Túlio Gadêlha (Rede) afirma haver falta de transparência e imprevisibilidade na avaliação e cita relatos de professores e estudantes
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O deputado federal pernambucano Túlio Gadêlha (Rede) protocolou um requerimento de informações ao Ministério da Educação (MEC) solicitando esclarecimentos sobre os critérios de correção das redações do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem).
A iniciativa ocorre em meio a críticas de docentes, corretores e candidatos sobre possíveis mudanças metodológicas sem comunicação prévia.
Segundo o parlamentar, o pedido foi motivado por manifestações recebidas pelo mandato, incluindo relatos de professores da área de linguagens e redação, que apontam insegurança quanto à aplicação das cinco competências avaliadas no exame.
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Falta de transparência e previsibilidade
De acordo com Gadêlha, o principal ponto de preocupação é a ausência de clareza sobre eventuais alterações nos critérios de correção ao longo dos últimos anos. “O estudante não pode ser avaliado por uma ‘metodologia invisível’, que mude sem aviso prévio, comprometendo a isonomia do exame”, afirmou à coluna Enem e Educação, do Jornal do Commercio.
No requerimento encaminhado ao ministro da Educação, Camilo Santana, o deputado questiona, entre outros pontos:
- se houve mudanças nos critérios e parâmetros de correção das redações nos últimos cinco anos;
- quais fundamentos técnicos justificaram essas eventuais alterações;
- como o MEC e instituições contratadas, como o Cebraspe, garantem a padronização das notas.
Relatos de inconsistências na correção
O deputado afirma que o pedido não se baseia apenas em percepções isoladas. Segundo ele, há relatos públicos e diretos de professores, corretores experientes e estudantes indicando falta de padronização nas orientações de correção.
Esses relatos apontariam a atribuição de notas diferentes para textos com desempenhos semelhantes, o que geraria sensação de arbitrariedade.
“A ausência de critérios estáveis compromete a confiança no Enem como principal porta de acesso ao ensino superior”, destacou Gadêlha.
Possíveis desdobramentos
Caso as respostas do MEC não esclareçam os critérios adotados ou confirmem falhas no processo, o parlamentar afirma que pretende acionar órgãos de controle, como o Ministério Público Federal (MPF) e a Controladoria-Geral da União (CGU), para auditoria dos procedimentos do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep).
Gadêlha também não descarta a realização de uma audiência pública na Comissão de Educação da Câmara dos Deputados para discutir possíveis ajustes no modelo de correção. Segundo ele, a medida busca preservar a isonomia e a credibilidade de programas que utilizam o Enem como base, como Sisu, Prouni e Fies.

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