Maior interação das facções brasileiras com os cartéis do narcotráfico no México e na Colômbia traz para o país mais risco de violência e descontrole
Publicado em 19/11/2024 às 0:00
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O que já é um desafio de enormes proporções, com o crescimento do crime organizado em todo o território brasileiro nas últimas décadas, pode se tornar um pesadelo ainda pior para a população. Imagine um cenário em que as facções nacionais e de fora, sobretudo da América Latina, se articulam para desenvolver ações coordenadas, formando redes de cooperação supranacional, para se contrapor às tentativas dos governos de impor ordem e controle na segurança pública. Imagine que isso é realidade que se amplia. É o que traz um relatório produzido pelo Diálogo Interamericano, pela Fundação Fernando Henrique Cardoso e pelo Instituto de Relações Internacionais da Universidade de São Paulo (USP).
De acordo com o estudo, podem ser encontrados, hoje, no Brasil, facções criminosas de vários países, sobretudo da Colômbia, do México e da Albânia. E além da presença, nota-se uma transferência de método que vem de fora, no domínio de áreas pelas gangues, seja através da extorsão direta, seja com a participação de criminosos na administração público. O modelo é o mesmo visto nas milícias no México, e em grupos atuantes na América Central. O vasto território brasileiro, um país tão atraente pelo tamanho do mercado quanto pela vulnerabilidade da população devido à desigualdade, é a nova fronteira da criminalidade internacional.
A semelhança do PCC brasileiro com grupos transnacionais é um indício dessa tendência que assusta e desafia as autoridades de segurança pública em todo o país, que ainda buscam se organizar minimamente, em estrutura e articulação, a fim de compartilhar estratégias e ações de modo efetivo, reduzindo o poder alcançado pelas facções do crime em vários estados. O pior é que o estudo prevê um agravamento da situação, que seria o equivalente a fazer do Brasil uma Colômbia dos anos 1990, com o domínio de gangues do tráfico se instalando no vácuo da presença do Estado, em várias partes do país. Atualmente, 72 facções do narcotráfico estão no Brasil – ou seja, a colombianização pode não estar distante.
A invasão do crime organizado à região amazônica, território de fronteiras complicadas para o controle, é outra face dessa transnacionalização perigosa do da criminalidade no país. E para completar o quadro de alto risco, é vislumbrado aumento na atuação das milícias formadas para combater o crime organizado, sem o respaldo das forças institucionais do Estado de Direito. Nesse contexto complexo, a estratégia não pode desprezar os tentáculos espalhados do crime sobre diversos países. Uma das indicações do relatório é buscar a integração entre os países, de maneira a fortalecer as ações em cada um, em colaboração com todos, a fim de prevenir a continuação da disseminação dessas organizações, e de seus desdobramentos em violência, insegurança jurídica e desequilíbrio social, por todos os lugares em que é percebida.




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