Com expectativas renovadas depois do encontro de cúpula de líderes mundiais no Pará, o trabalho técnico e diplomático prepara o futuro pós-COP
JC
Publicado em 09/11/2025 às 0:00
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As forças da natureza impulsionadas pelas mudanças climáticas dão uma mostra de seu alcance no Sul e no Sudeste do Brasil. Tornados, ventanias e chuvas intensas castigam populações nessas regiões, e fazem com que as autoridades da Defesa Civil lancem alertas de precaução. Entre outras coisas, é sobre isso a reunião da COP30 em Belém, que transcorre durante os próximos dias atrás de acordos para metas viáveis e compromissos de aporte de recursos bilionários para o combate aos efeitos que já estão à vista do mundo.
A crise climática não desperta o interesse de governantes de potências poluidoras como os Estados Unidos e a China. Nesse contexto de displicência, o papel do Brasil, da América Latina e de nações europeias cresce, tanto no dever de apresentar projetos e resultados que estimulem outros líderes e povos no planeta, quanto assumir o protagonismo que sempre se dispuseram a exercer, mas nem sempre conseguiram demonstrar, na prática, diante do passivo ambiental que também acumulam.
Com início oficial nesta segunda, 10, a COP30 é uma oportunidade brasileira, mais que tudo, para tomar a dianteira nesse protagonismo. No entanto, a ambiguidade entre o discurso do governo Lula e sua contrapartida nas ações chega a constranger a figura emblemática de Marina Silva, levada a repetir, sem entusiasmo, justificativas para a aprovação da exploração de petróleo na Margem Equatorial da Amazônia, por exemplo. Presidente da Conferência, o embaixador André Corrêa do Lago assinou carta de apelo por investimentos intensificados, tentando manter acesa a chama do otimismo: “Embora a janela de oportunidade esteja se estreitando, manter vivo o objetivo de 1,5 °C ainda é possível — desde que a cooperação internacional seja direcionada para catalisar círculos virtuosos de transformação acelerada”, diz no texto, referindo ao teto de aumento na temperatura média global para o qual estima-se que as mudanças podem ser experimentadas sem graves alterações no atual modo de vida humano. Mesmo isso, no entanto, é controverso, e alguns cientistas consideram que já estamos num ponto sem retorno para consequências mais graves e duradouras, a partir do degelo dos polos e das transformações nas correntes marinhas.
Em outro trecho da carta, que tem o objetivo de realçar os principais tópicos de discussão técnica e diplomática, o lugar de realização da COP30 é mencionado como simbólico do esforço global. “A floresta não é uma fronteira distante, mas sim um centro vivo do sistema climático global, o coração pulsante dos ciclos hidrológicos e uma guardiã do equilíbrio de carbono do mundo. Se a Amazônia ultrapassar seu ponto de não retorno, o planeta lutará para recuperar o equilíbrio”, prevê o embaixador. Infelizmente, a realização do evento em Belém, com a Amazônia no cenário, não foi suficiente para atrair as maiores potências, cada vez menos preocupadas com o problema ambiental. Para Donald Trump, a crise climática é uma farsa.
Os desafios da COP30 começam pela legitimação do alerta pela realidade, e se desdobram na superação de metas e promessas em acordos que se tornem efetivos no primeiro dia após o evento.





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