Neste domingo (27), os eleitores de Olinda e Paulista vão às urnas escolher os novos gestores das suas cidades. Municípios acumulam problemas
Publicado em 25/10/2024 às 19:17
| Atualizado em 25/10/2024 às 19:19
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Olinda e Paulista, na Região Metropolitana do Recife (RMR), são as duas únicas cidades de Pernambuco a terem 2º turno nas Eleições 2024. Os prefeitos vencedores nas urnas neste domingo (27) vão enfrentar desafios históricos dos municípios, além de buscar soluções para novos problemas, como as mudanças climáticas, que agravam as condições das áreas de risco de deslizamentos e alagamentos, por exemplo.
Com uma população de 350 mil habitantes, Olinda é uma cidade multifacetada e desafiadora. “Todas as cidades têm muitas facetas, e Olinda não é diferente. No entanto, algumas de suas ‘caras’ são especialmente emblemáticas e refletem aspectos fundamentais da cidade: o sítio histórico, a zona rural e a Olinda moderna”, observa o arquiteto e urbanista, Geraldo Marinho, um dos autores do Plano de Desenvolvimento Urbano Integrado da Região Metropolitana do Recife (PDUI-RMR).
PRESERVAÇÃO COMO META
Conhecida por seu patrimônio histórico e cultural, com um centro histórico tombado como Patrimônio Mundial da Humanidade, pela Unesco, desde 1982, Olinda precisa de um gestor público que invista na preservação e na infraestrutura do sítio histórico.
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“Quando falamos de Olinda, a primeira imagem que surge para muitos é a do seu sítio histórico. Ele é um ícone do patrimônio cultural e representa uma parte importante da cidade. Contudo, o sítio histórico enfrenta vários desafios. Apesar dos esforços para preservação, a infraestrutura e a conservação da área ainda apresentam problemas significativos”, afirma Marinho.
Marinho destaca, ainda, que o sítio histórico é a parte da cidade mais reconhecida e valorizada no âmbito público. “A preservação desse patrimônio é essencial para manter viva a identidade cultural de Olinda”, reforça Marinho.
POPULAÇÃO CARENTE
O município também conta com uma espécie de zona rural, com uma região de sítios e uma cobertura vegetal grande. O desafio é conter o avanço sobre a área e evitar o agravamento de problemas, em função das mudanças climáticas. A terceira preocupação é com a ocupação da orla de Olinda. Ao mesmo tempo que existe uma área mais nobre, existem os conjuntos habitacionais populares.
“Muitos dos conjuntos habitacionais de Olinda foram construídos para resolver o problema habitacional da cidade. Contudo, ainda enfrenta a falta de regularização fundiária e diversos problemas de infraestrutura. Entre as dificuldades mais frequentes, estão a precariedade do sistema de esgoto e a oferta irregular de água. Essas áreas acabam se tornando zonas esquecidas da cidade, com uma população carente e com poucas oportunidades de desenvolvimento urbano. Esses aspectos críticos devem ser abordados com clareza pela nova gestão municipal para que os cidadãos entendam a estratégia”, defende o arquiteto.
MORROS E POBREZA
Embora seja um município de território pequeno, Olinda possui uma grande diversidade interna, com diferentes realidades socioeconômicas. Além das áreas já mencionadas, existe uma região dos morros, que enfrenta desafios semelhantes aos de outras áreas elevadas da Zona Norte do Recife. Os morros abrigam ocupações informais e favelas, que sofrem com a falta de infraestrutura adequada, com alta densidade populacional e carência de serviços básicos. Assim como em outras áreas metropolitanas, essas regiões convivem com problemas típicos de abastecimento de água e falta de saneamento básico.

PE-15 é fundamental na conexão de Olinda com outros municípios – Divulgação
PE-15 E CONEXÕES
“A PE-15 é um eixo viário fundamental que passa por Olinda e se estende até Paulista, conectando Olinda com outros municípios da Região Metropolitana. Essa via é essencial para a mobilidade urbana, pois facilita a circulação de pessoas entre as cidades, mas as obras prometidas para melhorar o corredor ainda estão em andamento”, destaca Marinho.
A PE-015 está passando por obras de requalificação desde setembro de 2022. Com investimento de R$ 175,5 milhões, a rodovia liga o Recife aos municípios da região norte da Região Metropolitana, cortando as cidades de Olinda e Paulista. Recebe um tráfego de 50 mil veículos por dia e é um importante corredor de transporte público, inclusive onde opera o BRT Norte-Sul.

Obras no Canal do Fragoso, em Olinda. Maio 2024 – JAILTON JR./JC IMAGEM
CANAL DO FRAGOSO
“O Canal do Fragoso foi planejado para resolver os problemas de drenagem em Olinda, teve uma execução marcada por dificuldades, que acabaram agravando os alagamentos em bairros próximos durante anos. Esse projeto, conduzido pelo governo estadual e anteriormente sob responsabilidade da Cohab, foi uma obra de longa duração e que parecia interminável. Apesar de agora parecer estar em fase de conclusão, ainda representa um grande desafio para a gestão da drenagem na cidade. Nos períodos de chuva, é comum que a mídia alerte sobre riscos de enchentes na região, ilustrando as consequências de um planejamento que não sejam adequadamente adequadas ao impacto ambiental”, diz o arquiteto.
Aguardado há 11 anos pela população de Olinda, o Canal do Fragoso teve ordem de serviço assinada em julho deste ano pelo Governo de Pernambuco para a execução da sua última fase. O investimento de R$ 118 milhões prevê terraplenagem, pavimentação, drenagem, sinalização, iluminação e paisagismo de um trecho direito da via, o alargamento e revestimento do canal, além da execução de duas pontes. No anúncio, a previsão de entrega é de 24 meses. A obra vai permitir que os problemas causados pelas fortes chuvas sejam minimizados, evitando o transbordamento do Canal.


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