De ‘La La Land’ a ‘The Crown’, veja filmes e séries de 2016 no streaming

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De ‘La La Land’ a ‘The Crown’, veja filmes e séries de 2016 no streaming


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Uma tendência recente das redes sociais convida os usuários a postarem fotos do que estavam fazendo em 2016, dez (10!) anos atrás. Achei que seria uma boa entrar na brincadeira e relembrar alguns filmes e séries daquele ano tão marcante na história recente.

La La Land: Cantando Estações (2016) e Moonlight: Sob a Luz do Luar (2016)

La La Land. Lionsgate+ e aluguel (Amazon, Claro Video, iTunes, YouTube), 129 min.

Moonlight. Prime Video, 111 min.

Por um acidente do destino —e a suposta desatenção de um funcionário responsável por manter os envelopes com os vencedores do Oscar em ordem— “La La Land” e “Moonlight” estarão eternamente conectados pela confusão na entrega do prêmio de melhor filme.

O curioso é que não poderiam ser dois filmes mais diferentes, um musical saudosista sobre uma Hollywood dos sonhos e o espírito criativo, versus uma adaptação de uma peça de teatro sobre a solidão e a delicadeza de meninos negros e gays em Miami, do outro lado dos EUA.

Cada filme tem os seus méritos (bem provável que você esteja cantarolando “City of Stars” agora mesmo, só de ver o título), mas convenhamos: o melhor (“Moonlight”, caso não se lembre) venceu.

A Chegada (2016)

Arrival. HBO Max, 116 min.

Este é o primeiro filme que me vem à mente quando penso em 2016, porque o vi na mesma semana em que Donald Trump foi eleito presidente dos EUA. A temporalidade desnorteante do longa, combinada com sua mensagem esperançosa sobre colaboração, compaixão e harmonia me deixaram de pernas bambas na saída do cinema, ao ser confrontada com o pessimismo do que estava por vir.

A história, baseada em um conto de Ted Chiang e dirigida por Denis Villeneuve, traz Amy Adams (verdadeiramente esnobada pelo Oscar) como uma especialista em linguística recrutada pelo Exército dos EUA para decifrar como comunicar-se com alienígenas que surgiram em estranhas naves por todo o globo.

Aquarius (2016)

Globoplay e Telecine. 149 min.

Quase dez anos antes de “O Agente Secreto“, Kleber Mendonça Filho estreou em Cannes com “Aquarius”. Clara (Sônia Braga), última moradora do edifício Aquarius, no Recife, rejeita terminantemente vender seu apartamento para uma incorporadora, que pretende substituir o prédio por um novo empreendimento genérico e sem história. Diego (Humberto Carrão), chefe do projeto, passa a acossá-la, com táticas cada vez mais agressivas.

Depois da Tempestade (2016)

Umi yori mo mada fukaku ou After the Storm. Reserva Imovision e aluguel (iTunes), 117 min.

O cineasta japonês Hirokazu Kore-eda gosta de histórias de famílias carregadas de drama e emoção. Nesta, Ryota (Hiroshi Abe) é um escritor falido que hoje —anos após seu único sucesso— ganha a vida como detetive particular. Certo dia, ele, a ex-mulher, Kyoko (Yoko Maki), e o filho deles de 11 anos, Shingo (Taiyo Yoshizawa), se encontram no apartamento da mãe de Ryota, Yoshiko (Kirin Kiki). Uma tempestade prende todo mundo lá, entre as memórias boas e as ruins.

Girls (2012-17)

HBO Max. Seis temporadas, 62 episódios.

Em 2016, “Girls” e sua criadora, Lena Dunham, já haviam torrado um tanto da paciência do público —com e sem motivo; Dunham foi tanto vítima de trolls de internet quanto culpada por sua reputação. Mas a quinta temporada, exibida originalmente naquele ano, é possivelmente a melhor da série.

Tem episódios como o que acompanha Shoshanna (Zosia Mamet) no Japão; “The Panic in Central Park”, sobre o reencontro de Marnie (Allison Williams) e seu ex-namorado, Charlie (Christopher Abbott), ao longo de um dia em Nova York; e “I Love You Baby”, que tem uma fantástica e explosiva briga de Adam (Adam Driver) e Jessa (Jemima Kirke), no final da temporada.

O Bom Lugar (2016-20)

The Good Place. Netflix. Quatro temporadas, 53 episódios.

Eleanor Shellstrop (Kristen Bell) morreu e foi para o “Bom Lugar”. O problema é que ela não era uma boa pessoa em vida, e o jeito de não ser expulsa para o “Mau Lugar” é aprender a ser melhor. Com essa premissa, Mike Schur (cocriador de “Parks & Recreation”) deu um jeito de dar lições de filosofia e ética na televisão, em horário nobre, em meio a um momento especialmente turbulento da história global —e que se provaria como apenas o começo do caos.

The Crown (2016-2023)

Netflix. Seis temporadas, 60 episódios.

Ficção histórica que imagina a vida interior das principais figuras da realeza britânica no século 20, do casamento de Elizabeth (Claire Foy, depois Olivia Colman e Imelda Staunton) com Philip (Matt Smith, Tobias Menzies e Jonathan Pryce) até o de seu filho Charles (Dominic West, antes Josh O’Connor) com Camilla Parker Bowles (Olivia Williams, antes Emerald Fennell).

Rolo compressor no Emmy, somou 24 prêmios em seis temporadas e forçou diversos envolvidos a explicar, repetidamente, que é uma série de ficção, não um documentário.

O que está chegando

As novidades nas principais plataformas de streaming

Primal (2019- )

HBO Max. Terceira temporada, dez episódios. Estreias às segundas, 22h30

Série animada de Genndy Tartakovsky (criador de “O Laboratório de Dexter” e “Samurai Jack”) sobre um homem das cavernas, Spear, e sua amizade inesperada com Fang, um dinossauro fêmea em um mundo brutal, retorna para a terceira temporada.

Sequestro (2023- )

Hijack. AppleTV. Segunda temporada, oito episódios. Estreias às quartas.

Se eu ganhasse R$ 1 para cada vez que o Sam Nelson (Idris Elba) esteve em um grande meio de transporte sequestrado, eu teria R$ 2, que não é muito, mas é estranho que tenha acontecido duas vezes.

Na primeira temporada, o negociador corporativo estava em um voo Dubai-Londres tomado por terroristas. Nesta segunda, ele se encontra no meio de uma crise num trem do metrô de Berlim, e talvez seja menos inocente.

Os Simpsons (1989- )

The Simpsons. Disney+, 37ª temporada.

A 37ª temporada da animação de Matt Groening começa a chegar ao Disney+, com sete episódios já disponíveis. O décimo, já exibido nos EUA, foi também o 800º da série a ir ao ar. Viola Davis, Cole Escola, Carrie Coon e Alejandro González Iñárritu estão entre os dubladores desta temporada.

Os Sete Relógios de Agatha Christie

Agatha Christie’s The Seven Dials. Netflix, três episódios.

Se “Vivo ou Morto: Um Mistério Knives Out” deixou você com vontade de ver mais mistérios, a Netflix acaba de lançar esta nova adaptação de “Os Sete Relógios”, de Agatha Christie.

Aqui, Mia McKenna-Bruce (do desconcertante “How to Have Sex”, HBO Max e Mubi) é Bundle, uma jovem de uma família decadente na Inglaterra em 1925. Quando um rapaz morre durante uma festa na propriedade da família, alugada por um par de novos-ricos, é a jovem quem quer mergulhar na conspiração e desvendar o crime.

Com Helena Bonham Carter, Martin Freeman, Ed Bluemel e Nabhaan Rizwan.

Star Trek: Academia da Frota Estelar

Star Trek: Starfleet Academy. Paramount+, primeira temporada, dez episódios. Estreias às quintas.

Uma das poucas variações possíveis de “Star Trek” que ainda não havia sido explorada na televisão, “Academia da Frota Estelar” coloca uma novela adolescente no mesmo mundo que nos deu James T. Kirk e Jean-Luc Picard. Holly Hunter interpreta Nahla Ake, a reitora da Academia, instituição que passou um século fechada após um desastre. Cheia de compaixão e com vontade de corrigir um erro do passado, Ake recebe um grupo de jovens estudantes, que buscam seus caminhos longe de seus planetas e tentam descobrir quem realmente são. Parece fofo.

Dinheiro Suspeito

The Rip. Estreia na Netflix nesta sexta (16), 112 min.

Dois dos atores mais identificados com a cidade de Boston desde que jogaram chá na baía, Matt Damon e Ben Affleck interpretam policiais de Miami neste thriller de Joe Carnahan (diretor e/ou roteirista de muitos filmes de pancadaria esquecíveis). Os agentes e seu time descobrem uma bolada de dinheiro mocozada num esconderijo de traficantes, e a confiança que têm uns nos outros se esvai. Com Steven Yeun, Kyle Chandler, Teyana Taylor e Catalina Sandino Moreno.

Việt and Nam (2024)

Trong lòng đất. Estreia na Mubi nesta sexta (16), 129 min.

Dois jovens mineiros vietnamitas vivem um romance secreto enquanto um deles se prepara para emigrar. Estreou na mostra Um Certo Olhar, em Cannes, no ano passado, e foi indicado à Queer Palm, o prêmio para filmes LGBTQIA+ no festival.

O Cavaleiro dos Sete Reinos

A Knight of the Seven Kingdoms. HBO Max. Primeira temporada, seis episódios. Estreias às segundas, à 1h.

Spin-off mais modesto ambientado no mesmo mundo que “Game of Thrones”, acompanha as aventuras de um jovem cavaleiro errante, ser Duncan, o Alto (Peter Claffey), que após perder o mentor decide se inscrever em um torneio em busca de dinheiro, prestígio e um escudeiro —esse último ele logo encontra em Egg (Dexter Sol Ansell), um garoto cheio de marra apesar da baixa estatura. Aventuras se seguem.

Veja antes que seja tarde

Uma dica de filme ou série que sairá em breve das plataformas de streaming

Um Lugar Silencioso: Dia Um (2024)

A Quiet Place: Day One. Disponível na Netflix até terça, 20.jan, 99 min.

Prequel da franquia “Um Lugar Silencioso”, conta a história de Sam (Lupita Nyong’o), uma mulher com câncer que vive em uma clínica para pacientes terminais com seu gato, Frodo, quando os alienígenas com superaudição chegam à Terra.



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