Torneio faz projeto “Território do Fazer”, que busca fomentar o desenvolvimento de habilidades tecnológicas e sociais em crianças e jovens
Publicado em 06/02/2025 às 13:50
| Atualizado em 06/02/2025 às 15:01
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O torneio regional de robótica BJ Bots Cup, sediado no município de Belo Jardim, no Agreste de Pernambuco, está com inscrições abertas para sua terceira edição.
O evento anual, promovido pelo Instituto Conceição Moura em parceria com a Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE), reúne estudantes e profissionais da tecnologia em dois dias de competições,divididas em quatro categorias.
As inscrições são gratuitas e podem ser realizadas até o dia 28 de fevereiro, por meio do site A terceira edição do BJ Bots Cup ocorrerá nos dias 8 e 9 de maio, no IFPE Campus Belo Jardim.
Em abril do ano passado, segundo os organizadores, a competição recebeu mais de 700 estudantes — do Ensino Fundamental ao Ensino Superior —, incluindo equipes de outros estados da região Nordeste, como Alagoas e Paraíba.
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“Nós lançamos um edital, e as equipes de robótica, tanto das escolas quanto das universidades e do ensino técnico, se inscrevem e participam das competições. Começamos, na primeira edição, com 12 equipes inscritas, e no ano passado pulamos para 34 grupos. Então, o torneio foi além do caráter regional de Belo Jardim e das cidades do entorno, alcançando outros estados”, explicou Leandro de Almeida Neves Nepomuceno Agra, consultor de Projetos Sociais em Robótica no Instituto Conceição Moura, coordenador e doutor em Biologia Microbiana pelo PPBM (Programa de Pós-Graduação em Biologia Microbiana) da UnB.
Nesta edição, os competidores poderão contar com três novidade: as modalidades Art Bot, Sumô de Robôs e Peseguidor de Linha. Além da categoria Cabo de Guerra, que continua fazendo parte do torneio.
“Território do Fazer”
O torneio BJ Bots Cup faz parte do projeto “Território do Fazer”, cujo foco é difundir a cultura maker e fomentar o desenvolvimento de habilidades tecnológicas e sociais em crianças e jovens. A iniciativa é realizada pelo Instituto Conceição Moura, uma Organização da Sociedade Civil de Interesse Público (OSCIP) mantida pelo Grupo Moura na cidade de Belo Jardim.
A ideia é estimular o interesse dos participantes em ciência e tecnologia, criando um espaço onde a robótica serve como meio para quebrar paradigmas, formar multiplicadores e desenvolver soluções para os problemas da comunidade.
“Dentro do projeto de iniciação à robótica, oferecemos justamente esse primeiro contato dos jovens com as áreas da tecnologia, onde eles têm a oportunidade de conhecer e experimentar robótica, programação e outros conceitos inovadores. Muitas vezes, em uma cidade como Belo Jardim, esse acesso ao conhecimento é mais difícil, pois sabemos que, quanto mais afastados dos grandes centros, como Recife, maior é essa dificuldade”, afirmou o consultor Leandro Agra à coluna Enem e Educação.
Entre as ações do projeto está a Robótica Livre, que oferece cursos de curta duração (de dois a três meses) para jovens de nível médio, técnico ou superior, sempre no laboratório de robótica do Instituto.
Há também o programa Ciência em Casa, que disponibiliza kits e tutoriais para que as crianças realizem experimentos em casa, com o apoio dos pais ou responsáveis.
Além disso, o Visite o LAB permite que escolas e outras instituições levem crianças e jovens ao laboratório do Instituto, onde conhecem o antigo maquinário da Fábrica Mariola, exploram o laboratório maker e participam de oficinas de exploração científica e programação.
Despertar para tecnologia
Pedro Ohashi, de 16 anos, sonha em estudar Ciência da Computação na Universidade Federal de Pernambuco (UFPE). Esse desejo ganhou força após ele ter a oportunidade de explorar mais a fundo o universo da robótica.
Desde então, Pedro já desenvolveu dois projetos de destaque: o robô Otto, programado para dançar músicas de Michael Jackson, e um sistema agroflorestal com irrigação automatizada, que regula o fluxo de água conforme a umidade do solo, utilizando a plataforma Arduino.
“Sempre me interessei pela área de tecnologia, mas nunca tinha olhado especificamente para a robótica. Fiz meu primeiro curso no Instituto, que foi de Introdução à Eletrônica, e comecei a perceber o quanto gostava desse universo. Foi uma experiência que realmente abriu minha mente”, contou o estudante à coluna Enem e Educação.
O apoio dos monitores do projeto Território do Fazer tem tido um impacto direto na rotina de estudos de Pedro. “Depois que meu interesse pela robótica cresceu, passei a me dedicar ainda mais aos estudos. Inclusive, no Enem do ano passado, caíram duas ou três questões de eletrônica que consegui acertar graças ao que aprendi no Instituto”, afirmou.

Em abril de 2024, ocorreu a segunda edição do BJ Bots Cup, consolidando-se como um torneio regional de robótica sediado em Belo Jardim – Wellington Aleixo/Instituto Conceição Moura
Meninas na Ciência
Fomentar o interesse dos jovens pela área de tecnologia também tem levantado uma questão importante: o incentivo à participação das meninas nesse ambiente e a desconstrução do mito de que elas não se interessam por áreas como exatas e engenharia.
O Meninas na Ciência é um projeto da UFRPE – UABJ (Unidade Acadêmica de Belo Jardim) em parceria com o Instituto Conceição Moura, liderado pela professora Milene Figueira. Em 2024, a programação incluiu palestras, oficinas em escolas e eventos, além da apresentação de mais de 15 trabalhos em diversos encontros acadêmicos.
Para Fernanda dos Santos Silva, 21 anos, monitora do Instituto, o projeto tem um papel essencial na inclusão feminina na tecnologia. “É muito importante mostrar às meninas que a robótica pode abrir muitas portas para o futuro profissional e que esses espaços também devem ser ocupados por elas”, destacou.
“Acho que toda garota que entra na área de engenharia, por exemplo, leva um choque de realidade. Na minha turma, dos 45 alunos, apenas 12 são mulheres. Esse contexto tem um grande impacto, e muitas desistem por acharem que não vão conseguir concluir o curso. O Meninas na Ciência vem justamente para transformar essa percepção e trazer empoderamento, para que as meninas se sintam confortáveis e não tenham medo de arriscar”, afirmou a estudante.
Fernanda também relembrou o momento em que descobriu sua paixão pela tecnologia. “Quando fui chamada para atuar como monitora, em 2022, foi quando realmente despertei meu interesse pela área. Aqui em Belo Jardim, o acesso à informação nesse setor ainda é muito escasso, e o Instituto trouxe esse suporte. É muito gratificante ver uma criança acender seu primeiro LED”, disse à coluna Enem e Educação.

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