Tudo indica que a margem de erro vai fazer um prefeito ou uma prefeita no próximo domingo. Depois disso, resolver problemas volte a ser assunto.
Publicado em 23/10/2024 às 20:00
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O debate entre os candidatos à prefeitura de Olinda pode ser resumido na expressão “diga-me com quem andas e te direi quem és”. O encontro, promovido pelo Sistema Jornal do Commercio através da Rádio Jornal, virou um duelo de padrinhos às avessas.
O objetivo dos candidatos foi delimitado em discutir quem tinha o pior apoio, se era Vinícius Castello (PT) com Renildo Calheiros (PCdoB) ou Mirella Almeida (PSD) com Lupércio (PSD).
Pretérito
O ganho dessa discussão para o eleitor de Olinda é próximo de zero. Não é que não seja importante avaliar o que já passou, mas imagine o sujeito que caiu no poço, quebrou a perna, ele tem um problema sério para resolver e ao invés de pensar em como escalar as paredes para sair do buraco, vai sentar para resmungar sobre o que o fez tropeçar.
É um equívoco, se você considerar o ponto de vista do eleitor, ter um debate inteiro focado no antagonismo postado no pretérito.
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O prefeito
Lupércio tem, hoje, um desgaste de oito anos de governo que não é fácil de justificar. Uma reeleição é tão fácil quanto é difícil fazer um sucessor quando você completou oito anos sem resolver os problemas mais críticos de uma cidade.
O eleitor chega ao fim do segundo mandato de um gestor municipal e olha para ele como aquele que não tem mais tempo para resolver o seu problema. A ideia de continuidade, quando ainda há insatisfação, gera sentimentos de cansaço no eleitor. É algo natural.
Renildo
Lupércio se beneficiou desse cansaço uma vez, exatamente quando a população estava exausta com a gestão de seu antecessor, Renildo Calheiros, em 2016.
O ex-prefeito do PCdoB, eleito e reeleito quando a influência de Luciana Santos (PCdoB) ainda era decisiva na cidade, tem uma das maiores rejeições no histórico de gestores da Cidade Patrimônio.
A simples menção ao deputado na época em que comandava a cidade é um pesadelo para a campanha do petista. É um peso considerável para o candidato carregar.
Perda de tempo
Olinda é uma cidade cheia de problemas que passam pela mobilidade, pela infraestrutura, pobreza, segurança e até na forma como trata o seu maior evento, o carnaval. É uma cidade que tropeçou e caiu no poço faz tempo.
Ao invés de discutir o município, os candidatos vieram dispostos a duelar sobre o momento em que o tropeço foi maior, se foi com Renildo ou com Lupércio. Para o eleitor, torna-se uma perda de tempo.
Margem de erro
No fim, o diagnóstico é que ninguém ganhou nada com o embate entre os candidatos. Nem Vinícius, nem Mirella e muito menos o olindense. Bom para quem estiver na frente entre as intenções de voto. Quem é? Nem nisso eles concordam. Ambos afirmam nos bastidores que estão liderando, embora admitam que não há folga.
Tudo indica que a margem de erro vai fazer um prefeito ou uma prefeita no próximo domingo. Depois disso, talvez sair do poço volte a ser assunto.
Fica em casa
Como tudo na vida sempre pode piorar, o acidente de Lula (PT) no banheiro pode prejudicar a campanha de Guilherme Boulos (PSOL) em São Paulo. A orientação é que o presidente não fizesse viagens longas e não voltasse a despachar no Palácio do Planalto até a próxima segunda-feira (28).
A viagem de Brasília a São Paulo não é o que se pode chamar de viagem longa, mas já há quem acredite que ele não deve se meter na campanha, inclusive porque acreditam que já está decidida em favor de Ricardo Nunes (MDB).
“É até melhor se ele não for”, comentou um petista com assento num cargo de confiança do presidente na capital federal.


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