.png?w=300&resize=300,300&ssl=1)



/catracalivre.com.br/wp-content/uploads/2026/03/air-fyer-910x809.png?w=300&resize=300,300&ssl=1)



/catracalivre.com.br/wp-content/uploads/2026/03/creation-2601002562.png?w=150&resize=150,150&ssl=1)

