Motins e radicalização bolsonarista das últimas semanas afastam aliados e aproximam o centrão de uma postura mais neutra em relação a Lula.
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O cenário político brasileiro começa a dar sinais de um novo equilíbrio, depois de meses marcados por instabilidade e disputas intensas. Para o governo Lula, a travessia recente foi turbulenta, mas não desastrosa. Mesmo sem apresentar crescimento consistente nas pesquisas, o presidente assiste à oposição perder terreno.
A fadiga de embates constantes e a ausência de uma estratégia unificada têm corroído a força de adversários, criando um ambiente de menor pressão imediata sobre o Planalto.
A impressão é que a oposição ao governo, que esteve muito próxima de ganhar adeptos de peso de um centrão antes prestes a desembarcar do governo, entrou num tipo de inferno astral difícil de sair. Todo dia, é um revés diferente.
Impacto das tarifas
As tarifas impostas por Donald Trump sobre produtos brasileiros, especialmente no agronegócio, trouxeram um impacto econômico direto e um desafio político para Lula.
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No entanto, a gestão conseguiu evitar um colapso maior ao buscar alternativas comerciais e acionar negociações bilaterais.
O efeito político, paradoxalmente, pode ser menos nocivo do que se imaginava, já que a oposição não conseguiu capitalizar a insatisfação gerada no setor produtivo.
O discurso oposicionista perdeu força diante da percepção de que o problema tem origem externa. E pior, para muitos, foi provocado por Eduardo Bolsonaro (PL). Ele próprio fez questão de repetir isso, insistentemente.
Julgamento de Bolsonaro
O julgamento de Jair Bolsonaro, que mantém seu nome no centro das atenções, acrescenta mais incerteza ao jogo eleitoral. Se condenado, a barreira jurídica para disputar 2026 pode obrigar o bolsonarismo a buscar um substituto, tarefa complexa pela centralidade do ex-presidente no movimento.
Enquanto isso, o debate público se concentra mais na sua situação judicial do que em propostas de futuro, deixando a oposição refém de um líder que provavelmente não estará na disputa.
O motim promovido por parlamentares bolsonaristas nesta semana no Congresso Nacional expôs fissuras na própria base oposicionista.
As cenas de obstrução e tentativa de paralisar a pauta reforçaram a imagem de um grupo mais interessado em tumultuar do que em construir soluções. Esse comportamento, ao invés de atrair apoios, tende a afastar aliados potenciais e gerar desconfiança no eleitorado que espera estabilidade e resultados concretos.
Isolamento político
As consequências desse motim vão além do episódio em si.
A insistência em estratégias de confronto permanente pode aprofundar o isolamento político do bolsonarismo dentro do próprio Parlamento.
Partidos que orbitam no campo do centrão começam a pesar o custo de manter alinhamento irrestrito a um movimento que coleciona derrotas e desgastes. Esse cálculo é pragmático e orientado por sobrevivência eleitoral.
Na última sexta-feira (08), Gilson Machado Neto (PL), considerado um expoente desse grupo mais radical, perdeu o controle do diretório municipal do partido, no Recife, por imposição da Executiva Nacional da sigla. Pode ser sintomático.
Alas radicais em partidos não são novidade. Partidos de esquerda as têm aos montes. Mas quando elas começam a ser chamadas de radicais pelos próprios correligionários é quando começam a ser isoladas e viram um “quartinho nos fundos” das agremiações.
O pragmatismo do centrão
O centrão, por definição, se move em direção aos ambientes onde há mais garantias de poder e recursos. Se a oposição continua em declínio e Lula mantém um patamar sólido de governabilidade, a tendência natural é de aproximação, ainda que não haja alinhamento ideológico.
Essa aproximação pode se dar de forma silenciosa, com redução das críticas públicas, ou por meio de acordos pontuais que preservem espaço e influência.
Hoje, esses partidos estão com ministérios no governo petista, mesmo enquanto brigam com o PT no Congresso, nas redes e nas ruas. É o mais pragmático dos ambientes. E só o pragmatismo constrói.
Risco de vala comum
Para muitos líderes do centrão, o maior risco não é apoiar Lula, mas cair na vala comum do bolsonarismo derrotado. Uma oposição que insiste em táticas radicais e perde capacidade de negociação se torna menos atraente para partidos que vivem de ocupar espaços práticos de decisão. Esse temor se acentua diante da possibilidade bastante real de que a eleição de 2026 tenha um segundo turno entre Lula e um candidato indicado por Bolsonaro que, pela rejeição, não tenha qualquer chance de vitória.
Um novo arranjo
Nesse cenário, o centrão pode acabar sendo obrigado a, no mínimo, não bater em Lula no primeiro turno. A estratégia seria manter pontes abertas e evitar rupturas que comprometam acordos futuros. O pragmatismo, mais uma vez, ditaria o ritmo, garantindo que esses partidos não fiquem à margem do próximo ciclo de poder.
O jogo de 2026 pode ser menos sobre ideologia, menos sobre idealismos e mais sobre a habilidade de não escolher o lado errado na hora errada. E isso pode acontecer sem que Lula tenha contribuído em nada para ser beneficiado. Quem o ajudou foi a família Bolsonaro e seus seguidores do “quartinho dos fundos”.

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