Corrupção ainda é grande no Brasil, mas digitalização das operações bancárias está obrigando a novos modelos de gestão do crime

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Corrupção ainda é grande no Brasil, mas digitalização das operações bancárias está obrigando a novos modelos de gestão do crime


O que a intervenção na Reag diz do excesso de confiança de maus operadores do sistema financeiro em achar que a PF e o BC não os puniria



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A divulgação de operações da Polícia Federal nos casos do Banco Master (e agora no caso da antiga Reag também liquidada extrajudicialmente), das investigações contra deputados envolvidos nos casos das emenda PIX e da Operação Carbono Oculto – que trouxe pela primeira vez ao mercado financeiro as atividades do Primeiro Comando da Capital (PCC) – parecem ter reativado o interesse das pessoas pela pauta da corrupção que nos levou a Lava Jato que, como, se sabe pautou a eleições de 2018 e elegeu Jair Bolsonaro.

Não há elementos para se inferir que o tema corrupção seja ele no sistema financeiro, no Legislativo e no crime organizado que possam determinar a pauta dos candidatos na eleição de 4 de outubro. Mas, com certeza, o tema estará nos assuntos a que o eleitor dará atenção. Especialmente se nela estiverem figuras do mundo da política.

Dinheiro do crime

O fato novo nessa tempestade de notícias sobre operações da Polícia Federal sobre operações criminosas não é o envolvimento de políticos (caso das emendas), mas sua proximidade com personagens do mundo financeiro como Daniel Vorcaro e a chegada do dinheiro do crime organizado no sistema financeiro.

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Os mais jovens não imaginam, mas a corrupção no Brasil sempre se materializou quando o dinheiro bom (do contribuinte) cai nas mãos do corrupto. Isso sempre aconteceu e os problemas só apareciam quando quem recebia queria devolver o dinheiro ao sistema formal sem ter competência contábil. Mas nem sempre dava prisão.

Mundo da corrupção

No submundo da corrupção, para quem recebe dinheiro sujo, o primeiro problema é como gastar. O segundo é como guardar. O terceiro é como fazer dele patrimônio registrado num cartório de registro de imóveis. Embora o corrupto novo tenha predileção por carros fora de série.

A coisa se complica quando o nível de corrupção cresce; o corrupto tem que encontrar um lugar para botar o dinheiro sem despertar atenção. Isso dá trabalho. Quem não lembra da apreensão de R$ 55 milhões num apartamento locado em Salvador (BA) pelo então deputado Geddel Vieira para colocar malas de dinheiro?


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Banco Central faz nova liquidação extrajudicial no mercado desta vez com a Reag – Divulgação

Dinheiro físico

Mas esse era um tempo em que o dinheiro físico ainda dominava 80% dos negócios, se emite cheque ao portador e se pagava propina em notas pequenas em saco de papel de supermercado.

A vida do corrupto começou a ficar complicada quando o Banco Central começou a registrar as movimentações de R$ 50 mil que hoje geram um token enviado à Receita Federal.

Supercomputador

O que pouca gente do crime ainda não percebeu é que tanto o “Hal”, o supercomputador do BC instalado para monitorar e cruzar informações financeiras e combater fraudes, como o T-Rex, que roda um software chamado Harpia, para uma fiscalização tributária avançada, cruzando dados de diversas fontes (bancos, cartórios, Detran, SPED) em tempo real para detectar sonegação e fraudes hoje conversam e pegam tudo que entra por alguma porta do Sistema Financeiro Nacional pelo CPF ou pelo CNPJ.

O CPF é o que está levando o crime organizado a contratar cada vez mais serviços de TI para encontrar portas de acesso ao SFN com aparência legal do dinheiro do crime (tráfico, extorsão de milícias ou droga). Depois é que vem o CNPJ.

Carbono Oculto

O caso da Operação Carbono Oculto é um bom exemplo da estruturação de um mecanismo de lavagem de dinheiro ligado ao Primeiro Comando da Capital (PCC) que levou a Polícia Federal e a Reag Investimentos a entrar no radar dos investigadores após suspeitas de que fundos administrados pela gestora teriam sido usados para ocultar patrimônio do crime organizado.

A nota do BC diz que a decretação da liquidação extrajudicial da Reag operações representou 0,081% do volume financeiro e 0,14% da quantidade de operações de câmbio cursadas no SFN, foi motivada pelo comprometimento da situação econômico-financeira da corretora, bem como por graves violações às normas que regem as atividades das instituições integrantes do SFN. Ou seja, a Reag era nada no SFN.


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Ministro Dias Toffoli avocou o caso do Banco Master para seu gabinete. – Divulgação

É um jeito educado de dizer que o BC usando seus computadores identificaram como a Reag descumpriu pilares centrais da regulação prudencial como gerenciamento de riscos, compliance, auditoria interna e prevenção à lavagem de dinheiro.

Porque os seus gestores – com a manipulação de grande volume de dinheiro em operações cruzadas e descruzadas – teceram uma teia onde muitos perdiam e poucos ganhavam muito partindo do princípio dito ao aplicador de que o fundo trabalhava alavancado e poderia ganhar muito e também perder muito. Puro excesso de confiança.

Nicolas Ferreira

Muita gente ainda acha que aquele vídeo de Nicolas Ferreira que levou a Receita Federal a mudar uma portaria que determinava o registro de quem movimentava R$ 5 mil prejudicou o governo. De fato, complicou, mas o crime organizado – que paga seu exército de explorados com valores acima de R$ 5 mil – comemorou. Felizmente hoje essa porta está se fechando.

O caso do Banco Master, que o BC revelou deter 0,57% do ativo total e 0,55% das captações totais do SFN, diz mais de como Daniel Vorcaro organizou sua rede de contatos e que agora tenta buscar apoio para uma saída que não leve à prisão ou perda de seu patrimônio do que sua capacidade de burlar o sistema.

CPF de Vorcaro

Com o avanço das investigações não tem como o CPF de Vorcaro, seus cinco diretores do Banco Master e demais instituições e os CNPJs não revelarem o que sua pequena organização fez no mercado financeiro e que até agora causou prejuízos estimados em R$ 12 bilhões. Porque foi tudo digital.

Embora pareça claro que a estratégia de sua defesa seja a de com atos de defesa do BC e os atos estúpidos do ministro do TCU, Jhonatan de Jesus crie perspectivas de uma eventual busca de indenização na Justiça no futuro.


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Empresário Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, presta depoimento na Polícia Federal. – Divulgação

CPF e CNPJ

Mas o que a liquidação da Reag nos ensina de novo é como gente do mercado financeiro com muita expertise acreditou que o desenho de manipulação de fundos em camadas poderia não virar investigação criminal. Sem considerar o risco da origem do dinheiro que entrava por uma startup criada pelo crime organizado para introduzir o lucro no sistema oficial sempre por um CPF e a seguir com um CNPJ.

No fundo o que parece claro é que as pessoas esqueceram que do depósito numa lotérica de valores acima de R$ 2 mil, ao depósito em dinheiro acima de R$ 50 mil num banco e que até mesmo o pagamento de um prêmio no velho e confiável Jogo do Bicho, tudo está gerando um token nos computadores do BC, Receita Federal e, no futuro, no sistema do Comitê Gestor da Reforma Tributária.

Rever processos

Isso não quer dizer que a corrupção esteja condenada a se acabar com a digitalização do dinheiro. Mas os corruptos terão que se atualizar. O mundo financeiro “do mal” já sabe que precisará rever processos. O crime já está tentando.

Somente deputados e senadores que desviaram emendas do PIX desde o orçamento de 2021 ainda não. O que significa que muitos deles terão dores de cabeça no STF.


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Setor pesqueiro brasileiros consegue se reposicionar depois do tarifaço – Divulgação

O setor pesqueiro foi a luta

Embora as estimativas do setor sejam de que em 2025 as exportações tenham caído 0,5%, ficando em US$63,7 milhões, a indústria de pesca no Brasil conseguiu se reorganizar após o tarifaço de Donald Trump a partir de setembro.

O setor de pescados brasileiros ainda não conseguiu entrar na lista de produtos sem a taxação acima dos 10% padrão, mas conseguiu redirecionar parte da produção para a Austrália (US$ 47.354), Oriente Médio e países asiáticos (Singapura US$ 191.767), embora os Estados Unidos no acumulado tenham comprado US$ 51.058.153. Foi uma pancada grande para o Ceará que caiu 38,9%, Pernambuco, 38,3% e mais para o Rio Grande do Norte com perdas de 79,3%.

Segundo o presidente da Associação Brasileira das Indústrias de Pescados, Eduardo Naslavsky, o setor já estava acostumado a não ter ajuda do governo em termos de financiamento e a se virar para exportar. Mas o mercado americano, assim como é um dos mais exigentes, é também o que paga melhor.


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Pescados para exportação movimentaram mais de US$ 65 milhões em 2025. – Divulgação

Então, quando veio a taxação, a primeira providência foi tentar salvar o peixe já embarcado, negociando com compradores, mesmo sabendo que para ele tanto fazia a compra do Brasil como de outros países.
Num primeiro momento o setor trabalhou para não perder o que estava embarcado no porto ou no navio e num segundo para buscar clientes que poderiam ser atendidos rapidamente.

Naslavsky diz que o Brasil já vende peixes para esses países, mas que com as restrições americanas a indústria cuidou de atendê-los e aumentar suas compras já que anteriormente o foco era os Estados Unidos mesmo em 2025 o americanos foram responsáveis por 80,2% da exportações.


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Pescados para exportação movimentaram mais de US$ 65 milhões em 2025. – Divulgação

O presidente da Abipesca revelou que o setor espera no final do primeiro semestre uma missão da União Europeia que fará a inspeção nas indústrias brasileiras visando retirar a proibição total que o pescado brasileiro tem naquele mercado. Desde 2017, o Brasil perdeu acesso ao mercado da União Europeia – um dos principais destinos mundiais de pescados.

A missão coincide com a assinatura do acordo do Mercosul com a UE, mas não tem relação, pois atende ao pleito do Brasil de exportar sem a taxação cobrada além da liberação sanitária. Com a autorização, o Brasil poderá exportar para a UE sem nenhuma taxa mesmo antes das vantagens do acordo com o Mercosul.


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Dinheiro esquecido nos bancos – Divulgação

Quem quer dinheiro

Exatamente 49.310.773 pessoas com CPF ativo ainda não procuraram o Banco Central para receber valores que deixaram em algum momento de suas vidas num banco, numa administradora de consórcio, cooperativa, financeira ou corretora ou distribuidora de títulos mobiliários.

Eles têm exatos R$ 7.802.569.493,27. Agora também existem 4.962.835 empresas que têm presas que têm 2.222.282.596,24 a receber. Os bancos com 34.866.126 CPF são os maiores devedores. O problema é que legalmente o sujeito tem que procurar o BC. Os bancos não podem simplesmente creditar os valores nas contas se elas ainda existirem.

Bovespa

Aconteceu. O Ibovespa renovou esta quinta-feira (15) a máxima histórica e superou, pela primeira vez, o patamar dos 165.681 pontos. O recuo nas ameaças de Donald Trump reduziu a aversão ao risco nos mercados globais e favoreceu ativos de países emergentes.

Queda de projetos

O levantamento da Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica revela que 2025 foi um ano de grande retração para o setor solar fotovoltaico no Brasil com 29% na potência adicionada. Segundo a entidade, as grandes usinas e os pequenos sistemas nos telhados e terrenos somaram 10,6 gigawatts (GW) ante os 15 GW registrados no ano anterior.


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Turismo brasileiro Rio de Janeiro. – Divulgação

Verão de lucros

A Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) estimou nesta quinta-feira (15) que o turismo brasileiro deve a maior temporada de verão da história em volume de negócios, com uma projeção de faturamento de R$ 218,77 bilhões entre dezembro de 2025 e fevereiro de 2026.

Quase 10 milhões

O Aeroporto Internacional do Recife quase bateu nos 10 milhões de passageiros. Segundo dados divulgados pela Aena Brasil, administradora do terminal, a movimentação total entre janeiro e dezembro atingiu 9.938.051 passageiros, representando um crescimento de 3,59% em relação ao ano de 2024.


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Custo do Hidrogênio Verde no Brasil – Divulgação

Obstinados

Apesar de aproximadamente 52 projetos globais serem cancelados ou previstos, a Associação Brasileira do Hidrogênio Verde (ABIHV), com base em dados internacionais, estima que 500 projetos seguem em decisão final de investimento (FID), construção ou operação no mundo, somando cerca de US$ 110 bilhões em investimentos.

Entre os principais fatores que levaram à interrupção ou revisão de projetos estão entraves regulatórios e de licenciamento, incertezas políticas e de mercado, custos elevados, dificuldades de financiamento e ausência de demanda contratada.

Acupuntura

O Conselho Regional de Biomedicina regulamenta oficialmente o exercício profissional da Acupuntura. Com a nova legislação, passam a estar oficialmente habilitados a atuar em Acupuntura os biomédicos e os profissionais de saúde de nível superior que possuam título de especialista na área.





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