Crítica: Simples e medroso, ‘Drag x Drive’ é oportunidade perdida da Nintendo

Facebook
Twitter
LinkedIn
Pinterest
Pocket
WhatsApp
Crítica: Simples e medroso, ‘Drag x Drive’ é oportunidade perdida da Nintendo


Esta é a edição da Combo, a newsletter de games da Folha. Quer recebê-la todas as terças no seu email? Inscreva-se abaixo.

O jogo de basquete em cadeira de rodas “Drag x Drive” cumpre o papel de demonstrar o que a função mouse dos controles do Switch 2 pode proporcionar em inovação de jogabilidade. No entanto, o título lançado no último dia 14 fica bastante aquém do seu potencial, indo pouco além de uma demo da nova tecnologia.

Falta ao game coragem de se assumir o jogo como serviço e de abraçar sem medo a causa das pessoas com deficiência.

Em “Drag x Drive”, dois times de três jogadores se enfrentam em partidas rápidas de 3 minutos de basquete em cadeira de rodas. A movimentação é feita exclusivamente pelos joycons em modo mouse, simulando os movimentos que um cadeirante precisaria fazer. Para arremessar, é preciso levantar o braço e fazer um movimento com o punho.

O controle da cadeira funciona muito bem, pena que o mesmo não possa ser dito da mecânica de arremesso. Não é necessário acertar o ângulo ou a força do arremesso, basta que o jogador esteja virado para a direção certa para que a bola vá em direção à tabela. O acerto ou erro é resultado de um cálculo estatístico baseado na posição do jogador.

A falta de precisão nessa mecânica é um retrocesso até em relação ao saudoso “Wii Sports”. O resultado é que cestas que parecem fáceis param no aro por razões incompreensíveis, enquanto alguns arremessos milagrosos entram sem esforço algum.

Apesar de ser possível jogar contra o computador, a verdadeira graça do jogo está em seu aspecto social. A graça é juntar os amigos em partidas online privadas ou se aventurar em quadras públicas contra desconhecidos.

A premissa caberia perfeitamente para um jogo como serviço. No entanto, aqui também a Nintendo parou na metade do caminho. O resultado é uma experiência simples e com pouca diversidade, sem incentivos para continuar jogando por muito tempo.

Tudo no jogo, do tutorial às partidas onlines, acontece no mesmo parque fechado, que pode ser ocupado por até 12 jogadores simultaneamente. Aos redor das duas quadras centrais ficam as áreas dos minigames e, de tempos em tempos, são realizados desafios ao estilo “todos contra todos”.

No entanto, há pouquíssima variedade de conteúdo. Os minigames individuais se dividem em variações de corridas contra o relógio e desafios de cestas. Já os jogos coletivos são apenas dois: uma corrida e outro uma disputa de quem pega a bola primeiro.

Os prêmios por vencer esses desafios são alguns itens cosméticos, mas as opções de customização são escassas. O resultado é de uma variedade quase soviética. Os jogadores são idênticos, exceto por pequenos detalhes que os diferenciam sem expressar uma gota de criatividade ou de estilo.

O mais estranho é a completa ausência de qualquer reconhecimento no jogo de que se trata de um esporte para pessoas com deficiência. Até as palavras “cadeira de rodas” estão estranhamente ausentes do jogo. Na área para personalização, por exemplo, a cadeira é chamada pelo genérico “chassis”.

A impressão é que a Nintendo se esforçou muito para retirar qualquer conotação negativa que pudesse ser associada ao jogo. Com isso, porém, perde uma valiosa oportunidade de reconhecer e valorizar as pessoas com deficiência.


Play

dica de game, novo ou antigo, para você testar

Occlude

(PC)

É comum ver jogos que misturam gêneros de forma bastante heterodoxa e conseguem criar uma experiência nova e interessante. Agora, um jogo que mistura paciência com elementos de terror, para mim foi uma novidade. Em “Occlude” o jogador é convidado a tirar todas as cartas da mesa como em um jogo tradicional de paciência. No entanto, o desafio maior é descobrir uma regra oculta, que move quatro moedas que ficam na parte de cima da mesa. A cada nova partida, o jogo revela uma parte da história que está por trás do baralho mágico com o qual ele está brincando.

O jornalista recebeu uma cópia do jogo para teste.


Update

novidades, lançamentos, negócios e o que mais importa

  • A Roblox é alvo de processo do governo da Luisiana, nos EUA, por supostamente permitir a exploração de crianças. Segundo a procuradora-geral do estado, Liz Murrill, autora da ação judicial, o site se tornou “o lugar perfeito para pedófilos” devido à ausência de protocolos de segurança, como ferramentas de checagem de idade.

  • Em resposta, a Roblox afirmou que “nenhum sistema é perfeito”, mas que trabalha constantemente para lançar novas salvaguardas para proteger seus usuários, como evidenciado pela introdução de mais de 40 novos recursos projetados para proteger seus “usuários mais jovens e capacitar pais e responsáveis com maior controle.”

  • Funcionários sindicalizados na França da Arkane, um dos estúdios da Microsoft, publicaram uma carta aberta endereçada aos executivos da empresa requisitando que ela reconheça e restrinja o uso de suas tecnologias por Israel em sua campanha de ocupação da Faixa de Gaza.

  • O Discord anunciou o lançamento de um kit de desenvolvimento de software para que desenvolvedores incluam em seus jogos funções de comunicação integrada similares às disponíveis na plataforma, como bate-papo em voz, lista unificada de amigos e suporte multiplataforma.

  • A Bandai Namco registrou um recorde em seus resultados do segundo trimestre de 2025. A publicadora da série “Elden Ring” alcançou US$ 2 bilhões (R$ 10,8 bi) em vendas líquidas, um crescimento de 17% em relação ao mesmo período do ano passado. Além disso, viu seu lucro operacional crescer 17,9% , chegando a US$ 399 milhões (R$ 2,15 bi).

  • A versão beta aberta do jogo multiplayer de tiro em primeira pessoa “Battlefield 6” é um sucesso. O game em fase de testes superou a marca de 521 mil jogadores simultâneos na Steam, um recorde para a franquia, e superou inclusive o rival “Call of Duty”.

  • A Abragames levou para a Alemanha uma delegação de 48 estúdios brasileiros para participar da gamescom, principal feira de games da Europa, e da devcom, conferência para desenvolvedores associada à feira. Os eventos acontecem de 17 a 24 de agosto na cidade de Colônia.

  • A gamescom latam abriu inscrições para desenvolvedores independentes que queiram disputar o BIG Festival em 2026. Os jogos inscritos poderão disputar 17 categorias e, aqueles que forem selecionados como finalistas, poderão ser jogados durante o evento, que será realizado de 29 de abril a 3 de maio do ano que vem.

Download

games que serão lançados nos próximos dias e promoções que valem a pena

20.ago

“All Systems Dance” (PC)

“Black Myth: Wukong” (Xbox Series X/S)

“Void/Breaker” (PC, PS 5, Xbox X/S)

21.ago

“Discounty” (PC, PS 5, Xbox X/S, Switch)

“Herdling” (PC, PS 5, Xbox X/S, Switch)

25.ago

“Zoochosis” (PS 4/5)

26.ago

“Gears of War: Reloaded” (PS 5, Xbox X/S, PC)

“Helldivers 2” (Xbox X/S)



Source link

Facebook
Twitter
LinkedIn
Pinterest
Pocket
WhatsApp

Nunca perca uma notícia importante

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *